sábado, 27 de junho de 2009

EM TEMPO DE BALANÇO: A TEMPORADA 2008/2009 VISTA POR JORGE BALTAZAR


Prossegue a sondagem dos clubes relativamente aos momentos mais significativos da temporada que agora termina. O ‘tempo de antena’ de hoje é da responsabilidade do Grupo Desportivo União da Azóia, na pessoa do seu responsável máximo, Jorge Baltazar.


JORGE BALTAZAR
GRUPO DESPORTIVO UNIÃO DA AZÓIA

“Contrariar o pessimismo e sentimento de crise reinante na sociedade portuguesa”


Orientovar - Enuncie os momentos mais significativos da época e refira o próximo grande desafio?

Jorge Baltazar - Os momentos mais significativos têm a ver com o período das provas WRE de Orientação Pedestre, que consistentemente têm trazido a Portugal um acréscimo significativo de praticantes de outro países, tanto ao nível dos praticantes de Elite como nos outros escalões (principalmente Veteranos acima dos 50 anos). Referiria ainda a participação portuguesa nos Campeonatos Mundiais do Desporto Escolar, principalmente pela postura da delegação, pela amizade criada e aprofundada entre os jovens participantes e pela motivação acrescida para se empenharem na prática da modalidade. Ao nível do clube, aventurámo-nos na organização da primeira prova da Taça de Portugal, a contar para o ‘ranking’ das Corridas de Aventura. Este foi um desafio de grande dimensão que se saldou por um sucesso reconhecido pela generalidade dos participantes.

O próximo grande desafio da Orientação consistirá em contrariar o pessimismo e sentimento de crise reinante na sociedade portuguesa, mantendo o crescimento da modalidade, principalmente nos escalões jovens. O próximo grande desafio do GDU Azoia vai ser a organização do Campeonato Nacional Absoluto, em Maio de 2010.

Orientovar - Comparativamente à época anterior, que avaliação faz da evolução da modalidade?

Jorge Baltazar - Do ponto de vista competitivo assistiu-se à afirmação nos escalões Elite, dos jovens formados na modalidade (a grande maioria provenientes do Desporto Escolar). Também se verifica um aumento da competitividade nos escalões jovens, o que representa uma perspectiva de continuidade de melhoria dos resultados internacionais.

Na qualidade dos eventos, verificou-se a confirmação da capacidade organizativa dos clubes de maior dimensão e a algumas situações menos boas ao nível da organização dos Campeonatos Nacionais (de todas as disciplinas). Ao nível da participação nos eventos, assistiu-se à influência da crise na modalidade e ao contínuo declínio das provas da Taça FPO de Orientação Pedestre.

Orientovar - Um voto para o Clube e para a Orientação em Portugal na próxima temporada?

Jorge Baltazar - Desejo que o clube mantenha o crescimento de anos anteriores e alargue a quantidade de praticantes jovens. Faço votos para que a Orientação consiga realizar com sucesso a reformulação dos calendários competitivos tornando-os mais equilibrados para as diferentes disciplinas e atractivos para os praticantes.


Veja também nesta rubrica as opiniões de
- Luís Santos, CPOC [
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- Jacinto Eleutério, ADFA [
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- Paulo Fernandes, LEBRES DO SADO [
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- António Amador, ORI-ESTARREJA [
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- Daniel Raposo, COALA [
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- Hugo Borda d’Água, COAC [
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- Afonso Pimentel, COA [
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- Guilherme Martins, ÀS 11 NO FAROL [
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- Jorge Ramos, CAMINHEIROS DA PORTELA [
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- Tiago Aires, GAFANHORI [
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- Carlos Monteiro, COC [
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]
- Nuno Pedro, CAOS [
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Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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