segunda-feira, 22 de junho de 2009

I TROFÉU DO SORRAIA: O BALANÇO DE HUGO BORDA D'ÁGUA


O I Troféu do Sorraia colocou um ponto final na Taça FPO Sul de Orientação Pedestre 2008/2009. Desse fim-de-semana em Coruche e Vila Nova da Erra, a “casa-mãe” do COAC, aqui fica o balanço pela voz do Director da Prova, Hugo Borda d’Água.

Orientovar - Tanto empenho e esforço para uma participação aquém das expectativas. Apesar de tudo, valeu a pena?

Hugo Borda d’Água - Quando se organizam provas por amor à modalidade, quando se gosta daquilo que se faz, vale sempre a pena e nós ficamos contentes. Saímos, claro, um pouco frustrados. Gostávamos que tivesse estado aqui uma multidão, mas temos noção da realidade actual e, à partida, já sabíamos com o que poderíamos contar. Apesar de tudo, é nossa convicção que este I Troféu do Sorraia dignificou as provas regionais.

Orientovar - Como é que sentiram este ‘voto de confiança’, carregando com a responsabilidade de encerrarem com uma prova vossa a Taça FPO Sul?

Hugo Borda d’Água - Com muita emoção, sobretudo porque tem sido um ano com muita luta, com muitos miúdos a trabalhar em prol do clube, em funções de muita responsabilidade, e acho que sobretudo eles mereciam isto. Mas gostaria de deixar aqui uma chamada de atenção para o facto de esta ser, inicialmente, uma prova atribuída ao CPOC. Logo, nada disto seria possível sem a confiança que o CPOC depositou em nós e à qual, julgo eu, respondemos da melhor forma, dignificando-a.

Orientovar - Combatendo em certa medida a interioridade, a Orientação pode ser uma boa forma de ‘pôr Coruche no mapa’?

Hugo Borda d’Água - Até certo ponto sim. Coruche está muito forte em modalidades como a Pólo Aquático, o Futsal ou o BTT e a oferta é grande. Mas é um facto que a Orientação pode tirar Coruche do mapa, visto ter uma dimensão a nível nacional que as modalidades que enunciei não têm. Para isso é preciso que as entidades que nos apoiam continuem a acreditar em nós.

Orientovar - Até onde pode chegar o COAC?

Hugo Borda d’Água - Em tudo aquilo que tem feito até hoje, o COAC tem contado com a preciosa ajuda do GafanhOri, e de duas pessoas verdadeiramente ímpares, Tiago Aires e Raquel Costa. Tudo aquilo que nós fomos, tudo aquilo que nós somos, deve-se em grande medida a eles. Em termos organizativos, é uma incógnita onde poderemos chegar, mas esperamos continuar a fazer sempre mais e melhor tendo em conta esta união. Em termos competitivos, os últimos sete ou oito meses foram de trabalho intenso e actualmente estamos com treino físico três vezes por semana e treino técnico uma ou duas vezes por semana. Isto exige de todos um esforço e uma responsabilidade muito grandes. Podemos ter a melhor coisa do mundo à nossa espera mas, se queremos ser bons na Orientação, temos que treinar, temos que trabalhar e que evoluir, deixando tudo o mais para segundo plano. Julgamos todavia que face ao seu potencial de evolução, mantendo esta atitude, os nossos jovens podem vir a ser tudo aquilo que quiserem.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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