domingo, 19 de abril de 2009

2009 ISF WORLD SCHOOL CHAMPIONSHIP ORIENTEERING MADRID: FESTIVAL DAS NAÇÕES


Ainda com muita adrenalina à flor da pele e em verdadeira apoteose, o resto do dia de ontem teve no Festival das Nações um momento muito especial e sempre esperado. O retrato aqui fica, traduzido nas palavras de Ricardo Chumbinho.

Regressados da prova a festa teve continuidade logo de imediato, após breve passagem pelo Hotel, no emblemático Festival das Nações. Trata-se de um evento de natureza eminentemente social, no qual é disponibilizado um espaço a cada comitiva para que esta possa dar a conhecer o seu país aos restantes participantes através dos meios que considerar adequados. É sempre um momento de grande confraternização e em que se estabelecem inúmeros contactos entre todos os elementos das diferentes comitivas. Para além desta “feira”, existe também um espaço em que cada país faz uma apresentação de natureza mais lúdica.

Como sempre acontece, uma vez mais este Festival foi de grande animação. Muitas comitivas apresentaram-se com fatos típicos dos seus países e disponibilizaram aos companheiros de outras origens, para além de material promocional de natureza diversa, um interessante conjunto de produtos de degustação. Alguns destes ‘stands’ converteram-se assim em verdadeiras tasquinhas onde, para além de recepções muito simpáticas, estavam à disposição dos visitantes produtos tão bons e variados como doces diversos, bolos, bolachas, chocolates, queijos franceses e italianos, sumos de bagas e frutos, bebidas espirituosas, enchidos de variadíssimas origens e qualidades, pão diverso, compotas, frutos secos, mel a acompanhar massas, etc, etc. O ambiente gerado foi fantástico e complementou de maneira perfeita a competição desportiva.

Entretanto passou-se às representações dos países, que de um modo geral assumiram a forma de danças, cantares ou ‘sketches’ teatrais. Assumiu particular destaque uma muito imaginativa apresentação em vídeo da delegação Francesa sobre Orientação e as actuações da Inglaterra e Eslováquia. Mas o que prendeu verdadeiramente a atenção de todos e causou grande impacto foi a apresentação da delegação da Nova Zelândia. Tudo começou com a apresentação de uma canção entoada por “meninos de coro”, elas alinhadas à frente com saia de xadrez acima do joelho, pulôver do colégio e camisa; eles de calça, camisa igualmente do colégio e gravata respectiva.

Contudo, à medida que a canção (sem interesse nem emoção) evoluía no tempo, os elementos masculinos foram-se despindo da cintura para cima e quando a mesma terminou passaram para a frente do público e “performaram” um impressionante ‘Haka’. Impressionante pela energia posta em acção, pela espectacularidade, pela força e pela transfiguração que se operou nos meninos de coro. “Passaram-se”, diziam alguns menos familiarizados com esta manifestação das profundas tradições neozelandesas de raiz maori.

Seguiu-se a um jantar volante no local e regresso ao hotel para uma breve reunião de toda a comitiva, seguida de tempo livre para alguns… e ‘trabalho’ para o Orientovar distribuído por muitos outros!

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[fotos gentilmente cedidas por Ricardo Chumbinho]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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