quinta-feira, 25 de junho de 2009

EOC & JWOC MTBO 2009: O BALANÇO DA PROVA DE DISTÂNCIA LONGA


Qualquer balanço daquilo que se passou hoje na prova de Distância Longa dos Campeonatos Europeus e Campeonatos Mundiais de Juniores de Orientação em BTT passa incontornavelmente por um nome: João Ferreira.

O 13º lugar da prova de Sprint deu o mote. Depois veio essa desconsoladora 29ª posição na prova de Distância Média mas a verdade é que João Ferreira soube dar a volta por cima. Hoje, numa prova de Distância Longa que até nem faz as suas delícias, o atleta esteve simplesmente brilhante, igualando o seu melhor resultado de sempre (ainda o 9º lugar da prova de Sprint dos Mundiais de Stare Jablonki, no ano passado) e ficando a escassos segundos da sexta posição e, concomitantemente, dos lugares de honra junto ao pódio.

Numa disciplina que é, desde logo, o mais ‘jovem rebento’ da IOF – Federação Internacional de Orientação, onde tanto está ainda por fazer e onde todos os resultados marcam preciosos pontos, ninguém pode negar a importância de ser ‘candeia que vai à frente’. João Ferreira é muito jovem, tem um futuro altamente promissor à sua frente e este resultado é altamente moralizador. Um justo prémio, diga-se, à sua garra e persistência, extensivo a todos quantos tornam possíveis estes resultados, a começar desde logo pelos pais Carlos e Fernanda. Parabéns para eles também.

Daniel Marques, gigante entre gigantes

Quanto a Daniel Marques, o maior especialista português de sempre na exigente disciplina da Orientação em BTT, teve um desempenho menos conseguido no dia de hoje. Nas cogitações do atleta estaria um lugar bem melhor do que esta 28ª posição, mas aquilo que era válido ontem, é válido hoje. Ou seja, o nível competitivo destes Campeonatos é o mais elevado de sempre e o equilíbrio é enorme. Que o digam Beat Oklé, Beat Schaffner, Simon Seger, Andreas Rief, Anton Foliforov ou Lubomir Tomecek, tudo atletas do top-10 mundial que ainda não ‘puseram a mão no prato’ das medalhas…

É inegável, todavia, que o 17º lugar da prova de Sprint e mesmo o 24º lugar de ontem, na prova de Distância Média (a pouco mais de minuto e meio do top-10, recorde-se), somados ao 29º lugar de hoje, valem preciosos pontos na sua colecta pessoal, sendo muito provável que a actualização do ‘ranking’ permita vê-lo entrar, finalmente, no restrito grupo dos vinte melhores atletas do mundo. E se confirmações forem necessárias, os “5 Dias de Pilsen” estão já aí, ao virar da esquina.

Guilherme Marques e os outros

Quanto aos restantes portugueses, Guilherme Marques parece ter encontrado o seu ritmo e continua a fazer um excelente Mundial, enquanto Paulo Alípio voltou a reencontrar-se e Joel Morgado teve um dia para esquecer. Ana Filipa Silva, Susana Pontes e Maria Amador acabam por fazer uma passagem modesta por terras da Dinamarca, certos que estamos da mais-valia da jovem Ana Filipa e das suas capacidades para fazer muito mais e muito melhor. Mas o momento também não ajuda, como ela própria teve a humildade de referir à partida para os Campeonatos.

Fruto da sua enorme juventude, João Palhinha e Margarida Colares continuam a não se ‘entender’ com estes mapas e estes terrenos, mas a experiência adquirida dará fartos e suculentos frutos no futuro, com toda a certeza. É preciso acreditar!

Rússia ainda domina quadro de medalhas

Num dia em que Áustria e Finlândia chamaram a si o maior e mais valioso quinhão de medalhas, a Rússia continua a dominar o quadro de honra graças à vitória de Nadiya Mikryukova (EOC W21). Individualmente, Erik Skovgaard Knudsen (uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze) é até ao momento a estrela mais cintilante destes campeonatos, mas não o único que leva já três medalhas ao peito. A austríaca Michaela Gigon (uma de ouro e duas de bronze) e a finlandesa Kaisu Yli-Pelotola (duas de prata e uma de bronze) viveram igualmente por três vezes essa fantástica experiência de trepar os degraus do pódio.

A classificação está agora assim ordenada:

1º Rússia – 4 ouro e 1 de bronze
2º Dinamarca – 3 ouro, 2 prata e 2 bronze
3º Áustria – 2 ouro, 2 prata e 2 bronze
4º Republica Checa - 2 ouro, 1 prata e 4 bronze
5º Finlândia – 1 ouro, 4 prata e 2 bronze
6º Polónia – 2 prata
7º Noruega – 1 prata e 1 bronze

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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