terça-feira, 31 de março de 2009

OS VERDES ANOS: ISABEL SALGADO


Olá!

Chamo-me Maria Isabel Salgado Ganso, mas quase todos me conhecem por Bela ou Isabel. Tenho 17 anos, resido num monte perto da Gafanhoeira e estou no 12º Ano, na área de Ciências e Tecnologia, na Escola EB 2,3/s Cunha Rivara, em Arraiolos.

Não conheci a Orientação há muito tempo, mas já deu para perceber que é fascinante.

Nunca gostei muito de desporto e se tivesse que correr só piorava. No entanto a minha mãe achou por bem inscrever-me na Escolinha de Desporto da freguesia, tinha nesta altura 6 anos. Bem, para mim “ir aos treinos”, como nós lhe chamávamos, era uma obrigação como tantas outras. Ía porque tinha que ir. Frequentei a Escolinha durante mais ou menos 4 anos, altura em que mudei de Escola e comecei a pensar que continuar nas Escolinhas só me iria ocupar tempo. Mas passados 4 ou 5 anos comecei a sentir falta dessa altura e falei com a coordenadora para voltar. Foi neste meu regresso que, passados alguns meses, conheci a Orientação.

O meu primeiro contacto com o mapa foi numa prova que se realizou em Mora e que contava para o ‘ranking’ mundial. Nunca tinha visto um SI e fazia-me confusão como orientar e perceber o mapa, pelo que fiz a prova com mais dois ou três miúdos mais novos mas que até percebiam alguma coisa. Foi hilariante ver os pontos, chegar lá e serem os nossos. Foi demais!

Nos primeiros meses em que fui participando em algumas provas, umas vezes em grupo e outras vezes sozinha, pensava se realmente valia a pena dedicar-me a esta modalidade. Continuei durante algum tempo com essa dúvida mas fui sempre participando em provas, acabando por entrar para o clube de Orientação. Comecei então a participar nos treinos mais a sério, embora na altura não pudesse correr porque me encontrava lesionada. Durante esses 3 meses que estive sem poder correr, sempre que podia ia aos treinos e limitava-me a observar os meus colegas. Também aproveitava alguns desses treinos para perceber o significado dos símbolos no mapa. Acho que, embora por um lado tenha sido mau, porque quando comecei a treinar a sério os meus colegas já se encontravam num patamar mais à frente, não deixou de ser positivo, pois consegui da mesma forma adquirir alguns conhecimentos sobre a modalidade.

Como podem ver, eu que não ligava grande coisa ao desporto e, sem mais nem menos, passo a dedicar-me quase a 100%, é porque houve algo que mudou a minha forma de o encarar, e posso dizer que esse “algo” foi a Orientação. Talvez pudesse ter sido qualquer outra modalidade, mas não foi; e talvez se não tivesse descoberto a Orientação, ainda continuaria a ter uma ideia errada do que é o envolvimento com uma modalidade e o quão importante é para nós praticarmos desporto.

Na minha opinião foi a melhor modalidade que poderia ter aparecido na nossa região, não só por nós mais novos, mas também para os mais velhos que se dedicam cada vez mais. A minha dedicação à modalidade levou-me a melhorar muitos aspectos negativos que tinha e muitas vezes, quando me encontro mais sobrecarregada, é uma forma de descontracção.

Por isso, todos os que tiverem curiosidade em experimentar esta modalidade, façam-no pois vão ver que não se arrependem.
Quero agradecer ao Tiago e à Raquel por nos apoiarem e por me terem dado a conhecer esta modalidade “Orientadora”. O meu obrigado também ao Joaquim Margarido por me ter feito o convite para escrever no espaço os “Verdes Anos”. Fiquei surpreendida, mas contente.

Isabel Salgado

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1 comentário:

Ana disse...

Esta é mais uma história muito bonita de alguém que se “apaixonou” pela Orientação. Na realidade, também eu não me interessava por nenhum desporto, até conhecer esta modalidade.