segunda-feira, 20 de abril de 2009

2009 ISF WORLD SCHOOL CHAMPIONSHIP ORIENTEERING MADRID: A OPINIÃO DOS CHEFES DE OUTRAS DELEGAÇÕES

De novo ao encontro das restantes comitivas, ainda e sempre com a preciosa colaboração de Inês Barroso e Ricardo Chumbinho, auscultamos as opiniões dos Chefes de Delegação da Nova Zelândia, Bélgica - Flandres, Suécia e Itália.
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Perguntas:
1 – O que pensa da organização deste Campeonato do Mundo?
2 – Relativamente aos aspectos técnicos da competição, qual o seu parecer?
3 – O que espera destes Campeonatos?
4 – Quer partilhar connosco um momento especial que tenha sido vivido pela vossa comitiva?



TIM ANDERSON
(NOVA ZELÂNDIA)


1 – Esta é a segunda vez que estou num Campeonato deste género e penso que esta é uma excelente experiência para os jovens que cá estão. O competir com outras Nações é o mais importante deste tipo de oportunidades.

2 – Tecnicamente, penso que os mapas foram muito bem traçados. Na Nova Zelândia ainda não temos tanta qualidade. A prova de Distância Média, por exemplo, foi extremamente rápida, muito boa!

3 – Não viemos por medalhas! É muito difícil competir com os europeus. O que preconizamos é que os nossos jovens aproveitem a experiência.

4 – Gostava de partilhar convosco um caso curioso: temos 2 alunas que vivem exactamente do outro lado do mundo, relativamente a Madrid. Quando pensamos nisso, é espectacular! Salientaria ainda que todos os outros países que estão aqui presentes receberam estrondosamente bem a Nova Zelândia. Não esperávamos tanto. O respeito com que temos privado, é extraordinário!


LUT THYS
(BÉLGICA – FLANDRES)


1 – As reuniões técnicas, a organização em geral é boa… mas alguns aspectos podiam ser melhores, nomeadamente os horários dos transportes ou o facto dos hotéis onde estão as comitivas serem distintos, por exemplo.

2 – Gostei das provas de competição, excepto da chegada da prova de Distância Média, a meu ver demasiado exigente fisicamente.

3 – O importante é que os nossos jovens se sintam felizes com os resultados que têm tido. Esforçam-se, portanto querem ver o seu trabalho reconhecido. Não é muito importante ter medalhas! “Be happy”!

4 – Hoje, duas das raparigas conseguiram fazer a prova toda sem qualquer erro… Estavam receosas, mas conseguiram. Fizeram tudo e sem erros! Ficaram imensamente felizes!


INGEMAR FORSBERG
SIGRID FORSBERG
(SUÉCIA)


1 – Em termos de cumprimento de horários, o povo germânico é mais cumpridor. Mas, regra geral, a organização está boa.

2 – A primeira prova foi muito bem estruturada, a segunda já não tanto… Os postos não estão tão escondidos como no nosso país, mas o acesso a eles é fisicamente muito exigente. A chegada da prova de Distância Média não estava bem… Depois do último posto, quando seria suposto que os jovens corressem em apoteose até à meta, ainda lhes era exigido que fizessem uma subida com uma enorme inclinação… Obrigava-os a chegar exaustos e a não desfrutar do momento…

3 - Na Suécia, a Orientação é uma forma de vida. Honestamente, há algum desapontamento na comitiva por não termos ido ao pódio em todas as categorias. No entanto, o mais importante é a experiência e o conhecimento das condições que os outros países têm para a prática da Orientação.

4 – Estou na ISF há 15 anos e em cada ano acompanho, no mínimo, duas a três provas. E digo-vos que nunca tinha visto um espectáculo de tão grande qualidade como o Festival das Nações de hoje. Pena foi que não tenha estado nenhuma televisão a registar o acontecimento… Foi uma oportunidade estrondosa de fazer um registo significativo das exibições de vinte países de todo o mundo. Salientaria ainda que o facto pelo qual fazemos questão de vir sempre aos campeonatos de Orientação é porque esta modalidade é EDUCAÇÃO! Nesta modalidade, os jovens são formados não só como desportistas mas como Homens! A vida não é só Orientação, é mais do que isto! A Orientação dá-lhes uma formação integral extraordinária!


ERNESTO MARI
(ITÁLIA)


1 – É a primeira vez que estou num Campeonato do Mundo de Orientação. Estou cá como observador, uma vez que a Itália será o país organizador da próxima edição destes campeonatos. Em termos logísticos, penso que alguns aspectos podem e devem ser melhorados. É essa a minha missão cá: ver o que está menos bem, para tentar que o meu país faça melhor.

2 – Tecnicamente, não me posso pronunciar, dado que a parte técnica é mais da responsabilidade de outros colegas.

3 – Volto a referir que, como só estou em observação, não reúno elementos suficientes para responder. Só estou como observador.

4 – O mais importante é a fraternidade e a amizade entre todos. É muito bom ver jovens de todos os países a confraternizarem. Espero que lhes fique de experiência para toda a vida. Esperamos conseguir fazer melhor em Itália – 2011. Esperamos por vós!



[fotos gentilmente cedidas por Ricardo Chumbinho]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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