terça-feira, 10 de março de 2009

TROFÉU DE ORI-BTT DE COZ: O BALANÇO DE AFONSO PIMENTEL



Em tempo de balanço, a derradeira palavra cabe a Afonso Pimentel. O Troféu de Ori-BTT de Coz encerrou uma situação deveras desagradável para qualquer Organização mas, no computo geral, o resultado acaba por ser francamente positivo.

“Este terá sido porventura o maior desafio a que nos propusemos em termos de mapa e traçado de percursos. A área florestal com uma rede de caminhos totalmente desregrada e com grande variedade de opções, foi ainda por nós acrescentada artificialmente em alguns locais, a fim de criar mais opções e melhor explorar características de terreno e da floresta. Foram dois anos de trabalho de campo, onde particularmente no último mês devido ao inusitado abate de árvores e respectivo movimento de máquinas, para além de ter feito desaparecer fantásticas matas, obrigou a um trabalho diário de limpeza, reposição e reclassificação de caminhos.”

“Desde quarta-feira, data da impressão dos mapas, as alterações foram demasiadas para a real capacidade de as identificarmos todas em tempo útil, devido à quantidade de caminhos a visitar e a área total do mapa. Para termos uma noção desta dificuldade, na noite de sexta-feira e de sábado, tiveram de ser refeitos caminhos que “desapareceram” com a prova já em curso e limpos outros, onde no domingo percursos houve que se depararam com trabalhos em execução. Enfim, sinais dos tempos de crise, aos quais respondemos no limite do humanamente possível nas circunstâncias. No entanto penso que claramente se conseguiu manter a integridade do mapa, mesmo que pontualmente alguns percursos tenham sido afectados, mas em caso algum comprometendo a sua opção, apenas dificultando a todos de igual forma.”

“No campo desportivo, ficamos com a boa sensação de ter cumprido o desafio de uma prova exigente em todos os seus aspectos, alargando nos escalões mais competitivos as opções para áreas e trilhos pouco habituais, mais próximo da adrenalina do puro BTT. Uma pequena aventura!#

“Infelizmente no percurso de elite no sábado, algo totalmente inesperado e com origem em questões de (más) vizinhanças e não com a Organização, dado que tudo foi devidamente acautelado e coordenado, um proprietário decidiu bloquear a passagem em 2 pontos (1 e 4), o que começou a originar algumas desistências. Quando a situação parecia já sob controlo e se conseguiu manter as condições de igualdade entre todos os atletas, eis que o bendito senhor decide fazer desaparecer o ponto 4 (anteriormente já tinha retirado a box). Voltando a deslocar-me ao local para falar com ele, mostrou-se irredutível e durante o tempo que decorreu a conversação, ficaram ali retidos os últimos 6 participantes da elite. Confirmei à posteriori que apenas se resumiu a estar o ponto do lado direito (10 cm dentro da sua propriedade) em vez do lado esquerdo da serventia, tudo empolado por um pretenso roubo de 15 sacas de adubo durante a noite. Enfim!...”

“Mesmo considerando a “dinâmica” do terreno e os “maus” humores, pela auscultação a quente dos participantes, a diversão e o desafio foi constante, fazendo esquecer esses “pormaiores”, onde as declarações do Daniel Marques espelham objectivamente que o esforço da Organização e dos atletas foi compensado. Muito obrigado a todos!”


[SlideShow efectuado com base nas fotos de Cesar Conceição, em http://picasaweb.google.com/3304COA]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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