terça-feira, 21 de abril de 2009

2009 ISF WORLD SCHOOL CHAMPIONSHIP ORIENTEERING MADRID: TEM A PALAVRA KARL KEUPPENS


Karl Keuppens é o Presidente do Comité Técnico de Orientação da ISF – International School Sport Federation. São dele as opiniões seguintes, numa entrevista conduzida pela Professora Inês Barroso.

Finalizados os Campeonatos, que balanço estabelece?

Saliento o nível técnico dos Campeonato , reforçado pelo facto de não ter havido protestos ou reclamações. Ninguém questionou, sequer, as desclassificações. Por esse facto, sinto-me bastante satisfeito. A preparação da prova não foi fácil, atendendo às dificuldades, ao nível da comunicação em inglês, entre mim e os técnicos locais. Mas creio que a Organização foi bem sucedida.

No capítulo técnico, ouvimos alguns comentários menos positivos relativamente à exigência física das provas. Que lhe parece?

Não estou totalmente de acordo. O mais importante é saber ler os mapas para, rapidamente, sabermos onde estamos. Penso que mapas estavam explícitos, o que permitia boas prestações. O que se passa é que o nível técnico da Orientação tem evoluído claramente, pelo que a distinção entre os melhores atletas é sustentada pela capacidade física dos mesmos. Sei que a chegada da prova de Distância Média não foi do agrado de alguns países, e devo concordar com a crítica de que era demasiado exigente fisicamente para ser o último ponto de controlo.

Portugal gostaria de poder realizar este evento em 2013. O que sugere que façamos de forma a preparar a candidatura portuguesa?

O local para a acomodação é muito importante, mais importante até do que a zona para a competição! O ideal é alojarmos todos os participantes em dois, no máximo três hotéis, que se localizem em proximidade geográfica. Depois deste aspecto fundamental, há que pensar na questão dos transportes entre os alojamentos e os locais de competição, sendo desejável que não ultrapassem os 30 km.

Quer partilhar connosco um momento especial deste Campeonato?

Um treinador eslovaco fez questão de avisar, muito bem, os seus atletas de que o controlo 58 já não seria considerado (tal como foi comunicado em reunião técnica).
Hoje, no “Friendship Event”, esse mesmo treinador veio ter comigo e disse-me: “- Sabes onde perdi 15 minutos? À procura do controlo 58…” Desfrutámos e rimo-nos imenso com o sucedido.

[foto gentilmente cedida por Ricardo Chumbinho]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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