domingo, 31 de agosto de 2008

LATINUM CERTAMEN: O DIA DO NOSSO DESCONTENTAMENTO


Com a prova de Distância Longa WRE, chegou ao fim a 8ª edição da Highlands Open e a XIV Taça dos Países Latinos. Num dia marcado pela afirmação da supremacia Suiça e por uma nova vitória do atleta do GD4 Caminhos, o romeno Ionut Zinca, Portugal soçobrou à mais-valia física dos seus adversários e escorregou para o 5º lugar da geral. Injusto… ou talvez não!

Talvez se possa invocar o facto indesmentível da nossa pouca experiência a nível internacional. O adiantado da época e a sempre difícil adaptação à Distância Longa também terão jogado em nosso desfavor. Certamente que o muito cansaço acumulado foi um factor negativo importante, sobretudo se pensarmos que os dois dias anteriores de provas exigentes tinham sido antecedidos por uma longa viagem até Itália a bordo duma carrinha. O certo é que esta última jornada da XIV Taça dos Países Latinos foi para esquecer, com os nossos atletas – sem excepção! – a fixarem-se nos últimos lugares das respectivas classificações, a deixarem fugir irremediavelmente a Espanha e a serem ainda ultrapassados pela Roménia.

Que os nossos seis bravos representantes deram o seu melhor, não restam dúvidas. Que o seu melhor foi insuficiente para se alcandorarem ao lugar que seguramente mereciam, é igualmente um facto. Os brilhantes resultados das duas primeiras jornadas criaram expectativas que acabaram por não se confirmar. No final, restam-nos esses títulos individuais de Mariana Moreira (Sprint e Distância Média) e de David Sayanda (Sprint), em jeito de consolação. E fica ainda a esperança de que em 2009, no Brasil, tudo será diferente. Para melhor!

XIV TAÇA DOS PAÍSES LATINOS – LATINUM CERTAMEN


PROVA DE DISTÂNCIA LONGA – Cesuna di Roana, 31.08.2008

CADETES MASC. – 1º Marc Serralonga Arques (Espanha) 57:22; 2º (3º) Sandro Brogli (Suiça) 1:03:00; 3º (6º) Tommaso Scalet (Itália) 1:03:58; 4º (7º) David Sayanda (Portugal) 1:06:12; 5º (13º) Marcelin Giurgicà (Roménia) 1:16:00.

JUNIORES MASC. - 1º Martin Hubmann (Suiça) 1:00:25; 2º Jonas Rass (Itália) 1:06:25; 3º (6º) Simion Suciu (Roménia) 1:14:25; 4º (7º) Daniel Portal Gordillo (Espanha) 1:15:23; 5º (9º) Tiago Romão (Portugal) 1:22:54.

SENIORES MASC. - (1º) Mikhail Mamleev (Sport Club Meran A.S.D.) 1:29:22; 1º (4º) Ionut Zinca (Roménia) 1:33:25; 2º (7º) Andreas Müller (Suiça) 1:36:24; 3º (11º) Roger Casal Fernandez (Espanha) 1:38:58; 4º (14º) Giancarlo Simion (Itália) 1:41:16; 5º (33º) Tiago Aires (Portugal) 2:11:34; 6º (40º) Luis Gustavo dos Santos (Brasil) 4:30:15.

CADETES FEM. – 1º Isabelle Feer (Suiça) 36:33; 2º (3º) Carlotta Scalet (Itália) 47:26; 3º (5º) Patricia Caràusean (Roménia) 48:33; 4º (8º) Mariana Moreira (Portugal) 53:21; 5º (10º) Violeta Feliciano Sanjua (Espanha) 57:08.

JUNIORES FEM. - 1º Judith Wyder (Suiça) 46:27; 2º (4º) Nicole Scalet (Itália) 50:34; 3º (7º) Carla Guillén Escribá (Espanha) 57:42; 4º (9º) Andreea Dànilà (Roménia) 1:04:03; 5º (10º) Catarina Ruivo (Portugal) 1:07:29.

SENIORES FEM. – 1º Seline Stadler (Suiça) 1:08:34; 2º Veronica Minoiu (Roménia) 1:12:38; 3º (6º) Michela Guizzardi (Itália) 1:18:22; 4º (9º) Esther Gil Brotons (Espanha) 1:29:45; 5º (19º) Raquel Costa (Portugal) 1:54:20.

CLASSIFICAÇÃO FINAL - 1º - SUIÇA, 101 pontos; 2º - ITÁLIA, 77 pontos; 3º ESPANHA, 70 pontos; 4º ROMÉNIA – 64 pontos; 5º - PORTUGAL, 61 pontos; 6º BRASIL – 2 pontos.

[classificações gentilmente cedidas por Angelo Frighetto, responsável de comunicação da Highlands Open 2008]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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LATINUM CERTAMEN: DAVID SAYANDA E MARIANA MOREIRA CAMPEÕES LATINOS


A jornada intermédia da XIV Taça dos Países Latinos – Latinum Certamen voltou a encher-nos de alegria e orgulho. Mariana Moreira repetiu o brilharete da jornada inaugural, acompanhada por David Sayanda, gigante entre gigantes. Estas vitórias só vêm reforçar ainda mais esta verdade insofismável: A “geração de ouro” da nossa Orientação desponta em pleno e aos olhos de todos.

Em Asiago viveu-se mais um dia inesquecível para a Orientação portuguesa. No escalão de cadetes, Mariana Moreira e David Sayanda concluíram as respectivas provas de Sprint à frente de todos os seus adversários, sagrando-se campeões latinos. Para a menina do CPOC foi a repetição do feito alcançado na 1ª jornada, enquanto David Sayanda subiu, por mérito próprio, ao lugar mais alto do pódio, depois de ter sido 2º classificado na Distância Média.

No que aos restantes portugueses diz respeito, Tiago Romão e Catarina Ruivo alcançaram idêntica posição na categoria de juniores, ao concluírem as suas provas no 4º lugar. O mesmo sucedeu no escalão sénior, com Tiago Aires e Raquel Costa a terminarem ambos no 5º posto da tabela.

Na classificação colectiva, o equilíbrio foi a nota dominante deste segundo dia de provas. Com um total de 27 pontos, o seleccionado suíço voltou a ser o grande beneficiário da jornada, a despeito duma desqualificação em cadetes femininos e desse inesperado 4º lugar de Andreas Müller no escalão de séniores. Itália e Espanha, com 25 pontos cada, e Portugal, com 24 pontos, ficaram imediatamente a seguir. Globalmente, a Suíça está muito perto de garantir a conquista da Taça dos Países Latinos, nesta que é a sua estreia no certame. A Itália segue confortavelmente na segunda posição mas está tudo em aberto no que concerne à luta pelo restante lugar no pódio. Com Portugal e Espanha empatados em pontos e com uma prova de Distância Longa pela frente, aceitam-se apostas.

Os resultados completos da prova de Sprint foram os seguintes (entre parêntesis encontra-se a classificação geral no âmbito da Highlands Open):


XIV TAÇA DOS PAÍSES LATINOS – LATINUM CERTAMEN

PROVA DE SPRINT – Asiago, 30.08.2008


CADETES MASC. – (1º) Robin Broadman (Swiss Res) 16:00; 1º (2º) David Sayanda (Portugal) 16:01; 2º (3º) Marc Serralonga Arques (Espanha) 16:12; 3º (4º) Tommaso Scalet (Itália) 16:23; 4º (10º) Sandro Brogli (Suiça) 18:30; Marcelin Giurgicà (Roménia) PE.

JUNIORES MASC. - 1º Martin Hubmann (Suiça) 16:06; 2º (5º) Simion Suciu (Roménia) 17:05; 3º (7º) Jonas Rass (Itália) 17:39; 4º (8º) Tiago Romão (Portugal) 17:57; 5º (9º) Daniel Portal Gordillo (Espanha) 18:13.

SENIORES MASC. - (1º) Matthias Müller (TV Fürstenfeld) 15:10; 1º (4º) Ionut Zinca (Roménia) 15:53; 2º (16º) Giancarlo Simion (Itália) 17:03: 3º (17º) Roger Casal Fernandez (Espanha) 17:16; 4º (18º) Andreas Müller (Suiça) 17:32; 5º (20º) Tiago Aires (Portugal) 17:47; 6º (42º); Luis Gustavo dos Santos (Brasil) 42:23.

CADETES FEM. - (1º) Mirjan Fässler (Swiss Res) 15:49; 1º (3º) Mariana Moreira (Portugal) 16:54; 2º (4º) Carlotta Scalet (Itália) 16:56; 3º (6º) Violeta Feliciano Sanjua (Espanha) 18:57; 4º (8º); Patricia Càrùsean (Roménia) 19:41; Isabelle Feer (Suiça) PE.

JUNIORES FEM. - (1º) Carmen Minder (Swiss Res) 15:11; 1º (2º) Judith Wyder (Suiça) 15:33; 2º (5º) Carla Guillén Escribá (Espanha) 16:39; 3º (6º) Nicole Scalet (Itália) 16:59; 4º (8º) Catarina Ruivo (Portugal) 18:45; 5º (10º) Andreea Dànilà (Roménia) 23:50.

SENIORES FEM. – 1º Dana Brozková (Sport Centrum Jicin) 16:05; 1º (2º) Seline Stadler (Suiça) 16:28; 2º (4º) Esther Gil Brotons (Espanha) 16:38; 3º (5º) Veronica Minoiu (Roménia) 16:41; 4º (7º) Michela Guizzardi (Itália) 17:30; 5º (8º) Raquel Costa (Portugal) 18:00.

CLASSIFICAÇÃO POR EQUIPAS (ao cabo da 2ª Jornada) - 1º - SUIÇA, 61 pontos; 2º - ITÁLIA, 54 pontos; 3º - PORTUGAL, 47 pontos; 4º ESPANHA, 47 pontos; 5º ROMÉNIA – 37 pontos; 6º BRASIL – 1 ponto.

[Foto gentilmente cedida por Jorge Correia Dias]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 30 de agosto de 2008

MTBO WOC & JWOC 2008: EMOÇÕES AO RUBRO NO CAIR DO PANO


Marcando presença em todos os pódios deste último dia de provas, a Rússia afirmou-se em definitivo como a grande dominadora dos Campeonatos Mundiais de O-BTT que hoje terminaram na Polónia. Na derradeira prova, Portugal não conseguiu melhor do que o 11º lugar em Juniores e o 20º lugar em seniores mas, na hora da despedida, ficam certamente algumas extraordinárias experiências competitivas, muito saber adquirido e, sobretudo, a certeza do dever cumprido.

Tal como na final de Distância Longa, a localidade de Stare Jablonki voltou a servir de palco à prova que encerrou estes Mundiais de Orientação em BTT (MTBO WOC & JWOC 2008), a sempre espectacular Estafeta. Pela frente os concorrentes tiveram o mesmo terreno arenoso, exigente do ponto de vista técnico mas sobretudo muito duro fisicamente, felizmente sem a chuva da véspera que transformou alguns trechos dos percursos em enormes lamaçais.

Entre 22 equipas de três elementos cada e percursos de distância variável entre os 11 e os 16 kms, o seleccionado sénior português lançou-se em prova com o objectivo primeiro de entrar no top-10 e igualar – ou, se possível, melhorar - o seu melhor resultado de sempre. Apesar dum primeiro percurso não tão bom como seria de desejar, Paulo Alípio não comprometeu e passou o testemunho a Daniel Marques com poucos minutos de atraso em relação ao tão almejado 10º lugar. Líder incontestado do “ranking” nacional, Daniel Marques fez uma excelente prova - a despeito de alguns problemas com a sua máquina – recuperando na classificação e entregando o testemunho a Pedro Neto, que arrancou no 11º posto. Mas aqui definitivamente, as coisas não correram nada bem e o atleta do COC teve um percurso marcado por vários problemas de orientação e uma queda, levando-o a perder minutos preciosos que atiraram a equipa para um desconsolador 20º lugar.

Na luta pelos lugares cimeiros assistiu-se a uma prova verdadeiramente sensacional. O campeão mundial de Distância Longa, Ruslan Gritsan (Rússia) foi o mais forte no primeiro percurso, com checos, suíços, dinamarqueses e finlandeses à espreita, todos eles a menos de um minuto da liderança. À partida para o último percurso, Anton Foliforov ainda recebeu o testemunho das mãos do seu compatriota na primeira posição mas os adversários mais directos não desarmavam. A despeito dum excelente percurso, o russo não logrou evitar que Soren Strunge, o dinamarquês medalha de prata da prova de Distância Média, se colasse a ele e acabasse por ultrapassá-lo já nos derradeiros metros, dando à Dinamarca a possibilidade de abrir e fechar a competição com medalha de ouro (recorde-se que Lasse Brun Pedersen, no primeiro dia de provas, se sagrara campeão mundial de Sprint). 2:13:09 dos dinamarqueses contra 2:13:16 dos russos dá bem a ideia da luta empolgante a que se assistiu. Mas também o acesso ao 3º lugar do pódio proporcionou acesa luta entre checos e suíços, tendo os primeiros levado a melhor por escassos 10 segundos, com um tempo final de 2:16:24.

Nas senhoras, a Finlândia soube contrariar o favoritismo da Rússia, assumindo a liderança com um excelente 2º percurso da vice-campeã mundial de Distância Longa, Marika Hara. A vitória viria a ser confirmada de forma folgada, graças ao não menos espectacular segmento decisivo de Ingrid Stengard. Com 2:13:40, as nórdicas deixaram as russas a mais de cinco minutos de diferença (2:18:55). Michaela Gigon, a austríaca medalha de prata de Sprint e de Distância Média, revelou-se impotente para segurar o 2º posto herdado da sua compatriota Sonja Zinkl na entrada para o último percurso, concluindo na 3ª posição com 2:19:29. Susana Pontes, única portuguesa presente nestes mundiais, ficou de fora neste último dia, o mesmo acontecendo, aliás, com a suíça Christine Schaffer, a campeã mundial de Distância Longa e solitária representante do seleccionado helvético.



Juniores finlandeses imitam séniores

A prova de Estafeta de juniores masculinos foi disputada por 13 equipas, com a particularidade do seleccionado português ser misto. João Ferreira e Luís Pires tiveram a companhia de Ana Filipa Ferreira, o que colocava a nossa selecção em “desvantagem” face aos restantes contendores (e isto sem qualquer desprimor para com a júnior portuguesa que tão bem esteve ao longo da competição). Luís Pires e João Ferreira fizeram tempos muito similares, entregando o testemunho a Ana Filipa Silva na 10ª lugar. A nossa atleta fez os possíveis e os impossíveis para segurar o lugar, acabando apenas ultrapassada por um alemão e dando a Portugal o 11º lugar com 2:51:55. Os jovens finlandeses imitaram os seus colegas seniores e chegaram ao ouro com o tempo de 2:13:20. O país anfitrião alcançou a sua segunda medalha na prova (também no escalão júnior, Maciej Gromadka havia sido medalha de bronze na prova de Distância Média), concluindo na 2ª posição a 2:48 da Finlândia. A Rússia fechou o pódio com um registo de 2:21:34.

No sector feminino, assistiu-se a uma vitória folgada da República Checa, com um tempo de 2:04:24. Só quase oito minutos mais tarde chegariam as duas equipas seguintes, separadas por escassa margem: A Finlândia foi 2ª classificada com o tempo de 2:12:15, enquanto a Rússia gastou mais 8 segundos e teve de se contentar com a 3ª posição. Contas feitas, a Rússia com 13 medalhas (6 de ouro, 4 de prata e 3 de bronze) chamou sobre si o grosso das atenções. A República Checa atingiu igualmente cotação elevada nestes campeonatos, levando para casa 10 medalhas (3 de ouro, 4 de prata e 3 de bronze). Finlândia e Dinamarca, com 7 e 5 medalhas respectivamente, mostraram a força da orientação nos países nórdicos. Muito desfalcada e com alguns dos seus elementos abaixo do esperado, a Suiça encerrou em si alguma desilusão, apesar de ter conseguido alcançar 4 medalhas (1 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze).

A Cerimónia de Encerramento proporcionou, também ela, uma passagem de testemunho. Israel terá a incumbência de organizar, em Agosto de 2009, a 7ª edição destes Campeonatos do Mundo. Em 2010 será a vez de Portugal acolher os 8º Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT, com a bonita região do Alto Tâmega e Barroso a servirem de palco a mais um grande espectáculo desportivo.


Saiba mais em http://www.wgl.pl/domeny/mtbo-pl/woc.htm e, sobretudo, não perca as crónicas de Eduardo Oliveira e as fotos de João Ferreira em, respectivamente, http://www.fpo.pt/oasis/component.php?comp=forum e em http://picasaweb.google.com/joaoferreira.ori/CampeonatoDoMundoPlonia2008.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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LATINUM CERTAMEN: MARIANA MOREIRA VENCE NA 1ª JORNADA


O paradisíaco Val di Nos (Gallio, Itália) assistiu ao arranque da XIV Taça dos Países Latinos – Latinum Certamen, competição englobada na 8ª edição do Highlands Open que decorrerá até amanhã. Ao cabo desta jornada inaugural, com seis selecções em prova, Portugal ocupa um excelente 3º lugar, catapultado por essa magnífica vitória de Mariana Moreira em Cadetes Femininos.

Mariana Moreira foi a grande figura da jornada inaugural da XIV Taça dos Países Latinos – Latinum Certâmen que ontem se estreou na belíssima região das “Sette Comuni”, federação autónoma das comunas do Altopiani. Na prova de Distância Média, a atleta do CPOC vincou as suas excelentes qualidades técnicas e confirmou esse extraordinário 3º lugar dos Campeonatos Nacionais Absolutos, impondo-se às directas adversárias.

Ainda em cadetes, mas no sector masculino, David Sayanda mostrou-se também ao seu melhor nível, alcançando um excelente 2º lugar enquanto Tiago Romão foi 3º em juniores masculinos e Tiago Aires alcançou a 4ª posição nos seniores. Menos bem estiveram Catarina Ruivo (juniores femininos) e Raquel Costa (seniores femininos), últimas classificadas nos escalões respectivos.

Ao cabo desta jornada, Portugal encontra-se na 3ª posição com 23 pontos, 1 ponto à frente do eterno rival, a Espanha, mas já a distantes 6 pontos da Itália, 2ª classificada, e a 11 pontos da Suiça que, dentro do que era manifestamente esperado, lidera o Latinum Certamen.

Os resultados completos da prova de Distância Média foram os seguintes (entre parêntesis encontra-se a classificação geral no âmbito da Highlands Open):

XIV TAÇA DOS PAÍSES LATINOS – LATINUM CERTAMEN

PROVA DE DISTÂNCIA MÉDIA – Val di Nos, 29.08.2008

CADETES MASC.
- 1º Tommaso Scalet (Itália) 28:14; 2º David Sayanda (Portugal) 30:12; 3º Marc Serralonga Arques (Espanha) 32:15; 4º (13º) Sandro Brogli (Suiça) 44:39; Marcelin Giurgicà (Roménia) MP.

JUNIORES MASC. - (1º) Philipp Sauter (Swiss Res) 32:59; 1º (2º) Martin Hubmann (Suiça) 35:03; 2º (3º) Jonas Rass (Itália) 36:03; 3º (5º) Tiago Romão (Portugal) 38:10; 4º (7º) Simion Suciu (Roménia) 45:01; 5º (9º) Daniel Portal Gordillo (Espanha) 46:17.

SENIORES MASC. - (1º) Tomas Dlabaja (SK Zabovresky) 38:32; 1º (5º) Andreas Müller (Suiça) 42:19; 2º (6º) Ionut Zinca (Roménia) 42:33; 3º (8º) Roger Casal Fernandez (Espanha) 43:54; 4º (10º) Tiago Aires (Portugal) 47:16; 5º (19º) Giancarlo Simion (Itália) 53:14; Luis Gustavo dos Santos (Brasil) RI.

CADETES FEM. - (1º) Mirjan Fässler (Swiss Res) 40:19; 1º (4º) Mariana Moreira (Portugal) 44:04; 2º (5º) Isabelle Feer (Suiça) 44:50; 3º (6º) Violeta Feliciano Sanjua (Espanha) 46:35; 4º (7º) Carlotta Scalet (Itália) 49:03; Patrícia Càràusean (Roménia) MP

JUNIORES FEM. - (1º) Martina Seiterle (Swiss Res) 35:10; 1º (2º) Nicole Scalet (Itália) 36:39; 2º (4º) Judith Wyder (Suiça) 41:10; 3º (5º) Carla Guillén Escribá (Espanha) 42:13; 4º (7º) Andreea Dànilà (Roménia) 47:26; 5º (8º) Catarina Ruivo (Portugal) 52:37.

SENIORES FEM. - 1º Seline Stadler (Suiça) 38:37; 2º (3º) Michela Guizzardi (Itália) 43:46; 3º (4º) Esther Gil Brotons (Espanha) 44:47; 4º (6º) Veronica Minoiu (Roménia) 45:31; 5º (18º) Raquel Costa (Portugal) 1:08:23.

CLASSIFICAÇÃO POR EQUIPAS - 1º - SUIÇA, 34 pontos; 2º - ITÁLIA, 29 pontos; 3º - PORTUGAL, 23 pontos; 4º ESPANHA, 22 pontos; 5º ROMÉNIA – 16 pontos; 6º BRASIL – 0 pontos.


[Foto gentilmente cedida por Isabel Sá]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MTBO WOC & JWOC 2008: O DIA DA RÚSSIA


Após um dia de merecido repouso, as emoções regressaram aos Mundiais de O-BTT com a disputa das finais da prova de Distância Longa. E se Adrian Jackson tinha mostrado, na final de Distância Média, o porquê de ser o nº 1 do Mundo, hoje foi a vez de Christine Schaffner (Suiça) apresentar as credencias que fazem dela a líder mundial, tirando-se a si própria e ao seu país da relativa penumbra por onde se têm quedado.

Depois de ter batido a concorrência na série qualificatória da prova de Distância Longa, Christine Schaffner (Suiça) impôs a sua categoria, voltou a ser a mais rápida e, na decisiva final, “vingou” o 3º lugar de 2007, alcançando um título mundial particularmente saboroso. Com o tempo de 1:23:14, Schaffner impôs-se por quase dois minutos à finlandesa Marika Hara (1:25:11), enquanto Line Pedersen (Dinamarca) concluiu na 3ª posição com o tempo de 1:26:20. Menos bem esteve a austríaca Michaela Gigon, a campeã mundial de 2007 e medalha de prata nas duas primeiras provas da edição deste ano (Sprint e Distância Média), apenas 6ª classificada com o tempo de 1:27:05.

No sector masculino, depois de muito ameaçar os lugares do pódio, Gritsan Ruslan (Rússia) logrou alcançar os seus intentos. 1:42:28 foi o tempo gasto pelo atleta russo que desta feita repete o lugar alcançado na República Checa em 2007, revalidando o título mundial de Distância Longa. Tal como nas senhoras, Torbjorn Gasbjerg (Dinamarca) e Beat Oklé (Suiça) fizeram com que as bandeiras dos seus países subissem novamente nos mastros, após intensa luta entre ambos pela segunda posição. O dinamarquês acabou por ser o mais forte e gastou 1:44:16 contra 1:44:22 do seu adversário. Por escassos quarenta segundos, o checo Lubomir Tomecek perdeu o ensejo de repetir a subida ao pódio das duas provas anteriores, onde tinha sido medalha de bronze. Líder do “ranking” mundial e campeão mundial de Distância Média 2008, o australiano Adrian Jackson gorou todas as expectativas, não confirmando a vitória na sua série qualificatória e quedando-se pela 6ª posição com o tempo de 1:45:30. Pior ainda esteve o dinamarquês Lasse Brun Pedersen, campeão mundial de Sprint em título, que acabaria por ser desqualificado.

No que aos atletas portugueses diz respeito, também eles ficaram ligeiramente aquém das expectativas, depois das promissoras prestações nas séries qualificatórias respectivas. Entre 64 concorrentes, Daniel Marques repetiu o 38º lugar da prova de Distância Média - depois de ter sido o 9º classificado na sua série qualificatória da passada quarta-feira - com o tempo de 2:03:38. Pedro Neto também não conseguiu confirmar o excelente 8º lugar da sua série de qualificação e terminou esta final no 44º lugar com um registo de 2:06:38. Quanto à nossa única representante neste escalão, Susana Pontes, depois do 38ª lugar na qualificatória, foi a 46ª classificada com o tempo de 2:08:04, entre 54 concorrentes.



Valeriy Glukhov: não há duas sem três

Três provas, três medalhas. Depois da prata no Sprint e do ouro na Distância Média, o russo Valeriy Glukhov arrebatou o título mundial na prova de Distância Longa destes 1ºs Campeonatos Mundiais de Juniores em O-BTT (MTBO JWOC 2008). Vencedor duma das duas séries de qualificação, Glukhov voltou a patentear uma elevadíssima superioridade sobre os demais adversários concluindo a sua prova com o tempo de 1:18:37. Mas se Glukhov repetiu aqui o ouro da prova de Distância Média, Marek Pospisek (República Checa) repetiu a prata, tendo gasto mais 2:43 que o vencedor. Com o tempo de 1:21:47, Samuli Saarela (Finlândia) foi o 3º classificado e também ele repetiu o bronze alcançado anteriormente… mas na prova de Sprint. À semelhança dos “mais velhos”, também os nossos juniores ficaram ligeiramente aquém do “prometido”, face aos resultados alcançados nas séries eliminatórias. Num lote de 65 concorrentes, João Ferreira foi o 35º com 1:40:00 e Luís Pires o 53º com 2:02:21.

Finalmente, e no que ao sector feminino diz respeito, Svetlana Poverina deu à Rússia a terceira medalha de ouro nesta espectacular jornada e a sexta na competição. Poverina gastou 1:20:16, com uma vantagem de 1:11 sobre a 2ª classificada, a suiça Corinne Hess. Medalha de prata na prova de Distância Média, Irina Laneva (Rússia) quedou-se desta feita pelo bronze, com um registo de 1:23:09. Entre 41 concorrentes, a representante júnior portuguesa, Ana Filipa Silva, concluiu na 31ª posição com 1:52:04.

Saiba mais em
http://www.wgl.pl/domeny/mtbo-pl/woc.htm e, sobretudo, não perca as crónicas de Eduardo Oliveira e as fotos de João Ferreira em, respectivamente, http://www.fpo.pt/oasis/component.php?comp=forum e em http://picasaweb.google.com/joaoferreira.ori/CampeonatoDoMundoPlonia2008.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... JORGE SIMÕES


Chamo-me… JORGE Manuel Lourenço SIMÕES
Nasci no dia… 03 de Junho de 1970, em Mafra
Vivo… em Mafra
A minha profissão é… Técnico Desportivo
O meu clube… Amigos do Atletismo de Mafra
Pratico orientação desde… 1993

Na Orientação…

A Orientação é… o desporto que eu gosto!
Para praticá-la basta… um mapa, uma bússola e muita vontade de conhecer sítios espectaculares!
A dificuldade maior é… acho que não há dificuldades na Orientação!
A minha estreia foi… numa prova, curiosamente, em Espanha!
A maior alegria… tantas, tantas, tantas… Tantos locais espectaculares que se conhecem com a Orientação!
A tremenda desilusão… algumas, algumas… Desclassificações… Bem, nada que eu recorde especialmente!
Um grande receio… a Orientação acabar!
O meu clube é… tudo o que constitui a minha carreira ao longo de todos estes anos!
Competir é… eu não lhe chamo competir, é mais praticar. É uma forma muito agradável de estar com a natureza!
A minha maior ambição é… continuar a visitar lugares tão espectaculares como aqueles por onde tenho passado!

… como na Vida!

Dizem que sou… uma pessoa simpática!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… persistência!
Como vejo o mundo… cada vez menos cor-de-rosa!
O grande problema social… o racismo, a exclusão social, a fome!
Um sonho… ver o mundo mais agradável, com menos problemas!
Um pesadelo… não chegar ao dia de amanhã!
Um livro… tenho muitos!
Um filme… filmes portugueses dos anos 60 e 70!
Na ilha deserta não dispensava… um livro!

Na próxima semana venha conhecer Rafaela Rua.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

LATINUM CERTAMEN: PORTUGAL QUER FAZER HISTÓRIA


De amanhã e até ao próximo domingo, a pequena cidade italiana de Asiago recebe a 14ª edição da Taça dos Países Latinos de Orientação. Portugal volta a marcar presença numa grande competição internacional com o grande objectivo de fazer – sempre! - mais e melhor.

Criada no ano de 1995, a Taça dos Países Latinos definiu como grande objectivo estratégico o incremento e desenvolvimento da modalidade nos países de língua latina. Possibilitar aos participantes experiências de elevado nível competitivo, trocar ideias sobre métodos de formação pedagógica da Orientação, estreitar laços de amizade entre os participantes e permitir-lhes conhecer um pouco mais dos usos e costumes do país organizador são igualmente linhas mestras dum certame singular.

Portugal, Espanha, França, Itália e Roménia deram corpo à edição inaugural da Taça dos Países Latinos, grupo ao qual se juntou a Bélgica em 1997. Este constitui, podemos afirmá-lo, o “núcleo duro” da Organização e nestes países vêm sendo disputadas as sucessivas edições da prova. O Brasil, que vem participando no certame de forma irregular, será um “outsider” na verdadeira acepção da palavra, a ele cabendo a responsabilidade de organizar a Taça dos Países Latinos em 2009. Quanto à Suiça, ao Canadá, ao Luxemburgo, à Moldávia, ao Uruguai e a Moçambique, as respectivas federações têm manifestado interesse em poder vir a integrar esta “comunidade” mas apenas a Suiça formalizou a candidatura de forma efectiva e faz em 2008 a sua estreia na prova, assumindo desde logo a condição de natural favorita. A França e a Bélgica são, nesta edição, ausências notadas e que se lamentam.

Para além da Itália, da Suiça e de Portugal, a Taça dos Países Latinos 2008 conta ainda com a presença da Espanha, da Roménia e do Brasil (este limitado a um solitário representante, Luis Gustavo dos Santos), num total de 31 orientistas. O certame encontra-se integrado na 8ª edição da Highlands Open e os concorrentes à Taça dos Países Latinos terão, pois, a possibilidade de competir entre si ao mesmo tempo que medem forças com os restantes participantes, num total aproximado de meio milhar.

Tiago Aires e Raquel Costa (seniores), Tiago Romão e Catarina Ruivo (juniores) e David Sayanda e Mariana Moreira (cadetes) encerram em si capacidades e ambição suficientes para competirem de forma determinada com os demais concorrentes e lutarem pelos melhores lugares. Nomes como Ionut Zinca (Roménia), Matthias Müller (Suiça), Roger Casal Fernandez (Espanha), Tomas Dlabaja (Republica Checa), Giancarlo Simion (Itália), Seline Stadler (Suiça), Esther Gil Brotons (Espanha), Dana Brozkova (Republica Checa), Verónica Minoiu (Roménia) ou Michela Guizzardi (Itália), para referir apenas os atletas de elite, são garante de qualidade e constituirão, seguramente, um forte estímulo para o seleccionado luso fazer o melhor. Sendo que o melhor seria a conquista da Taça, feito nunca alcançado por Portugal.

Val di Nos (Gallio) será o palco da prova de Distância Média, já na tarde de amanhã, seguindo-se a prova de Sprint em Asiago na tarde de sábado, tudo terminando na manhã de domingo com a Prova de Distância Longa em Val Magnaboschi (Cesuna di Roana). Nesta última prova estará ainda em disputa a 6ª prova da Taça de Itália de Orientação WRE. Esteja atento ao Orientovar nos próximos dias e acompanhe aqui as várias incidências da competição.



Saudações atléticas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

MTBO WOC & JWOC 2008: ADRIAN JACKSON ORIENTADO PARA O OURO


Ao segundo dia de provas, a excelência de Adrian Jackson veio ao de cima. O título de Distância Média demonstra o porquê do australiano ser o líder do “ranking” mundial. Quanto às prestações portuguesas, não deslustrando, ficaram ligeiramente aquém das expectativas.

Disputada ontem em Stare Jablonki, a Prova de Distância Média do 6º Campeonato Mundial de Orientação em BTT consagrou o australiano Adrian Jackson como o grande senhor desta disciplina. Numa prova de grande complexidade técnica, Jackson “voou” para uma vitória merecida, cumprindo os 21 km de prova no tempo de 54:13. Soren Strunge (Dinamarca) e Lubomir Tomecek (República Checa) garantiram os dois restantes lugares do pódio, com registos de 54:39 e 55:26, respectivamente, com a particularidade de Tomecek “bisar” a medalha de bronze, conquistada em 2007 nos mundiais disputados no seu país. Mika Tervala, o finlandês que ostentava o título mundial alcançado no ano transacto, quedou-se pela 9ª posição com 57:21, enquanto Lasse Brun Pedersen (Dinamarca), que alcançara na véspera o título mundial de Sprint, não foi além do 31º lugar, a 9:19 do vencedor.

Nas senhoras, a russa Ksenia Chernuh revalidou o título mundial da distância, gastando 51:43 nos 15 km de prova e “vingando” desta forma o desconsolador 23º lugar do dia anterior. Vinda dum fantástico segundo lugar na prova de Sprint (onde, recorde-se, perdeu o título mundial para a eslovaca Hana Bajtosowa por apenas 4 segundos), a austríaca Michaela Gigon alcançou nova medalha de prata, gastando precisamente mais meio minuto que a vencedora. Paivi Tommola (Finlândia),com o tempo de 52:39, garantiu a medalha de bronze. Uma prova menos bem conseguida, que valeu apenas o 9º lugar a 4:31 da vencedora, privou Bajtosowa do pódio, ela que se apresentava aqui como vice-campeã mundial em título na distância.

Quanto aos portugueses, Daniel Marques voltou a ser o nosso melhor representante, concluindo na 38ª posição com o tempo de 1:04:18. Ainda assim, “uma prestação mais valiosa, competindo entre 94 atletas, e sendo o português a menor distância do vencedor, a cerca de 10 minutos”, nas palavras do homem que chefia a delegação portuguesa presente nestes mundiais, Eduardo Oliveira. Susana Pontes gastou 1:12:36, terminando curiosamente no mesmo lugar que Daniel Marques – o 38º -, num rol de 58 atletas. Paulo Alípio foi o 53º classificado com 1:08:25 enquanto Pedro Neto se quedou pela 83ª posição com 1:22:11. Talvez valha a pena recordar que em 2007, nesta mesma distância, Rogério Martins havia sido o nosso melhor representante, no 53º lugar, com Daniel Marques e Paulo Alípio a não irem além do 63º e 74º lugares, respectivamente.



Glukhov e Hancikova: Depois da prata, o ouro

A checa Hana Hancikova esteve em grande destaque neste segundo dia de provas, no que ao 1º Campeonato Mundial de Juniores de Orientação em BTT diz respeito. Depois de ter sido 2ª classificada na prova de Sprint, a atleta checa não deu quaisquer hipóteses à concorrência, chamando a si o título mundial de Distância Média com o tempo de 50:19. Irina Laneva (Rússia) e Ursina Jaggi (Suiça) travaram intenso duelo pela medalha de prata, com a russa a gastar 52:51 e a ser a mais rápida por escassos oito segundos. Tatiana Repina (Rússia), vencedora da prova de Sprint, teve de se contentar com a 9ª posição, a 5:42 de Hancikova. A perda da bússola logo no 3º ponto do percurso, condicionou irremediavelmente a prova de Ana Filipa Silva que, ainda assim, alcançou um meritório 28º lugar (entre 45 concorrentes), com o tempo de 1:08:35.

A história repetiu-se no sector masculino. Segundo classificado na prova de Sprint, Valeriy Glukhov (Rússia) impôs-se aos seus 64 adversários e alcançou o título mundial de Distância Média. Vindo duma desanimadora desqualificação no Sprint, o checo Marek Pospisek conquistou a medalha de prata, com o tempo de 45:12. O país anfitrião viu a sua bandeira subir pela primeira vez nos mastros da competição graças ao 3º lugar de Maciej Gromadka, que gastou 45:57. João Ferreira e Luís Pires ocuparam lugares na primeira metade da tabela classificativa, graças aos seus 20º e 27º lugares, respectivamente em 57:29 e 59:23.

Numa altura em que as 24 medalhas atribuídas se encontram distribuídas por 10 países, Rússia e República Checa parecem começar a afirmar-se como as potências conquistadoras destes Mundiais. A Rússia conta com 5 medalhas na sua conta pessoal contra 7 da República Checa, embora o “medalheiro” dos russos seja mais valioso: 3 de ouro e 2 de prata, contra 2 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze dos checos. Dinamarca com 1 medalha de ouro e 1 de prata e Austrália com 1 medalha de ouro são os países que se seguem.



Seis (dos sete) portugueses apurados para a final A

Entretanto, já hoje tiveram lugar as séries qualificatórias de Distância Longa destes Campeonatos do Mundo. Numa zona de floresta densa a sul de Stare Jablonki, o terreno muito “sujo” revelou-se como o grande adversário dos concorrentes. Os nossos atletas conseguiram fugir das adversidades e, à excepção de Paulo Alípio (competindo numa série com atletas de melhor nível e cometendo um grave erro de orientação), marcarão todos presença nas finais da próxima sexta-feira.

Para Eduardo Oliveira, “havia grande expectativa na delegação portuguesa sobre quantos seniores masculinos seriam apurados para a final, pois tanto poderiam ser apurados os 3 atletas em prova, como poderia não ser apurado ninguém, tal como tinha acontecido na edição anterior, na República Checa.” Para aquele responsável, “os atletas deram o seu máximo e Pedro Neto e Daniel Marques tiveram prestações ao seu melhor nível, obtendo respectivamente o 8º e o 9º lugar nas suas séries de apuramento, o que lhes garantiu um lugar de acesso à final na primeira metade da tabela, o que nunca tinha sido conseguido com esta ‘facilidade’”.



Mais informações, notícias e fotos em http://www.fpo.pt/oasis/component.php?comp=forume em http://picasaweb.google.com/joaoferreira.ori/CampeonatoDoMundoPlonia2008.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

MTBO WOC & JWOC 2008: ARRANQUE PROMISSOR DO SELECCIONADO PORTUGUÊS


Ao vencerem as provas de Sprint respectivas, o dinamarquês Lasse Brun Pedersen e a eslovaca Hana Bajtosowa foram as grandes figuras da jornada inaugural dos Campeonatos do Mundo de O-BTT (MTB WOC & JWOC 2008) que tiveram o seu início ontem, em Olsztyn, nas terras altas da Mazuria, bem no coração da Polónia. Portugal é uma das 28 selecções presentes e os seus sete atletas tiveram meritória estreia.

Face a uma concorrência onde pontificam todos os grandes nomes mundiais desta tão exigente como espectacular disciplina, Pedersen acabou por ser o mais forte na prova de Sprint, concluindo com o tempo de 19:43 para 9 km de prova. O checo Jiri Hradil, com mais 33 segundos, alcançou um surpreendente segundo posto, enquanto Tonis Erm (Estónia), gastando 20:19, terminou na 3ª posição. Número 1 do “ranking” mundial, o australiano Adrian Jackson foi 6º classificado, a 1:12 do vencedor.

Hana Bajtosowa teve na austríaca Michaela Gigon uma adversária à altura, com a vitória a ser discutida ponto a ponto. Número 3 do “ranking” mundial, Bajtosowa acabaria por gastar 21:04, escassos 4 segundos à frente da número 2 desse mesmo “ranking”, a atleta austríaca. A checa Martina Tichowska foi a 3ª classificada com o tempo de 21:43. Numa prova muito “apertada”, a líder mundial Christine Schaffner (Suiça) não terá sido particularmente feliz, acabando por se quedar pela 9ª posição com o tempo de 22:24.

Quanto às prestações dos portugueses envolvidos, o saldo é francamente positivo. Daniel Marques, o actual Campeão Nacional de Distância Média e Distância Longa e 30º classificado do “ranking” mundial, concluiu na 21ª posição com um registo de 22:51, deixando atrás de si nomes como os do checo Lubomír Tomecek, do suíço Beat Oklé ou do francês Matthieu Barthélémy, respectivamente nºs 3, 4 e 8 do “ranking” mundial. Paulo Alípio na 42ª posição com 25:40 e Pedro Neto no 70º lugar com 39:58 estiveram igualmente em excelente plano. No sector feminino, Susana Pontes bateu-se de igual para igual com as suas adversárias, alcançando um muito honroso 30º lugar com o tempo de 26:18. Resta acrescentar que as provas foram disputadas por 77 atletas masculinos e 53 femininos.



Juniores portugueses de parabéns

Concomitantemente, disputa-se pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Juniores de O-BTT, onde Portugal sem encontra representado por três atletas, dois no sector masculino e um no sector feminino. E o mínimo que se pode dizer é que estão todos de parabéns, face aos extraordinários resultados alcançados.

Ana Filipa Silva, líder do “ranking” nacional júnior nos últimos anos, Campeã Nacional de Distância Média e de Distância Longa e Campeã Ibérica de Distância Média, concluiu na 11ª posição com o tempo de 21:31. Com 36 atletas em prova, a vencedora foi a russa Tatiana Repina, gastando 17:35. No sector masculino, João Ferreira conquistou por mérito próprio um brilhante lugar no top-10, concluindo no 9º posto com um registo de 20:14. Numa prova em que se assistiu à desclassificação de 23 dos 54 participantes que alinharam à partida, Luís Pires foi o 31º classificado com o tempo de 33:36. O vencedor foi o checo Bogar Frantisek, com o tempo de 17:57.

As incidências destes Campeonatos do Mundo podem ser acompanhadas em
http://www.wgl.pl/domeny/mtbo-pl/woc.htm . Não perca igualmente toda a informação actualizada através das excelentes crónicas de Eduardo Oliveira, em http://www.fpo.pt/oasis/component.php?comp=forum , a quem o Orientovar agradece a enorme disponibilidade e simpatia e as fotos que aqui são publicadas.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

SWEDEN - AN EXPERIENCE OF A LIFE TIME


Crónica de Isabel Sá
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Foi graças ao convite da Família Mansson e do OK Löftan que eu, a Joana e a Mariana decidimos passar vinte e sete dias das nossas férias escolares no país da orientação. A Suécia foi uma experiência fantástica! Desde a sorte que tivemos com o tempo que parecia português, à hospitalidade da família Mansson e a toda a riqueza natural e simplicidade de um país que é uma paz.

Os primeiros dez dias foram passados com os pais da Mariana Moreira e com a sua irmã mais nova. O início foi um pouco complicado pois ainda não tínhamos muita confiança com a família e não nos sentíamos muito confortáveis. Contudo, com o passar do tempo, fomos todos criando uma boa relação. Nestes dez primeiros dias participamos em duas competições de três dias cada. Tivemos ainda a oportunidade de visitar Malmo, a terceira maior cidade da Suécia, que era semelhante a qualquer grande cidade europeia exceptuando o facto de ter um parque enorme e maravilhoso! Passamos ainda uma manhã num dos principais pontos de paragem suecos dos Vikings.

Passada a primeira semana e meia chegava agora o momento mais importante, passadas duas competições e alguns treinos com mapas estávamos a fazer as malas. Nós as três e a Família Mansson para o O-ringen, os pais e irmã da Mariana para voltarem a Portugal. A viagem era de 620km mas em estradas suecas cuja velocidade média é 80km/h podemos dizer que foi daquelas que parecia nunca mais acabar. Mal chegamos ao nosso destino, Sälen, pousamos as malas e de imediato nos equipamos para fazer o Model Event. À noite, depois de perderem as malas e fazerem uma longa viagem de autocarro desde Oslo até Sälen, chegaram os pais da Joana Costa.

Os cinco dias do O-ringen foram um sonho! Para qualquer lado que olhemos só vemos pessoas, pessoas e mais pessoas. Mas o melhor? Todas essas pessoas estão lá pela orientação. Mas o que mais me impressionou foram as crianças. Desde tão pequeninas, com os seus fatos Trimtex e todo o seu material de topo, parecem campeãs do Mundo mas em versão pequena. Os terrenos e o traçado de percursos foram dignos de um O-ringen. Todavia o facto de haver muitos alojamentos e serem muito distantes entre si, impossibilitando a reunião de praticantes de orientação de todo o mundo em momentos extra-competição, foi alvo de crítica por muitos suecos. A nível de resultados o quarto dia foi definitivamente o melhor para nós. O terreno era aberto e não a típica floresta fechada da Suécia pelo que alcançamos muito boas posições. De destacar o 4º lugar da Mariana nesse mesmo dia. A Elin Mansson que havia ganho o O-ringen no ano que passou, ficou na geral em 4º lugar, resultado este marcado por uma lesão no pé que ainda hoje se mantém.


Terminado o O-ringen e voltando a casa foi tempo de recuperar forças. A Família Mansson vive no pequeno lugar de Stravalla, que fica a cerca de 1,5km da praia. O tempo estava bom e como tal aproveitamos para desfrutar da mesma. Claro que a praia sueca não é a praia de Albufeira mas a temperatura do mar é melhor que a portuguesa. O areal é pequeno e não podemos dizer que é uma zona bonita, mas lá passamos momentos muito divertidos e agradáveis.

Durante esta mesma semana fizemos alguns treinos técnicos. Durante a análise de um dos treinos surgiu, entre nós as três, a ideia de pedirmos ao Bo Mansson para nos acompanhar num treino, feito a passo, mas acompanhado de explicações, opiniões, comentários. E que excelente ideia tivemos! Para mim esse treino em grupo foi o melhor treino de todos. Muitas vezes olhamos para um ponto, pensamos uma opção e seguimos. O sueco fez-nos ver que é preferível parar 10 segundos num ponto antes de sair e pensar cuidadosamente, em vez de partir “sem rumo”. E que treino!

Nessa mesma semana aproveitamos para ir até Gotemburgo, a segunda maior cidade da Suécia, que dista 50km de Stravalla. De manhã fomos todos juntos dar uma volta pela avenida principal mas depois a Aida e o Fernando foram conhecer melhor Gotemburgo, enquanto nós e as meninas Mansson, a Elin e a Anna, fomos para o parque de diversões Liseberg. O dia passado no parque foi espectacular! Todas as atracções eram um máximo, e a atmosfera do parque era igualmente carismática. Aproveitamos também para comprar os últimos ingredientes para o nosso jantar português.

Tendo em conta todas as alergias da Anna Mansson lá conseguimos preparar um jantar português. Na nossa opinião estava tudo óptimo e já tínhamos muitas saudades de uma boa sopa, agora a opinião sueca é que foi um pouco diferente. Não podemos dizer que não gostaram mas podemos certamente dizer que colidiu um pouco com a sua cultura.


Depois de bem alimentados preparamos então as malas para o último fim-de-semana de provas. Qualquer atleta de orientação interessado pela modalidade já certamente ouviu falar na famosa estafeta sueca a Tiomila, mas nenhum de nós já tinha ouvido falar na igualmente conhecida Ungdomens Tiomila (u-10mila). É a famosa Tiomila mas para os jovens, rapazes e raparigas que corram no escalão DH18 (damas e homens, 18 anos). Nós pertencíamos à equipa do OK Loftan, correndo juntamente com a Elin Mansson e com outra rapariga de um clube diferente que já havia pertencido ao OK Löftan (são permitidos três clubes diferentes por equipa). As partidas foram às 5.30h da manhã por isso acordamos às 4h (3h de Portugal). A nossa equipa começou com a atleta do outro clube que fez um óptimo 28º lugar (de referir que ela ficou no Top10 na classificação geral do O-ringen no mesmo escalão que nós). A Joana Costa foi a segunda subindo duas posições e entregando em 26º. Na terceira manga partiam três atletas ao mesmo tempo mas só contava o melhor tempo. Fui eu quem tive o prazer de entregar o mapa à Mariana Moreira na 20ª posição. A Mariana manteve o seu bom nível subindo outras seis posições entregando à Elin em 14º. A ela ainda lhe esperavam cerca de 7km de prova. Nesse mesmo dia as dores do pé estavam bem longe pelo que conseguiu fazer uma excelente prova terminando no Top10. Segundo o que nos havia dito Bo Mansson, ficar nas 30 primeiras seria um resultado muito bom (participaram 86 estafetas de diferentes nacionalidades), imaginem agora a felicidade sueca quando acabamos em oitavo lugar, marcando presença no pódio (subiam ao pódio as dez primeiras equipas)! Foi um resultado muito bom tendo em conta que éramos a equipa mais nova no pódio, pois todas somos de 1992. Escusado dizer que foi para nós grande motivo de orgulho subir ao pódio de tal importante competição e receber o prémio por parte da campeã sueca, Helena Jansson. As estafetas foram vividas com grande fervor pelos suecos como é hábito. No Domingo viajamos mais 30km desde o lugar da u-10mila e fomos até ao Campeonato Nacional Sueco de distância Ultra-Longa. No Campeonato Nacional só participavam os escalões DH20 e DH21, mas havia uma prova de distância média a decorrer em simultâneo na qual participamos. A Mariana voltou a brilhar com um sétimo lugar enquanto a Elin Mansson desforrou-se ficando em primeiro lugar fazendo apenas menos um segundo que a segunda classificada.

Chegamos a casa depois de 250km de viagem, fizemos malas e preparamo-nos para voltar a Portugal. No fim de jantar houve uma troca de impressões de toda esta experiência e trocaram-se agradecimentos e convites para o futuro. Segunda-feira partimos para Gotemburgo onde apanhamos o avião que nos levaria até Copenhaga. Fizemos escala durante cerca de três horas e apanhamos às 15.05h dinamarquesas o avião até Lisboa. Chegamos sem qualquer problema ou perda de malas a Lisboa onde nos esperavam os pais da Mariana. A mim, à Joana, à Aida e ao Fernando ainda nos faltava uma longa viagem de comboio até ao Porto. Depois de apanharmos o autocarro que nos levava até à Gare do Oriente, seguimos no inter-cidades até à Estação de Campanhã onde chegamos por volta das 23h. Lá nos esperavam os meus pais e irmã (que já não via há 27 dias) e o pai da Aida.


Esta experiência foi muito mais que um mês de treinos e provas de orientação, foi uma experiência de vida. Estar um mês longe de tudo aquilo que habitualmente tomamos como adquirido faz-nos aprender a valorizar as coisas importantes na vida. A Suécia é um país extremamente desenvolvido, muito poupado sabendo sempre fazer uma gestão racional dos recursos disponíveis. É uma paz, é uma calma, é um silêncio que sabe bem ouvir, é um lugar em que sentimos descansar. Ali os dias são longos, bem passados e descansa-se mesmo. Aquela ideia que tinha de férias de descanso numa zona de praia mudou completamente. Não há nada melhor como a Escandinávia para respirar fundo e reflectir. Chegamos a Portugal e está tudo desorganizado, confuso, barulhento. Confirmou-se o meu pensamento, o desenvolvimento não é feito pelos governos mas pela alteração das mentalidades culturalmente atrasadas que constituem os povos.


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sábado, 23 de agosto de 2008

EOCD 2008: KUZMINSKIS DEMOLIDOR


Termina hoje em Võru (Estónia) o 6º Campeonato Europeu de Orientação para Surdos (EOCD 2008). Quando falta disputar apenas a prova de Estafeta é possível adiantar que Tomas Kuzminskis volta a ser a grande figura dos Campeonatos, com três medalhas de ouro. O atleta sagrou-se Campeão de Distância Longa pela 4ª vez consecutiva e repetiu os feitos de 2004 e de 2000, onde apenas deixou fugir o ouro da prova de Estafeta.

Desde o passado dia 18 que 82 atletas, em representação de 16 países, participam nas provas que constituem o 6º Campeonato Europeu de Orientação para Surdos (EOCD 2008). Estados Unidos e Holanda marcam a sua estreia nos Campeonatos, numa edição que tem ainda a novidade de se abrir a atletas em idade júnior. Em disputa, precisamente, o 1º Campeonato Europeu Júnior de Orientação para Surdos, no qual participam 19 atletas de 5 países.

A competição abriu com a prova de Sprint, na qual o lituano Tomas Kuzminskis e a ucraniana Iana Melnyk levaram a melhor sobre a concorrência. Os títulos juniores na distância couberam a Vladimir Grinin e a Antonina Naidyonova, ambos da Rússia. Kuzminskis venceu igualmente a prova de Distância Longa, com o triunfo no sector feminino a caber à sua compatriota Adrija Kulbokaite. No escalão júnior, Naidyonova “imitou” Kuzminskis e “bisou” no lugar mais alto do pódio, enquanto o ucraniano Sergiy Kiziyov garantiu a medalha de ouro masculina.

Quanto à prova de Distância Média, Kuzminskis e Naidyonova fizeram jus ao ditado que diz que “não há duas sem três” e repetiram os triunfos das provas anteriores. Mas a repetição nas subidas ao lugar mais alto do pódio não se resumiram aos dois atletas referidos, já que Iana Melnyk e Vladimir Grinin “bisaram” no ouro, dando aos pódios de Sprint e de Distância Média uma e a mesma expressão.


RETROSPECTIVANDO...
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Jönköping (Suécia), em 1988, recebeu o 1º Campeonato Europeu de Orientação para Surdos. Da competição constou uma prova de Distância Longa e uma prova de Estafeta. A selecção da casa foi a grande dominadora, alcançando sete das dezasseis medalhas em disputa (3 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). Individualmente, a sueca Anne-Marie Salo e o finlandês Jukka-Ala Marttila venceram as provas respectivas enquanto a União Soviética venceu ambas as Estafetas. Participaram ainda, para além da Suécia, Finlândia e União Soviética, as selecções da Hungria, Dinamarca e Noruega, qualquer uma destas sem conseguir ascender a lugares do pódio.

A 2ª edição dos Campeonatos teve lugar em Ramensko (Rússia), quatro anos mais tarde e assinalou a estreia dos seleccionados da Letónia, República Checa, Estónia e Lituânia. Nove selecções e um total de 51 atletas participaram no certame, que contou, para além das duas provas da edição inaugural, com uma prova de Distância Curta. O seleccionado russo arrebatou o maior número de medalhas (6 no total, sendo 2 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). Elena Tirmibulatova (Rússia) e Libor Hubatchek (Republica Checa) na Distância Curta, Nadezhda Drobisheva (Rússia) e Torbjörn Sweningsson (Suécia) na Distância Longa e a selecção feminina da Letónia e masculina da Suécia, nas Estafetas tiveram honras de subida ao lugar mais alto do pódio.

St. Gallen (Suiça) foi o palco do 3º Campeonato Europeu de Orientação para Surdos, em 1996. Para além da selecção anfitriã, também a Itália e a Ucrânia fizeram a sua estreia no certame. Apenas 5 das 13 selecções presentes (num total de 70 atletas) tiveram atletas seus no pódio, com a Suécia a alcançar o maior número de medalhas, com 3 de ouro e 3 de bronze. O figurino competitivo foi o mesmo de Ramensko e os títulos ficaram assim distribuídos: Anne-Marie Strömsten (Suécia) e o lituano Tomas Kuzminskis (na foto abaixo), na Distância Longa; Anne-Marie Strömsten (Suécia) e Torbjörn Sweningsson (Suécia), na Distância Curta e a selecção feminina da Rússia e masculina da Lituânia, na Estafeta.
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No ano 2000, o 4º Campeonato Europeu de Orientação para Surdos rumou à Hungria, a Szentendre. Um total de 69 atletas em representação de 15 países participou nas três competições, com os seleccionados da Grã-Bretanha e de Israel a fazerem aqui a sua estreia. O figurino competitivo sofreu nova alteração, com a prova de Distância Curta a contar agora com provas qualificatórias e finais A e B, em vez da final directa das três edições anteriores. A Lituânia foi a grande vencedora, com 2 medalhas de ouro, 1 de prata e 1 de bronze, embora o maior número de medalhas fosse para a Ucrânia (1 de ouro e 4 de prata). Individualmente, a Distância Longa viu o lituano Tomas Kuzminskis repetir a vitória de St. Gallen, enquanto nas senhoras a vitória foi para Agita Intsone (Letónia). Tomas Kuzminskis “bisou” na Distância Curta, enquanto a vitória no sector feminino coube à russa Olga Doula. Finalmente, no que às estafetas diz respeito, a selecção feminina da Ucrânia e masculina da Rússia foram as grandes vencedoras.

Cesis, na Letónia, recebeu os representantes de 13 selecções concorrentes à 5ª edição dos Campeonatos. A Croácia foi a selecção estreante, num certame dominado pela Lituânia que arrebatou 6 medalhas (4 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze). Voltou a registar-se nova alteração no modelo competitivo, com a introdução da prova de Sprint. O “crónico” Tomas Kuzminskis (Lituânia) foi a grande figura da competição, arrebatando o ouro nas provas de Sprint, Distância Curta e Distância Longa. A lituana Adrija Kulbokaite (Sprint) a ucraniana Marina Chekhunoa (Distância Curta) e a finlandesa Ulrika Kostamoinen (Distância Longa) foram as triunfadoras no sector feminino. A selecção feminina da Rússia e masculina da Ucrânia dominaram a prova de Estafeta.

Saudações atléticas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

VENHA CONHECER... ALEXANDRA COELHO


Chamo-me… Maria ALEXANDRA Gomes COELHO
Nasci no dia… 3 de Maio de 1968, no Funchal
Vivo em… Lisboa
A minha profissão é… Engenheira Civil
O meu clube… CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida
Pratico orientação desde… 2003

Na Orientação…

A Orientação é… um modo de vida!
Para praticá-la basta… ter vontade!
A dificuldade maior é… encontrar os pontos no terreno!
A minha estreia foi… em Mafra!
A maior alegria… ser campeã nacional de Distância Longa!
A tremenda desilusão… ser obrigada a desistir!
Um grande receio… as lesões!
O meu clube é… um grupo de amigos!
Competir é… um desafio!
A minha maior ambição é… fazer cada vez mais e melhor!

… como na Vida!

Dizem que sou… teimosa!
O meu grande defeito é… teimosia!
A minha maior virtude é… teimosia!
Como vejo o mundo… um lugar bonito para se viver, mas nem sempre fácil!
O grande problema social… o egoísmo!
Um sonho… ser feliz!
Um pesadelo… a doença!
Um livro… “Pássaros Feridos”!
Um filme… “Pretty Woman”!
Na ilha deserta não dispensava… os amigos!

Na próxima semana venha conhecer Jorge Simões.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ORIMAP: UM NOVO BLOGUE


É sabido que as movimentações de atletas na pré-temporada não são exclusivo do futebol. Também ficámos a saber, há dois meses atrás, que a Diana Magalhães e o Albino Magalhães transitaram dos Trampolins de Santo Tirso, assinando para a época de 2008/2009 com o GD4 Caminhos (ver notícia). Sabemos agora que o jovem casal reformulou o seu anterior “blogue” e lançou o “Orimap” - http://orimap.blogspot.com/ -, um espaço que se propõe, “por entre palavras”, a divulgar “mapas, comentários (…) e algumas coisas mais…”

“Dedicação e vontade”, parece ser a divisa que norteia a atitude da Diana e do Albino, quer na forma como encaram a competição, quer na disponibilidade em partilhar experiências e conhecimentos neste singular espaço da blogosfera. Isso mesmo está sobejamente patenteado na reportagem alargada sobre o estágio levado a cabo no Gerês nos passados dias 15, 16 e 17 de Agosto. Uma escrita “limpa” e dinâmica, a forma como se entrecruzam e complementam os textos de ambos, a profusão de mapas e de fotos e uma franqueza tocante - “contem connosco mais vezes, pois adorámos” -, dão-nos a certeza de que muito de bom se pode esperar deste “cantinho”.

Uma última chamada de atenção para o mais recente “post”, da autoria da Diana Magalhães: É sempre uma delícia ver como as pessoas acabam por se ligar à modalidade, valorizando aspectos relacionais que vão escasseando nos dias que correm e aos quais se agarram por questões de carácter e de princípios. “Em que outro desporto [se] vê alguém parar para ajudar quem não está bem e põe em risco a sua classificação?”, pergunta a Diana, revelando um particular fascínio por aquele que considera “o desporto da vida”. Da sua e da nossa, acrescento eu. Para ler e meditar.

A chamada de atenção aqui fica, a par com os sinceros votos de felicidades para o blogue. Que essa enorme energia e vontade de viver continue a emergir dos escritos da Diana e do Albino e que, de alguma forma, possa servir de guia e de exemplo, levando ao aparecimento de novos praticantes. E de novos escribas!...

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

OS VERDES ANOS: ANA CORADINHO


Olá.

O meu nome é Ana Rita Falcão Coradinho, tenho 16 anos, vivo em São Pedro da Gafanhoeira e sou atleta Juvenil da Sociedade Recreativa S. Pedro da Gafanhoeira.

A primeira vez que tive contacto com a Orientação foi em Vendas Novas, pelas Escolas e Escolinhas do Desporto de São Pedro da Gafanhoeira, isto em 2004. Estive um tempo sem praticar, pois não tinha possibilidade, mas em 2006 tive a oportunidade de ir a um estágio (Ori-Jovem) em Évora. Gostei muito do estágio e de tomar contacto mais a sério com a modalidade. Foi então que comecei a participar em provas regionais.

Em 2007 o Tiago Aires (treinador da Gafanhoeira), em conjunto com a Mariana Valério (treinadora nas Escolas e Escolinhas do Desporto), formaram um clube no qual eu, sem hesitar, me inscrevi e desde aí comecei a ir a mais estágios. Com um clube formado e um grande grupo de atletas a quererem aprender mais sobre Orientação, começámos a treinar. Actualmente treino seis dias por semana, tendo um dia para descansar. Costumo participar em provas da Taça de Portugal Pedestre e Regional Sul. A primeira vez que ganhei um prémio na Orientação foi em 2006 numa prova em Óbidos: fiquei em 3º lugar.

Na minha opinião, o meu clube é espectacular pois dou-me bem com todos os meus companheiros. É um clube que tem crescido imenso e que tem divulgado muito a Orientação no Concelho de Arraiolos.

Na escola frequento o 10º ano, estou no Curso Tecnológico de Desporto em Évora. No curso aprende-se um pouco de todos os desportos. As minhas notas não são as melhores, mas são suficientes para transitar de ano. Na minha turma todos ficam surpreendidos comigo, pois corro bastante e estou sempre com vontade de fazer Orientação. Quando terminar o 12º ano ainda não sei bem o que quero seguir na Universidade.

No futuro quero continuar a praticar Orientação, pois é um desporto magnífico. Com ele posso conhecer muitas pessoas e zonas do país e, ao mesmo tempo, posso aproveitar o que a natureza tem de bom. Quero ser uma grande atleta e ter bons resultados a nível nacional e mundial.

Ana Coradinho

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É com imenso prazer que, no regresso de férias, o Orientovar retoma o contacto com a blogosfera. E logo com uma das rubricas que lhe é mais querida, dando a conhecer um pouco melhor uma das grandes esperanças da Orientação nacional, Ana Coradinho. É altura de reafirmar que este espaço é dos mais jovens e que espero publicar aqui os testemunhos e as expectativas daqueles que são o futuro da modalidade.
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Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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