sexta-feira, 29 de maio de 2009

CAMPEONATO NACIONAL ABSOLUTO 2009: O QUE PODEMOS ESPERAR?


Diogo Miguel e Maria Sá? Tiago Romão e Raquel Costa? Marco Póvoa e Patrícia Casalinho?... Vamos ter de aguardar pelo final da manhã do próximo domingo para sabermos quem serão os novos Campeões Nacionais Absolutos de Orientação Pedestre. Mas este fim-de-semana encerra um punhado de outros aliciantes, o maior dos quais é certificar em definitivo os vencedores da Taça de Portugal 2008 / 2009.

No culminar da temporada nacional de Orientação Pedestre 2008 / 2009, está aí o Campeonato Nacional Absoluto a despertar paixões e a prometer autênticos duelos de gigantes e de desfecho imprevisível. O evento consta duma prova de Distância Média, no sábado a partir das 15h00, com esse enorme aliciante de apurar os 60 atletas elegíveis que disputarão a Final A e o tão almejado título absoluto. Esta terá lugar no domingo, a partir das 9h00, numa prova de Distância Longa e com essa particularidade de se encontrar subdividida em duas no sector masculino - duas finais A (?) -, ambas com igual distância e número de pontos de controlo, mas com desníveis diferentes. Uma situação que levanta naturais dúvidas e para a qual o Regulamento é omisso.

Quem irá ganhar?

Confusões à parte, que resultado poderemos obter desta luta titânica pelo título absoluto? Com Tiago Aires (GafanhOri) fora da corrida, Tiago Romão (COC) afigura-se como o mais forte candidato. Vai ter, porém, de estar na Landeira ao seu melhor nível se quiser renovar o título de Campeão Nacional Absoluto alcançado na Pedra Bela, em finais de Maio do ano transacto. É que pela frente irá encontrar nomes como os de Diogo Miguel e Jorge Fortunato (ambos do Ori-Estarreja), Miguel Silva (CPOC) - o homem que “arrasou” nos Nacionais de Sprint e Distância Média -, Marco Póvoa (ADFA) e ainda essa verdadeira “caixinha de surpresas” que dá pelo nome de David Sayanda (Ori-Estarreja), todos eles capazes do melhor em terras alentejanas.

No sector feminino está gerada uma enorme expectativa em torno da reedição desse duelo antigo entre Raquel Costa (GafanhOri) e Maria Sá (GD4C) e que teve o seu ponto alto na edição de 2008. O trio de jovens atletas do COC – Patrícia Casalinho, Andreia Silva e Catarina Ruivo –, porém, tem uma forte palavra a dizer, tal como outro trio bem especial e bem mais jovem ainda, constituído por Mariana Moreira (CPOC), Joana Costa (GD4C) e Ana Coradinho (GafanhOri).

O título colectivo também se joga

Um capítulo muito especial desta edição dos Campeonatos vai dedicado por inteiro ao título colectivo absoluto. O COC é o grande favorito no sector masculino, querendo afirmar a sua hegemonia ao longo da época e que faz dele o virtual vencedor do ‘ranking’ nacional de clubes. Com seis atletas nos treze primeiros lugares do ‘ranking’ individual de Elite (contam para o título colectivo absoluto os primeiros cinco atletas), a turma leiriense dificilmente deixará escapar o troféu.

Quanto às senhoras, as contas são mais complicadas de fazer mas também aqui o COC parece levar vantagem, já que às já referidas Patrícia Casalinho, Andreia Silva e Catarina Ruivo se junta a qualidade e experiência das suas estrelas veteranas, Anabela Vieito, Palmira João e Luísa Mateus. A grande expectativa vai para a resposta que o GafanhOri poderá dar, se a Raquel Costa juntarmos os nomes de Ana Coradinho e Lena Coradinho, Rita Rodrigues, Inês Pinto e Ana Salgado. O GD4C tem igualmente uma palavra a dizer, apesar de aparentemente lhe faltar um quinto elemento suficientemente forte. Tudo em aberto, pois!

Tiago, Diogo ou… Tiago?

Um outro grande aliciante destes Campeonatos reside em saber quem conquistará em definitivo a vitória na Taça de Portugal, sendo certo que já há virtuais vencedores em mais de metade dos escalões. É o caso de Raquel Costa (GafanhOri) na Elite feminina, embora as coisas sejam algo diferentes na Elite Masculina. É que a Final A de domingo encerra uma ‘nuance’ que pode fazer toda a diferença, já que confere ao vencedor 120 pontos, ao contrário dos 100 pontos das restantes provas da Taça de Portugal. Daí que os 1442 pontos actuais de Tiago Aires não lhe garantam a vitória. Se Tiago Romão vencer em ambos os percursos, somará 1458,6 pontos enquanto o mesmo desiderato alcançado por Diogo Miguel confere-lhe um total final de 1455,1 pontos. E qualquer um deles poderá até nem ser obrigado a triunfar e, ainda assim, levar de vencida o ‘ranking’ da Taça de Portugal 2008 / 2009.

Contas destas não são fáceis de fazer e apenas vêm demonstrar que afinal o Futebol não tem o exclusivo das matemáticas complicadas. E que dizer do escalão H21A, que promove os cinco primeiros classificados aos escalão de Elite e onde 7,1 pontos apenas separam o quinto do nono classificado? Ou do ‘ranking’ no escalão D17 discutido palmo-a-palmo por Vera Alvarez (CPOC) e Rita Rodrigues (GafanhOri), separadas por escassos 12,8 pontos?

Mas há mais! No escalão H17, Rafael Miguel (Ori-Estarreja) ainda sente a ameaça de Luís Silva (ADFA), separados que estão por apenas 18,2 pontos, o mesmo acontecendo com David Sayanda (Ori-Estarreja) e Manuel Horta (GafanhOri), com a vantagem do nortenho a cifrar-se em 22,5 pontos. Vitor Delgado (GD4C) terá uma tarefa muito complicada para anular a desvantagem de 31,0 pontos relativamente a Mário Duarte (ADFA), no escalão H40, o mesmo acontecendo em D45, com Luísa Mateus (COC) a necessitar de 23,4 pontos para igualar Helena Lopes (CIMO). E a luta pelos lugares secundários é tanta ou maior ainda. Enfim, tudo bons motivos para acompanhar de perto estes Nacionais Absolutos e, a poucas horas do grande evento, formular o maior de todos os desejos: Que vença o melhor!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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2 comentários:

Vitor disse...

A ser verdade que vão ser disputadas duas finais A, isso significa a machadada final no Absoluto.

Na minha opinião ele já estava moribundo desde que se eliminou as restantes finais (A porquê se não existe a B, C etc..?)restringindo a participação aos 60 melhores.

O grande erro foi querer sacrificar o essencial que justifica o Absoluto,(única prova da época em que tínhamos a oportunidade de competir agrupados pela performance e não por escalões etários) em favor dos pontos para o Ranking.
O resultado foi dar cabo aos poucos do Absoluto
sem resolver de forma cabal o problema dos pontos (Os escalões que metam algum atleta na final A ficam com pontos só para deitar fora).

Ou será que as duas finais A é uma forma habilidosa de dar a volta ao regulamento e correspondem na realidade a uma final A e outra B de 30 atletas cada?

OriMap disse...

Ola orientistas.

Infelizmente não posso competir este fim de semana e tentar baralhar um pouco as contas, no entanto estarei deste lado a acompanhar as emoções deste Campeonato Absoluto, que pelo se pode ler ultimamente se demonstra um pouco controverso, lendo as cronicas fantasticas, do nosso Amigo Margarido.

E para os meus Adversátios-Amigos desejo um fim de semana cheio de emoções e bons mapas.

Bino