sexta-feira, 17 de abril de 2009

2009 ISF WORLD SCHOOL CHAMPIONSHIP ORIENTEERING MADRID: IMPRESSÕES DOS GRANDES PROTAGONISTAS

De Alcalá de Henares e destes Campeonatos Mundiais de Orientação de Desporto Escolar ISF 2009 - ainda e sempre com a preciosa colaboração de Ricardo Chumbinho -, aqui fica mais uma súmula de opiniões de alguns dos nossos atletas, após a prova de Distância Longa.

“Acho que a experiência está a ser boa. É a primeira vez que estou aqui e não tenho termo de comparação, mas acho muito interessante o facto de conhecermos pessoas novas e também nos divertirmos.

O que mais me marcou nesta experiência até ao momento foi o mapa da prova de Distância Longa. Gostava de poder repeti-lo. O momento mais divertido foi quando andei de elevador.”

Teresa Maneta (EB 2,3 Cunha Rivara)



“Esta experiência está a ser para mim uma novidade em geral, pois é a primeira vez que estou a participar numa competição internacional e a ter contacto com tudo o que isto traz de novo, desde o convívio entre toda a delegação de Portugal ao conhecimento com as delegações dos outros países. O grupo português é muito unido e penso que isso se tem reflectido tanto nas horas em que estamos prestes a competir ou que acabámos a nossa prova e os momentos de lazer. Por exemplo, quando acabei a prova de Distância Longa e encontrei os meus colegas, estavam todos muito entusiasmados a dar apoio aos atletas que faziam o sprint final e a questionar os portugueses que chegavam acerca da forma como tinha corrido a sua prova, o que tinham achado do terreno. Nos momentos de descontracção em que estamos com os outros países, todos começamos a puxar por eles e a gritar para que se forme um ambiente quase familiar e de boa disposição entre delegações.

Até ao momento, tenho dois aspectos que me marcaram: o convívio entre todos e a prova em si. Como já referi, a união do grupo é mais forte do que eu poderia imaginar e apesar de estarmos em constante contacto em Portugal, é aqui que unidos por uma “causa única” estamos a criar laços mais fortes. Também é sempre cómica aquela situação em que nos cruzamos com os estrangeiros no elevador e estamos para ali todos a falar cada um a sua língua e a rir, nem se sabe bem do quê. Quanto à prova, eu gosto deste terreno e acho muito interessante porque nos obriga a fazer o que nós não costumamos fazer em Portugal: olhar para além da “red-line”, não ir só pela direcção mas ter todo o conjunto do mapa em conta. É indiscutível que as melhores opções, por vezes, não são as que se percorre menos distância, mas sim onde se simplifica mais, se sobe menos e se corre melhor. Para mim, é uma experiência única que me faz crescer tanto como orientista (tecnicamente) como pessoa e elemento de um grupo.

Um dos aspectos mais engraçados que até agora aconteceu foi na Cerimónia de Abertura. Estávamos parados na rua e atrás de nós estava a delegação da China. Começámos a gritar e a puxar por eles, isto no momento em que a organização distribuía as placas de identificação das delegações. Estas placas assemelhavam-se a raquetes de pingpong gigantes e por isso desafiámos a China para uma partida. O Rafael colocou-se às cavalitas de outro rapaz e os chineses seguiram-nos os passos; depois nós baixámo-nos para formar a mesa. Foi pena só podermos ter feito duas jogadas, já que a nossa “raquete” se partiu.

A organização do evento tem sido boa. Penso que não existiram falhas muito graves, tanto a nível do terreno e dos mapas como no resto de toda a logística. Só a entrega de prémios da Longa é que não foi muito bem conseguida, pois o sistema de som não estava a funcionar (por motivos alheios) e é normal que em cerca de 700 pessoas não se consiga fazer silêncio total, até porque o vento não facilitava a tarefa da ‘speaker’. A visita cultural que tivemos entretanto não foi, na minha opinião, feita no momento mais propício, pois para além do atraso que já levávamos devido à entrega de prémios, estávamos todos muito cansados da intensa prova da manhã. Acho que apesar disto, a organização tem-se esforçado para nos dar boas provas e bons momentos de lazer.”

Inês Pinto (EB 2,3 Cunha Rivara)



“Esta semana tem-se revelado uma experiência muito agradável; tenho-me divertido imenso conhecendo novas pessoas e novas culturas.

A minha principal expectativa é conseguir acabar as provas, não quero desistir... e para isso tenho-me esforçado e dei o meu melhor na primeira prova, embora ache que tenho capacidade para mais.

Estou muito satisfeita com o alojamento, é um hotel agradável e com boas condições. A alimentação podia ser melhor mas compreendo que não é fácil fazer comida para tanta gente. Estou muito satisfeita com o desempenho da organização.”

Ana Tereso (EB 2,3 Guilherme Stephens)


“A minha experiência no Mundial é uma novidade para mim. O contacto entre nós e com os rapazes e raparigas de outros países está a ser uma experiência muito boa.

Um dos aspectos que mais me marcou foi a recepção de boas-vindas por parte dos espanhóis. O episódio mais engraçado foi na Cerimónia de Abertura, quando estávamos parados entre a Polónia e a China, recebemos a placa a dizer ‘Portugal’ e começámos a jogar ping-pong com os chineses. No final, o Rafael Miguel partiu um bocado da placa.

Em termos de mapa, percurso e terrenos, a organização é muito boa. Apenas houve um aspecto que eu não gostei e que foi o som; não conseguimos ouvir quando estavam a chamar os atletas ao pódio. O resto foi muito bom.”
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Ana Salgado (EB 2,3 Cunha Rivara)



“A experiência está a ser muito boa, bom ambiente, espírito de grupo, relação… O contacto com os colegas dos outros países é interessante, aprender conviver com eles é muito bom.

Um aspecto marcante foi, na Cerimonia de Abertura, estarmos a aplaudir e gritar pelos países. Gostei muito. Na entrega de prémios da Longa, quando estávamos a gritar pela Vera, uma Finlandesa perguntou-nos o que é que ‘Vera’ significava.

A organização está espectacular. Gostei da maneira que fomos recebidos, tratados, a logística da prova, etc. O único aspecto negativo foi na Cerimónia de Entrega de Prémios da Longa não se ouvir a chamarem para o pódio.

Marcelo Aguiar (ES Estarreja)
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[fotos gentilmente cedidas por Ricardo Chumbinho]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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