domingo, 4 de janeiro de 2009

III TROFÉU MONDEGO: JOAQUIM SOUSA E ISABEL SÁ ABREM 2009 COM VITÓRIAS


Segunda prova da Taça FPO Norte, o III Troféu Mondego abriu o Calendário deste novo ano de 2009 e trouxe a Quiaios (Figueira da Foz) mais de duas centenas de orientistas. Um índice excelente de participação, uma bela jornada de Orientação e a certeza de que vamos assistir a um Regional Norte particularmente emotivo até à derradeira prova, em meados de Julho, na cidade-berço (.COM O’Sprint).

No passado dia 19 de Dezembro, num comentário deixado no Fórum da FPO, Luís Pereira lançava um grito de alerta para uma situação que considerava “preocupante”. Fazendo alusão ao facto de, a escassas quarenta e oito horas do encerramento das inscrições para o III Troféu Mondego, não haver ainda um único nome, o empenhado atleta de Espinho questionava: “Terá a agonia do Regional Norte chegado ao fim?”. E concluía com um dramático apelo a que “não deixemos morrer as provas regionais”.

A verdade é que tudo se compôs, os amantes da modalidade responderam à chamada e, neste início de ano, foram mais de duas centenas aqueles que, ao longo dum fim-de-semana “tremido” do ponto de vista climatérico, puseram à prova as suas capacidades atléticas nas Dunas de Quiaios, como que a quererem dizer que o gosto pela modalidade “está vivo e recomenda-se”.

Vitórias de Joaquim Sousa e Isabel Sá

Constituído por duas etapas de Distância Média, o Programa arrancou no sábado com alguma chuva à mistura. Num terreno muito técnico e muito “sujo” os atletas demonstraram alguma dificuldade de adaptação, acarretando um natural desgaste. As coisas melhoraram francamente no dia de hoje, com os atletas a evitarem as zonas de difícil progressão e a fazerem um forte apelo à estratégia, adequada leitura do mapa e capacidade de navegação. No cômputo geral, foi possível registar um apreciável leque de grandes prestações, comprovando o bom momento de forma de alguns atletas e revelando ainda que os “estragos” provocados por filhozes e rabanadas não fizeram grande mossa.

Na prova principal masculina, Joaquim Sousa (COC) foi o brilhante vencedor, com um total de 1.49.26. Partindo para a derradeira etapa com uma desvantagem de 1.02 em relação ao seu colega de equipa Gildo Silva, Sousa fez uma prova superior e chegou à vitória com naturalidade. Gildo Silva foi 2º com 1.53.46 enquanto o terceiro lugar coube ao veterano João Casal (Ori-Estarreja) com 2.11.07. No sector feminino, destaque para a vitória da jovem Isabel Sá (GD4C), impondo-se à concorrência em ambos os dias. Com 2.29.58, a atleta nortenha superou as veteranas Anabela Vieito (COC) e Paula Nóbrega (Orimarão), segunda e terceira classificadas, com os tempos, respectivamente, de 2.42.17 e 2.44.08. Fortemente representados, COC (32 atletas) e Ori-Estarreja (43 atletas) foram os grandes dominadores do III Troféu Mondego, arrebatando à sua conta 13 das 18 vitórias possíveis nos escalões de competição. Na classificação colectiva, levou a melhor o COC com 2262,8 pontos, seguido do Ori-Estarreja com 1964,1 e do Grupo Desportivo 4 Caminhos com 1116,9 pontos.

“Foi muito bom ver aqui tanta gente”

“Cansado mas tranquilo”, assim se manifestava Vítor Rodrigues, presidente da Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense, no final deste III Troféu Mondego. Para aquele responsável, “a prova decorreu muito bem e felizmente tivemos bom tempo. Creio que S. Pedro é orientista e é do Ginásio”, disse. Abordando os aspectos positivos, Vítor Rodrigues faz questão de destacar “o número de atletas, que no primeiro dia foi de duzentos e vinte, excedendo largamente as nossas expectativas. Chegámos a abordar a FPO no sentido de alterarmos a data do Troféu e tínhamos as coisas preparadas para receber uma centena de participantes. Mas ainda bem que assim foi e a verdade é que a Figueira da Foz está no centro de tudo, as acessibilidades são excelentes e realmente foi muito bom ver aqui tanta gente.”

Quanto às implicações humanas e logísticas que a situação acarretou, Vítor Rodrigues adianta: “Começámos a perceber que iríamos ter um bom índice de presenças a quinze dias do evento e aí foi o tocar a rebate, cerrar fileiras e com o empenho de todos julgo que conseguimos montar um bom evento.” Por último, reconhecendo ter sido esta uma organização minimalista, Vítor Rodrigues aceita que houve aspectos relacionados com a parte social do evento que poderiam ter merecido outra atenção e que acabaram por constituir o “ponto fraco” do evento. Mas ressalva que “em Portugal há muito a tendência de trabalhar para o ‘show off’ quando o importante são os mapas e os percursos. É isso, aliás, que acontece lá fora e, nesse particular, estamos tranquilos. Numa breve troca de impressões entre todos os elementos que estiveram empenhados na organização o sentimento é de satisfação e do dever cumprido.”

[Consulte Resultados Completos em
http://www.ginasiori.com/paginas/3_trofeu_monedgo/inscritos.htm, foto extraída de http://www.joaquimsousa.com/www/]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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1 comentário:

Ana disse...

Muito técnica?! Talvez! Mas, principalmente, muito dura! Eram tantos os caminhos cheios de areia e tal a quantidade de troncos cortados e caídos no chão, fora deles, que dificultava imenso a progressão para chegar aos pontos. Já para não falar na vegetação que tornava impossível ver os pormenores do relevo, a não ser quase em cima dos mesmos. E a escala? Será que estava correcta? É que havia casos em que as distâncias pareciam muito maiores… e ouvi várias pessoas a comentarem isso! De qualquer maneira gostei, como gosto “quase” sempre! E o GCF continua de parabéns pela prova, globalmente, e, também, pelos vários aspectos positivos que alguns clubes, com experiência, nem sempre conseguem fazer, como, por exemplo, o espaçamento das saídas entre atletas do mesmo escalão, a localização das partidas e chegadas relativamente perto da concentração e, quem diria, até parece que têm um “Contrato” com o S. Pedro!…