segunda-feira, 8 de junho de 2009

CAMPEONATO NÓRDICO NOC2009: TÊM A PALAVRA OS OITO MAGNÍFICOS


Treino, treino, competição, treino, competição, treino…. No rescaldo de sete intensos dias na Finlândia, os oito magníficos do CPOC dão conta duma experiência inolvidável, enriquecedora a todos os títulos. Ouçamo-los, pois.


“Para evoluirmos temos de treinar nestes terrenos”

"Para mim é o melhor estágio de sempre, aquele em que evolui e aprendi mais. Foram dias fantásticos num país que vive a Orientação de uma forma muito mais intensa que a nossa. Para evoluirmos temos de treinar nestes terrenos, competir contra eles. Adorei e certamente tentarei voltar brevemente."

Miguel Reis e Silva



“Água na boca”

"Este estágio teve um impacto em mim diferente de todo o resto do grupo. A Orientação é ainda uma ‘criança’ para mim, pois sou federado apenas desde Novembro passado... Viver intensamente a modalidade neste país abriu-me os horizontes e fez-me acreditar que a minha carreira orientista terá momentos muito especiais. Evolui bastante e creio que estes terrenos e mapas finlandeses deixam muita água na boca para voltar!"

João Dias


“Já tenho saudades de andar perdido nos pântanos…”


“Este estágio deu-me a oportunidade de praticar Orientação em mapas muito diferentes dos que temos em Portugal, e de termos mesmo dito: “Por isto é que eles são campeões do Mundo”. Ficámos em duas ‘clubhouses’, que são literalmente centros de alto rendimento para quem faz Orientação, o que me surpreendeu bastante, ou de se fazerem aqui provas durante a semana, com mais de 100 atletas e organizadas por menos de 10 pessoas, em que o secretariado e a informática são a mala de um carro… Já tenho saudades de andar perdido nos pântanos…”

Filipe Farinha


“Cada ponto aqui é uma lição”


“É sempre fantástico poder treinar e competir nestes países. Cada ponto aqui é uma lição, cada percurso é um salto enorme na forma como fazemos Orientação. Não há dúvida que, se queremos evoluir, temos de vir correr nestes terrenos. Sim, primeiro, aprender a correr, pois é raro encontrar um pedaço de chão sem troncos, pedras, musgo e sem árvores, arbustos e com visibilidade num raio superior a 5 metros, e nós não estamos preparados para isso (em Portugal não há floresta assim cartografada!). Depois disto, sim, podemos começar a pensar em aprender a compreender os mapas e os terrenos. É imprescindível para qualquer jovem que queira evoluir, que passe bastante tempo aqui. Há uma quantidade incrível de mapas, percursos onde podem treinar, para não falar nas provas que há literalmente todos os dias, nas quais participámos enquanto cá estivemos. Pessoalmente, esta semana veio trazer-me o prazer e a motivação que não tenho conseguido encontrar esta época na minha orientação. Isto é que é Orientação!”

Alexandre Alvarez


“Este estágio foi inesquecível”


“Este estágio foi inesquecível. Aqui parece que entramos noutro mundo! Os terrenos são muito diferentes do que estamos habituados. Nos primeiros dias mal conseguia correr neles lendo o mapa. O chão está sempre repleto de pedras, musgos, troncos, pântanos… A vertente técnica também é igualmente difícil, existem muitos pormenores de relevo, vegetação que dificulta bastante a visibilidade e é muito difícil arranjar pontos de referência. Por vezes foi muito difícil orientar-me ou simplesmente chegar à chegada! Participamos em provas quase todos os dias, é incrível como uma prova local a um dia da semana consegue atrair quase tanta gente como uma prova da Taça de Portugal! Aprendi bastante durante esta semana mas ainda não me sinto muito à vontade nestes terrenos, espero poder voltar cá.”

Vera Alvarez


“Os terríveis pântanos não perdoam”


“Uma semana fantástica. Quando ‘embarcámos’ em Lisboa e apesar das expectativas altas julgo que encontrámos um local excepcional para a prática e treino de Orientação acima do esperado. Clubhouses equipadas com tudo o necessário para permitir a prática constante, mapas com muitos detalhes técnicos, terreno de difícil visibilidade e progressão, provas todos os dias e um NOC onde se podem ver as “estrelas” todas juntas. Mas nem tudo é bom, os terríveis pântanos não perdoam a mínima distracção, depois de “pastar” num pântano durante uma imensidão de tempo surge o sentimento de “vou-me deixar disto”, mas… no dia seguinte voltamos ao terreno. Depois de uma semana com medo de encontrar um urso, vou-me embora feliz por não ter visto nenhum (garantiram-me que não havia ursos na Finlândia, mas pelo sim pelo não…)”

Marco Sequeira


“Reduz os nossos a campos de golfe”


“Este foi sem dúvida um estágio para mais tarde recordar! Foram oito dias em que pudemos usufruir dos melhores terrenos do mundo para praticar Orientação, bastante diferentes dos nossos, com uma cartografia simples mas rigorosa, que reduz os nossos a campos de golfe… Em suma, aproveitámos para treinar e competir numa realidade diferente da nossa. A devida vénia a quem nos proporcionou este estágio...”

Filipe Dias


“Uma semana de Orientação fantástica”


"É impressionante a velocidade a que os atletas locais (não de topo) conseguem correr e orientar-se nestes mapas! A progressão é muito difícil e exige uma técnica de corrida muito própria que só se ganha com muitas horas de corrida nestes terrenos. A exigência técnica é também superior à da maior parte dos mapas que temos em Portugal. Estes dois factores, aliados às condições logísticas fantásticas que encontrámos (Clubhouse muito bem equipadas, provas/treinos com percursos e sistema electrónico de controlo durante a semana, larga variedade de mapas num curto raio de distância) fizeram deste estágio uma óptima oportunidade para aprender e evoluir. Sinto-me realizado neste aspecto, pena que uma lesão no pé (espetei um pau no pé!) não me tenha deixado usufruir de todos os treinos como gostaria. No geral penso que correu tudo muito bem, a dinâmica do grupo foi também bastante boa. Resta-me agradecer ao Luís Santos e à direcção do CPOC pela iniciativa e disponibilidade e ao Miguel Silva pelo empenho na coordenação dos treinos com o seu amigo Juuso Metsala. Foi uma semana de orientação fantástica num ambiente capaz de deliciar qualquer Orientista. Faço votos de voltar em breve... Jukola 2010? A ver vamos..."

Paulo Franco

[foto gentilmente cedida por Miguel Reis e Silva]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


.

Sem comentários: