quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Na edição de hoje de “Pelo Buraco da Fechadura…” vamos espreitar, não uma prova, como é hábito, mas… um livro. O meu livro!

OOO "E então olhei à minha volta
OOO Vi tanta esperança andar à solta

OOO Que não hesitei
OOO E os hinos que cantei
OOO Foram feitos do meu coração
OOO Feitos de alegria e de paixão"
OOOOO José Mário Branco, excerto de “Eu Vim de Longe”

“Nunca esteve pensado para ser assim. Simplesmente aconteceu!”

Perdida a memória numa espiral de sonho, difícil se torna perceber quando tudo começou. A estrela, foi Gaspar quem a viu, acreditando e seguindo-a. Foi ele que soube incutir em Baltazar essa enorme fé, este mais não fazendo que acreditar também e acompanhá-lo. Só na parte final da longa caminhada se juntaria Melchior, também ele tocado pela bondade do gesto. No dia 6 de Janeiro, pouco passaria das oito da manhã, chegaram finalmente a uma pequena localidade do concelho de Águeda. E ali, “aos pés do menino”, dois deles depositaram o tesouro que ciosamente transportaram ao longo dum longo tempo.

Talvez a história pudesse contá-la de mil formas, tantas quantas os sonhos sonhados. Decidi falar dela assim, procurando fazer saltar uma centelha de magia que está presente neste livro. “Crónicas – Norte Alentejano O’Meeting 2007 2008”, assim chamado. Um primeiro livro a inúmeros títulos, um exercício de obstinação ou de puro prazer, de rigor e determinação, de ansiedade, devaneio e noites mal dormidas, um abrir de novos caminhos, um turbilhão de emoções difícil de descrever.

Independentemente de todo e qualquer significado que lhe possam dar, o livro representa, mais do que uma viagem iniciática pelo mundo da Orientação, uma certa forma de redescoberta de mim próprio. Reproduzindo aquela que foi a minha primeira experiência nas lides da Orientação - a “campanha” de Nisa, em 2007 -, surgem dez textos onde se expõe todo o manancial de experiências e emoções sublimemente vividas e sentidas ao longo dum intenso fim-de-semana. Fruto duma evolução natural, os oito capítulos de 2008 surgem de forma mais pensada, mais elaborada, também. Nessa heterogeneidade de estilos e abordagens reside um dos grandes valores do livro, projectando aquilo que realmente fui e sou. Com verdade, sem artificialismos.

À medida que iam sendo desenvolvidas, prolongando no tempo o saber e os sabores duma prova passada, as Crónicas deixavam a sensação de que poderiam vir a ser algo mais do que meras impressões de escrita levadas na voragem do tempo. Foi esta a ideia do Fernando Costa desde o momento primeiro – quem sabe desde a primeira crónica! -, uma ideia que acalentou ao longo dum ano, que se fortaleceu com o aparecimento das Crónicas de 2008 e que acaba agora por ganhar corpo e ganhar vida sob a forma de livro.

“Crónicas – Norte Alentejano O’Meeting 2007 2008” é constituído por 176 páginas cuidadosamente compostas, onde se recuperam dezoito textos, se acrescentam as contribuições de alguns amigos e se envolve o todo com quase uma centena e meia de fotografias e mapas. Editado pelo Grupo Desportivo 4 Caminhos, o livro tem revisão de texto de Judite Delgado e Carlos Lisboa assina o trabalho de Composição Gráfica. O resultado final, caberá sempre ao leitor avaliá-lo. E até nem vai ser preciso esperar muito. O lançamento está previsto para Alter do Chão, precisamente no próximo dia 23 de Janeiro, por alturas do início da terceira edição do Norte Alentejano O’Meeting. Até lá…

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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4 comentários:

Ana disse...

Parabéns pelo livro!
Parece-me que não era só o Fernando Costa que pensava que as crónicas do NAOM davam um livro…
Ninguém consegue ficar indiferente à qualidade da escrita e às sensações que ali são transmitidas.
Ficamos à espera de o poder desfolhar já em Castelo de Vide!

David Sayanda disse...

parabens Margarido!

Que política em Campolide disse...

Meu grande Amigo,

Muitos parabéns pelo livro! Parabéns, também ao Fernando Costa pela ideia e colaboração. Por não poder estar presente em Alter, não vou adquiri-lo de imediato. Contudo, assim que ele estiver à venda numa livraria próxima de minha casa, não me escapa!

Aquele forte e grande Abraço!

Orlando Duarte

Fernando Andrade. disse...

Grande alegria que me trazes, bom amigo. Nunca me enganaste!
Eu sabia que as tuas crónicas tinham que dar livro.
Tolo é o editor que não as aproveite.
Grande Abraço e Parabéns