segunda-feira, 23 de março de 2009

XIII MEETING "ÉVORA PATRIMÓNIO MUNDIAL": AS IMPRESSÕES DE HUGO BORDA D'ÁGUA


Contrariamente às previsões, o XIII Troféu “Évora Património Mundial” proporcionou a todos os presentes uma entrada na Primavera com condições meteorológicas bastante convidativas a desfrutar da natureza e da paisagem de elevada beleza da Azaruja.

Por entre os belos relvados que brindavam o olhar dos participantes na Arena da prova, uma autêntica “faixa rosa” era bem saliente nesta magnífica paisagem natural. Com praticamente um terço das mais de duas centenas de participantes, o Gafanhori foi sem dúvida - e independentemente dos resultados obtidos -, o principal responsável por dar uma dinâmica diferente a esta prova no coração do Alentejo.

Num terreno de fácil progressão, com bastantes detalhes de relevo e alguns elementos rochosos, a condição física vinha ao de cima. Nos dois dias de prova, a existência de um elevado número de referências lineares levava os atletas a optarem em muitas pernadas entre seguir referências bastante acessíveis e aplicar toda a sua condição física ou arriscar um pouco e efectuar a sua trajectória recorrendo a referências pontuais. No entanto, as zonas de fácil progressão obrigavam, sobretudo no Sábado, a uma extrema concentração de modo a que o ritmo elevado não conduzisse a erros que comprometiam irremediavelmente a prova.

No que se refere aos percursos dos escalões destinados a quem se inicia na modalidade estes puderam dar os primeiros passos com pontos extremamente acessíveis, como era exigido, e com uma navegação recorrendo a elementos como estradas, vedações e linhas de água.

Como acontece em muitas provas regionais, verificou-se novamente este fim-de-semana em Azaruja (Évora) uma fraca afluência de participantes. É uma pena que muitos escalões possuam os lugares do pódio definidos antes de o evento ter início, tirando alguma da emoção e brilho a estas provas regionais.

No final, a entrega de prémios repleta de alegria decorreu num local muito bonito, fazendo esquecer a pouca adesão de participantes em muitos dos escalões e terminando com uma enorme festa no pódio dos clubes. Nem o facto de um pequeno lapso da organização ter trocado a ordem da classificação, diminuiu a enorme festa que fechou este XIII Troféu "Évora Património Mundial".

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Hugo Borda d’Água




Saiba mais sobre o COAC e leia as impressões de dois atletas do clube, Bernardo Brasileiro e Manuela Oliveira, acerca do XIII Meeting “Évora Património Mundial”, AQUI.

[fotos gentilmente cedidas por Hugo Borda d’Água]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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