segunda-feira, 30 de junho de 2008

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (VII)


SUÉCIA “SPRINTOU” PARA AS MEDALHAS

Espectacular ambiente, o vivido na manhã e início da tarde de hoje, na Praia da Vieira. O fervilhar da Orientação tomou conta de todos os recantos da pequena vila piscatória e dois mil e quinhentos orientistas do mundo inteiro fizeram, à sua maneira, a grande festa.

Saldou-se por um extraordinário êxito a introdução da prova de Sprint num Campeonato Mundial de Veteranos de Orientação Pedestre. Que o diga quem teve hoje o privilégio de apreciar a satisfação e o enorme gozo patente em todos os participantes. Não é só Portugal que está de parabéns, por ter aceite com mãos ambas o desafio, mas é toda a Orientação mundial, com o abrir de novas e (quiçá) mais gratificantes formas de se apresentar e de ganhar visibilidade.

A ténue neblina tornava o ar da manhã fresco e agradável e foi com imenso prazer que os atletas atacaram os seus percursos, na ânsia de cometer o menor número de erros possível e chegar ao fim com um resultado próximo das expectativas. E estamos seguros que a esmagadora maioria terá dado por extremamente positiva esta experiência. À semelhança das provas de qualificação de ontem, na cidade de Leiria, o terreno revelou-se muito técnico e acrescentou um desafio extra às capacidades físicas de cada um: uma “saltada” à floresta, com a subtil fragrância dos pinheiros e da marezia a revelar-se conforto menor face à areia solta e às altaneiras dunas.

Fazendo uma análise detalhada aos resultados, começamos pelas senhoras e pelo escalão W35. A finlandesa Katja Honkala (1s35) confirmou o melhor tempo na série qualificatória superiorizando-se às suas adversárias e concluindo em 14:54. A portuguesa Paula Nóbrega (Orimarão) não esteve tão bem como na véspera e terminou na 20ª posição com 28:02. A grande desilusão veio da parte da alemã Cornelia Eckardt, de quem se esperaria melhor do que o 4º lugar final. Presente na Final B, Paula Serra Campos (.COM) alcançou um honroso 3º lugar.

Em W40, a sueca Carina Svensson (Bredaryds SOK) superou de novo as expectativas e, tal como na série de qualificação, voltou a ser a melhor com 14:56. Só quase dois minutos depois (16:45) surgiria uma das grandes favoritas, a britânica Sarah Dunn (MAROC), logo seguida da suiça Sabrina Meister (OLG Dachsen), com 17:09. Também aqui Portugal teve uma representante na final A, Anabela Vieito (COC), a concluir na 25ª posição com 23:35. Helena Sousa (Orimarão) foi 11ª na final B.

Quanto ao escalão W45, a sueca Danute Mansson (Pan-Kristianstad) soube contrariar o favoritismo da norte-americana Pavlina Brautigam (W Connecticut OC) e venceu com 14:08, escassos 3 segundos à frente da sua adversária. Marje Virmann (Harju K RSK), atleta da Estónia e outra das grandes favoritas, terminou no 3º posto com 14:45. Maria Palmira (COC) foi a solitária representante portuguesa na final A deste escalão, concluindo no 31º lugar com 19:37. A norueguesa Anne Line Nydal Berglia (Eiker O-Lag), que se impusera às suas adversárias nas séries de qualificação, veria aqui goradas as suas esperanças num bom resultado graças a um desconcertante “missing point”.

Se a neo-zelandesa Gillian Ingham (WOC) tinha dado a nota de sensação nas qualificatórias de W50, acabou por ser a grande desilusão na grande final, onde não foi além do 33º lugar, com 20:56. A letã Alida Abola (RIGA) foi outra desilusão, não tendo feito melhor que o 21º lugar com 19:08. Em contrapartida, a norueguesa Kari Natvig (Nittedal O-Lag) superou-se e chegou ao triunfo em 14:50, logo seguida da finlandesa Anne Pelto-Huikko (EE) e da norueguesa Haverstad Helga (Lierbygda OL), que gastaram mais 41 e 47 segundos, respectivamente.

Grande favorita à vitória final no escalão W55, a russa Irina Stepanova (St-Petersburg) não deixou os seus créditos por mãos alheias, recuperando do 5º lugar na sua série de qualificação para se impor em 12:52. A eslovaca Paulina Majova (KOBRA Bratislava) deu a grande nota de sensação ao concluir no 2º posto com 13:10 e a sueca Christina Hjertson (OK Linné) foi uma igualmente surpreendente 3ª classificada com 13:18. Presente na final B, Ana Carreira (Individual) foi 70ª classificada com 43:18.

No escalão com maior número de atletas - W60 -, a grande favorita à vitória final, a russa Galina Vershinina (St-Petersburg) constituiu uma das maiores decepções deste dia de finais de Sprint, não indo além da 30ª posição com 18:27, ela que até tinha ganho confortavelmente a sua série qualificatória. A grande vencedora acabou por ser a britânica Liz Godfree (DVO), com 13:22.

O escalão de W65 proporcionou um dos duelos mais apertados do dia. Vencedoras das respectivas séries de qualificação, a sueca Birgitta Olsson (Ronneby OK) e a norueguesa Torid Kvaal (Freidig Spk.) protagonizaram uma luta taco-a-taco com a vitória a pender para a primeira com 11:33, contra os 11:38 da norueguesa. Só dois minutos e meio mais tarde lograria entrar a 3ª classificada, a finlandesa Rauni Muikku (Navi).

Em W70, a finlandesa Eila Pekkarinen (Keravan Urh) confirmou a vitória por folgada margem nas séries de qualificação, vencendo em 12:06, enquanto em W75 a vitória da sueca Gunvor Göranson (Laholms IF), em 13:14, constituiu uma surpresa absoluta, deixando na 2ª posição a também sueca e “ultra-favorita” Maja-Lisa Bergström (Selanger SOK), a distantes 2:58.

A finlandesa Sole Nieminen (JRV) venceu confortavelmente o escalão de W80, com a vida facilitada pelo “missing point” da sueca Elvi Fredyn (Stigsökarna), outra grande favorita. Em W85 e em W90, triunfos sem concorrência da sueca Astrid Andersson (Norrköpings AIS) e da britânica Elizabeth Brown (SO UK), respectivamente.
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Passando agora aos homens, Joaquim Sousa (In Create) criou a grande nota de decepção, já que nele se depositava a grande esperança de podermos ter um atleta português no pódio. Sousa não confirmou o melhor tempo da série qualificatória e foi o 17º classificado com 19:25. A vitória coube ao finlandês Petri Noponen (Delta), com o tempo notável de 16:01. Portugal acabou por se ver recompensado com a vitória de Luis Tenreiro (COC) na final B e onde Luís Bucha (CP EPAL) alcançou um igualmente brilhante 3º lugar. Um pouco mais para trás classificaram-se Elder Guerreiro (SRSP Gafanhoeira) em 9º, Paulo Vieira (CP Armada) em 14º e Paulo Fernandes (Lebres do Sado) em 26º.

Em M40 a vitória coube ao sueco Allan Mogensen (OK Ravinen) em 13:52, com o espanhol Alberto Minguez (Imperdible-Buff) a alcançar um excepcional 2º lugar a 1:02 do vencedor. Grande favorito à vitória, sobretudo depois de ter vencido ontem a sua série de qualificação, o russo Alexander Afonyushkin (Ramenskye) não foi além do 53º lugar, com 22:10. Bem melhor esteve o português João Casal (Ori-Estarreja), 40º classificado com 20:10. Portugal teve ainda três representantes na final B, com João Martins (CLAC) a ser 25º, António Pedrosa (COALA) a terminar em 32º e Paulo Faustino (CPOC) a fazer “missing point”.

Os três representantes portugueses na final A em M45 deram excelente conta de si e Albano João (COC) acabou por ser o melhor classificado num honroso 19º lugar com 17:35. Mário Santos gastou mais 35 segundos que o seu colega de equipa e foi 26º classificado, enquanto José Fernandes, com 21:53, quedar-se-ía pela 54ª posição. Venceu, algo inesperadamente, o sueco Hans Melin, com o tempo de 13:40, enquanto os favoritos, o finlandês Ilkka Peltola (Itä-Hämeen R) e o sueco Jörgen Martensson (Modum O-Lag) não foram além do 5º e 14º lugares, respectivamente. A final B contou igualmente com 3 representantes portugueses, tendo Carlos Coelho (CPOC), na 54ª posição, sido o melhor, logo seguido de José Pedrosa (COALA) em 65º e de António Aguiar (Ori-Estarreja) em 70º.

Em M50 o britânico James Crawford (Guildfords Ori.s) surpreendeu tudo e todos ao vencer em 14:04. A decepção veio do suiço Tom Hiltebrand (COA Lugano), que não foi além do 6º lugar. Presente na final A, o português Vitor Rodrigues (CPOC) classificou-se no 75º lugar com 27:33. Quanto aos restantes portugueses, António Matias disputou a final B onde foi 34º, enquanto Carlos Rabaça e Luís Pereira, ambos a título individual, foram respectivamente 21º e 33º na final C.

Avançando para o escalão M55, vitória mais do que esperada do sueco Sigurd Daehli (Loten O-Lag) com o tempo de 13:08. O suíço Dieter Wolf (Davos) não confirmou os seus pergaminhos e caiu para a 15ª posição, enquanto o finlandês Tapio Peippo (SKVuoksi) ainda esteve pior, não indo além do 22º lugar. Acácio Porta-Nova (Individual) foi um digno representante das cores lusas, concluindo no 28ºlugar com 17:49, enquanto Manuel Dias (Individual) não viu confirmado o excelente resultado da véspera e caiu para o 58º lugar com 21:06. José Raposo (COALA) disputou a final C onde foi o 30º classificado.

O finlandês Matti Railimo (Rastivarsat) foi igualmente um vencedor esperado em M60, concluindo com o tempo de 12:59 e relegando o seu compatriota, igualmente grande favorito à vitória final, Risto Orpana (SOC Asikkala) para a 3ª posição com 14:40. Entre ambos, a inesperada intromissão do britânico Peter Gorvett (SYO) com 13:48. Em M65 a vitória coube ao sueco Rune Rädestrom (Snättringe SK) com 10:59, quebrando o favoritismo do seu compatriota Anders Buhré (Nybro OK), 2º classificado com 11:23.

O sueco Roland Karlsson (Skogsloparna) venceu o escalão M70 em 11:30, com o seu compatriota Rune Carlsson a constituir a grande decepção e a não ir além do 8º lugar, gastando mais dois minutos precisos. Em M75, vitória esperada desse grande senhor da Orientação mundial, o sueco Peo Bengtsson (Pan-Kristianstad) com 10:33, tal como em M80, a vitória do sueco Ture Gunnarsson (Göteborg Maj.-OK), com 11:55, não constituiu surpresa. O sueco Tage Johansson (Västeras SOK) e o finlandês Erkki Luntamo (Va Ra) venceram os escalões de M85 e M90, em 14:56 e 19:11, respectivamente.

No cômputo geral, foram 13 os países a verem atletas seus com honras de subida ao pódio. A Suécia foi a grande dominadora desta inovadora prova de Sprint, conquistando 26 medalhas (13 de ouro, 7 de prata e 6 de bronze) em 17 dos 24 escalões em prova. Finlândia com 11 medalhas (6 – 1 – 4) e Grã-Bretanha com 7 medalhas (3 – 3 – 1), foram os países que mais se aproximaram. Para além destes países, só mesmo russos e noruegueses é que conseguiram medalhas de ouro (uma cada um).

Amanhã o dia será marcado por uma Prova Aberta no mapa da Praia da Vieira e, para os interessados, programas turísticos tendo como destinos Lisboa, Porto ou Óbidos. A competição “a sério” regressará no dia 2 (quarta-feira), com as primeiras qualificatórias de Distância Longa.
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Entretanto,pode consultar os resultados completos em http://www.wmoc2008.fpo.pt/index.php?lang=en&op1=124

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 29 de junho de 2008

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (VI)


PORTUGUESES COM EXCELENTE DESEMPENHO

Pela primeira vez em treze edições, o Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre (WMOC) viu incluída uma prova de Sprint no seu calendário competitivo. Uma estreia sob os melhores auspícios, com os orientistas portugueses a superarem as expectativas nas qualificatórias e a muito prometerem para as finais de amanhã, na Praia da Vieira (Leiria).

Os traços sonoros marcam a contagem decrescente. São precisamente 9 horas da manhã quando os primeiros 24 orientistas respondem ao sinal de partida e arrancam para a prova qualificatória de Sprint. Com um misto de inveja e admiração, os olhares recaem sobre o atleta com o dorsal 90001. Os dois primeiros dígitos indicam o escalão mas ninguém dirá que o finlandês Erkki Luntamo fará 94 anos no próximo dia 25 de Novembro. Ele é o decano da Orientação mundial e, de si próprio, espera “um desempenho sem falhas”. No final registará 45:08 para os 2.850 metros de prova (9 postos de controlo).

Aos poucos os orientistas tomam conta da cidade, transformando o multissecular castelo e todo o centro histórico num “formigueiro” gigantesco em constante roda-viva. Percursos exigentes, tanto do ponto de vista físico como técnico, fizeram do mapa urbano de Leiria um delicioso desafio, que todos (ou quase) souberam vencer, dentro das suas próprias capacidades e expectativas. O contraste veio do público, pela negativa, totalmente alheado dos Campeonatos na sua cidade, desperdiçando uma oportunidade única de “estar em campo” com tantos e tão bons valores da Orientação mundial.

A surpresa portuguesa

O dia correu de feição às cores nacionais. Com onze atletas classificados para as finais A, a Orientação nacional viveu, seguramente, um dos seus dias mais importantes. No escalão M35, Joaquim Sousa (In Create) foi o primeiro português a partir e deu o mote para um conjunto de prestações de elevado nível, com muitas e boas surpresas de permeio. No final, o homem de Galegos Santa Maria (Barcelos) registaria 17:01, o que viria a constituir o melhor tempo entre os 76 atletas em prova.

No escalão seguinte (M40), João Casal foi uma agradável surpresa. Correndo na 1ª série de qualificação, o atleta do Ori-Estarreja registou um tempo de 19:08 e foi o 18º classificado (39º da Geral, entre 122 atletas). Vitor Rodrigues (CPOC) constituiu outra grande surpresa, ao concluir a 2ª série de M50 na 23ª posição com 16:13. O 60º posto da Geral dá-lhe igualmente direito a carimbar o passaporte para a final A de amanhã.

Mais oito presenças na final A

José Fernandes (.COM) e Manuel Dias (Individual) confirmaram as expectativas e garantiram igualmente presença na final A, nos escalões M45 e M55, respectivamente. Mas não estão sós. Albano João e Mário Santos, ambos do COC, alcançaram excelentes resultados no escalão M45, o mesmo tendo feito Acácio Porta Nova (Individual) em M55. Em termos de resultados, Mário Santos foi 2º na 1ª série com 19:00, José Fernandes, na mesma série, concluiu na 16ª posição com 21:16, Albano João foi 5º na 3ª série com 18:43, Acácio Porta Nova foi o 16º na 1ª série com 15:42 e Manuel Dias terminou em 4º lugar na 4ª série com 14:53.

Também no sector feminino se registaram três extraordinários resultados, correspondendo a outras tantas presenças na final A de amanhã. Paula Nóbrega (Orimarão) fez 19:23 e foi a 5ª classificada em W35, Anabela Vieito (COC), com 17:45, concluiu no 14º posto do escalão W40 e Maria Palmira, também do COC, foi 20ª classificada na 2ª série do escalão W45 (51ª da Geral) com 24:20.

“Ultrapassadas todas as expectativas”

Para Fernando Costa, o responsável de Marketing deste WMOC 2008, a prova de hoje “superou as expectativas e constitui um excelente prenúncio relativamente aos dias que se avizinham. Recebemos os mais rasgados elogios da parte dos atletas, alguns deles expoentes da Orientação mundial, o que nos enche de satisfação e orgulho.” Referindo-se concretamente às prestações dos atletas portugueses, aquele responsável referiu que “sendo a primeira vez que se disputa a modalidade de Sprint nos Campeonatos do Mundo de Veteranos, não dispomos de termo de comparação para podermos afirmar, em absoluto, que se trata do melhor resultado de sempre da Orientação portuguesa. Mas foram ultrapassadas todas as expectativas e os nossos atletas estão de parabéns.”

Refira-se, a título de curiosidade, que estiveram em prova 2744 atletas, sendo 1042 senhoras e 1702 homens. 50% dos atletas competiram nos escalões de 55, 60 e 65 anos, com o escalão de 60 anos a ser o mais participado (314 atletas masculinos e 207 atletas femininos). Muitos dos favoritos não deixaram os seus créditos por mãos alheias e venceram os escalões respectivos. Estão neste caso a neo-zelandesa Gillian Ingham (W50), a norueguesa Torid Kvaal (W65) ou a “eterna” britânica Elizabeth Brown (W90); do lado dos homens, registe-se as vitórias do russo Alexander Afonyushkin (M40), do norueguês Sigurd Daehli (M55), do sueco Peo Bengtsson (M75) e do finlandês Eero Tuuteri (M85).

Amanhã é (mesmo) a doer

Amanhã, a Praia da Vieira receberá a final de Sprint, com partidas marcadas entre as 9:00 e as 12:00. Num terreno misto que abrange a parte antiga da povoação e um pouco de floresta, espera-se muita emoção, muita competição e… muita diversão. O final será marcado pela Cerimónia de Entrega de Prémios e por uma Sardinhada que fará, certamente, as delícias de todos.

Para aqueles que quiserem acompanhar as provas dos nossos atletas presentes nas finais A, fica aqui a hora de partida de cada um deles:

10:27 – Acácio Porta Nova (Individual);
10:31 – Maria Palmira (COC);
10:43 – Vitor Rodrigues (CPOC);
10:51 – Anabela Vieito (COC);
11:04 – João Casal (Ori-Estarreja);
11:08 – José Fernandes (.COM);
11:10 – Paula Nóbrega (Orimarão);
11:18 – Manuel Dias (Individual);
11:43 – Albano João (COC);
11:50 – Mário Santos (COC);
11:59 – Joaquim Sousa (In Create).

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 28 de junho de 2008

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (V)


A FESTA JÁ COMEÇOU

Pontapé de saída nos 13ºs Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2008. Numa bela tarde de sol e calor, a cidade da Marinha Grande acolheu a Cerimónia de Abertura em ambiente de festa e grande animação.

Cerca de metade dos 3545 atletas inscritos, em representação de 39 países, incorporaram o desfile, ligando o Parque da Cerca ao Parque dos Mártires do Colonialismo, ante o aplauso dos muitos marinhenses que saíram à rua e fizeram questão de mostrar a sua admiração pela frescura e jovialidade dos participantes. Visível, nos rostos de todos, a enorme emoção do momento, pontuada aqui e ali por manifestações de apreço, sobretudo para com a delegação espanhola, ainda e sempre por causa do futebol e da sua presença na final do Euro.

Ante uma plateia que se distribuía pelos vastos relvados e buscava a sombra das árvores, o Presidente da Federação Portuguesa de Orientação, Augusto Almeida, foi o primeiro a usar da palavra começando por agradecer a todas as entidades que contribuíram para que este evento se transformasse numa realidade. Uma palavra também para os voluntários que, “ao longo de mais de dois anos, trabalharam com afinco para que pudéssemos chegar a este dia” e que agora “vão ter a responsabilidade de corporizar as expectativas para tornar este Campeonato uma realidade”. E terminou com uma palavra aos atletas: “Sejam felizes, desfrutem das competições, desfrutem das nossas praias, da nossa gastronomia, dos nossos monumentos e da simpatia das nossas gentes. E que sejam exemplares no desportivismo.”
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Também o Supervisor Internacional, David May, no uso da palavra, enalteceu o interesse demonstrado por atletas dos cinco continentes, traduzido em elevados índices de participação. A nível pessoal, fez questão de salientar a sua particular satisfação, na qualidade de membro da Comissão de Orientação Pedestre da Federação Internacional de Orientação, por ter estado envolvido nessa enorme modificação do programa e que se traduziu na introdução do Campeonato de Sprint que marca aqui a sua estreia. Para David May, trata-se “dum desenvolvimento excitante e a Federação Internacional de Orientação ficou encantada com o facto da Federação Portuguesa de Orientação ter aceite o desafio de incorporar mais dois dias de competição. Esperamos que todos os atletas apreciem bem este desenvolvimento.”

Finalmente, o Dr. Alberto Cascalho, Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, depois de dar as boas vindas a todos os atletas e acompanhantes a Portugal e à cidade da Marinha Grande, fez questão de saudar, em particular, os "veteraníssimos" Erkki Luntamo e Elizabeth Brown, que “com a sua presença nesta competição, evidenciam algumas das características mais notáveis desta modalidade desportiva, a perfeita união entre a competição e a natureza, o equilíbrio entre a Orientação e a superação pessoal e a possibilidade de estabelecer sempre novas metas, novos desafios. Muito obrigado pelo magnífico exemplo que constituem para todos os desportistas e para todos nós.” Manifestando-se grato por, durante nove dias, receber “a alegria da competição e o prazer da descoberta do que de melhor existe no ser humano”, Alberto Cascalho concluiu com a certeza de que “tudo faremos para que cada um possa superar as suas expectativas, partindo à descoberta dos tesouros que esta região tem para oferecer. Só se pode amar aquilo que se conhece verdadeiramente. No final, seremos todos mais fraternos, mais solidários.”

O Rancho Folclórico “Peixeiras da Vieira” e uma fantástica sessão de percussão com o grupo "Tocandár" completaram um programa que primou pela sobriedade, ritmo e animação.

A vertente competitiva terá o seu início amanhã de manhã, no centro histórico da cidade de Leiria. Tratar-se-á da prova de qualificação de Sprint, cuja final está marcada para segunda-feira, na Praia da Vieira.
Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (IV)

Afastadas as brumas da memória
Avançamos para além do mar profundo,
Onde as lendas se confundem com a História.
Embarcando com o rico e o vagabundo
Ao encontro do poder e glória,
Querendo dar novos mundos ao Mundo.
Porque tudo teve início certo dia,
No misterioso Pinhal de Leiria.

E hoje, 600 anos passados,
Aqui voltamos para celebrar a festa
Por mapas nunca dantes navegados.
A correr nos embrenhamos na floresta,
Em busca dos pontos desejados,
Com o suor a perlar-nos a testa.
A bússola apontando o eterno Norte.
Quem irá ser o mais rápido? O mais forte?

Mas para aqui chegar houve primeiro
Que lançar a semente no Japão.
Três anos de trabalho a tempo inteiro,
Congregando as gentes da Orientação,
Sob a batuta do Carlos Monteiro
E do Presidente da Federação.
Esta equipa está apurada e promete!
Que o diga a infatigável Mariett…

Vão chegando aos milhares de toda a parte:
A Baiba, a Birgitta, a Gillian,
O Tapio Peippo, a Cornelia Eckhardt,
A Kayoko, o Tuuteri, a Sarah Dunn,
O Rune Carlsson, a Aase Neregaard,
O Manuel Dias e a Paulina Brautigam.
São tantos, tantos, que nem sei
Sob a supervisão do David May.

No final, como que por magia,
Levarão do nosso Portugal
O charme, a doçura, a simpatia,
A nossa praia, o nosso sol, o nosso sal,
O belo fado, a boa gastronomia,
E - quem sabe? - uma medalha no bornal.
Ficará, em todos, a certeza:
A de voltar à pátria portuguesa!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
O

sexta-feira, 27 de junho de 2008

VENHA CONHECER... NUNO ALMEIDA


Chamo-me… NUNO José Louro Valente de ALMEIDA
Nasci no dia… 29 de Abril de 1977, em Lisboa
Vivo em… Lagoa
A minha profissão é… Contabilista
O meu clube… COALA – Clube Orientação Aventura Litoral Alentejano
Pratico orientação desde… há 2 anos e meio

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto de aventura!
Para praticá-la basta…
ter atitude!
A dificuldade maior é…
ter cabeça e… ter calma!
A minha estreia foi…
em Vila Franca de Xira!
A maior alegria…
ter ganho uma prova!
A tremenda desilusão… foi ter ido a Espanha e fazer a pior prova da minha vida porque não sabia onde andava!
Um grande receio…
não há receio nenhum na Orientação!
O meu clube é…
um grande grupo de amigos!
Competir é… tentar ser melhor que os outros sem passar por cima de ninguém!
A minha maior ambição é…
chegar ao escalão de Veteranos e ser um bom veterano!

… como na Vida!

Dizem que sou…
simpático!
O meu grande defeito é…
ser “calão”!
A minha maior virtude é…
gostar de ajudar os outros!
Como vejo o mundo… como uma coisa muito bonita!
O grande problema social…
a pobreza!
Um sonho… que Portugal estivesse ao nível da União Europeia!
Um pesadelo…
a solidão!
Um livro…
“Uma Breve História de Quase Tudo”!
Um filme…
“A Lista de Schindler”!
Na ilha deserta não dispensava…
o canivete!

Na próxima semana venha conhecer Diana Magalhães.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

WMOC: A HORA DOS PORTUGUESES (VIII)

O Orientovar dá por concluída a publicação das impressões e expectativas de alguns dos nossos atletas que marcarão presença no WMOC 2008 que terá amanhã o seu início. Para tal, ouvimos os últimos cinco atletas em duas questões muito simples:

1. O que podemos esperar do WMOC 2008?

2. Quais as expectativas quanto à sua prestação pessoal?

São estas as suas opiniões:
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VITOR RODRIGUES
CPOC
M50

1.
Uma grande festa da Orientação com a participação de milhares de atletas de todo o mundo. Para os portugueses uma oportunidade única de poder participar num grande evento da Orientação mundial ao pé de casa. A grandeza deste evento, pelo elevado numero de atletas que envolve (cerca de 4000), implica um grande esforço em termos organizativos. Pelo que conheço da equipa organizadora liderada pelo Carlos Monteiro, estou certo que será um extraordinário acontecimento ao nível do que melhor se faz lá fora, quer a nível técnico (mapas, percursos) quer em toda a envolvente que será com certeza do agrado de todos os que nos visitarem. Espero igualmente que a mediatização do evento leve a uma grande divulgação da modalidade no pais, com o aumento do numero de praticantes no futuro.

2. Esta será a minha quarta participação num WMOC. Estreei-me em 2004 na Itália (Asiago), tendo participado igualmente em 2005 na Áustria (Neustadt) e em 2007 na Finlândia (Kusammo). O nível das minhas participações tem-se situado na segunda metade da tabela, duas finais C e uma D. O aspecto positivo de quem está no fundo da classificação é que a margem de progresso é muito grande e até ao H90 ainda tenho muito tempo para continuar a participar com a motivação de ir sempre progredindo. Assim, para este ano, o objectivo é alcançar uma final B (mais realista no Sprint do que na Longa) o que seria para mim uma vitória até porque estou no ultimo ano do meu escalão. E, claro, ser o primeiro dos portugueses é sempre um dos meus objectivos em participações internacionais, para além do divertimento que está normalmente garantido.


HELENA SOUSA
ORIMARÃO
W40

1.
Acredito que será um evento muito bem organizado e com um excelente envolvimento dado o elevado número de participantes. Será também uma boa oportunidade para divulgar mais a modalidade, algo que é muito raro no nosso país. Espero que as pessoas fiquem curiosas e que venham ver as provas. Se não estivesse a participar, acho que gostaria de ver. Poder assistir a uma prova que envolve 3500 atletas é, seguramente, uma oportunidade única.

2. Pessoalmente não tenho grandes expectativas. Será a minha primeira participação numa prova deste nível. Inscrevi-me pela oportunidade de disputar um Campeonato do Mundo no meu país e para poder partilhar alguns bons momentos com muitas pessoas que fazem da Orientação um desporto muito importante. Nunca competi com tantos estrangeiros e a minha verdadeira expectativa será divertir-me ao máximo.


MANUEL MARTINS
CAOS
M50

1.
Do WMOC 2008, esperamos que seja um verdadeiro e excelente campeonato, com uma boa organização e que a competição entre os atletas se traduza em bons resultados, principalmente para os atletas nacionais.

2. As minhas expectativas, como penso que as de qualquer outro atleta, principalmente antes das provas, são sempre as melhores. Espero não cometer grandes erros, já que fisicamente me sinto bem. Tecnicamente, reconheço que poderia estar melhor, se tivesse participado num maior número de provas. No entanto, devido a diversos factos que ocorreram ao longo da época 2007/2008, não me foi possível participar em tantas provas como pretendia. Por fim, prometo dar o meu melhor, disputar as provas com grande competitividade e concentração, para que os resultados possam estar de acordo com o nível do WMOC 2008.


ACÁCIO PORTA NOVA
INDIVIDUAL
M55

1.
Penso que podemos esperar um grande acontecimento, quer do ponto de vista desportivo, quer do cultural. É a primeira vez que vou participar num WMOC, mas sei que teremos vários milhares de atletas estrangeiros, habituados a grandes organizações, com excelentes terrenos, mapas e percursos, uma logística sem falhas, hospitalidade e condições atmosféricas a ajudar... Enfim, a mística e atmosfera das ocasiões especiais! Não se pode escamotear o facto de que se trata, provavelmente, de um dos maiores desafios organizativos que o desporto nacional já enfrentou, com a agravante da equipa depender, no essencial, do trabalho voluntário de inúmeros não profissionais destas lides. No entanto, os portugueses já deram, no passado recente, provas cabais de que estão à altura destas grandes ocasiões. É bom não esquecer que foi preciso vencer o concurso de candidaturas a esta prova e que o trabalho de organização já dura há vários anos. Além disso, temos vários aliados: o terreno (Pinhal de Leiria) é dos mais apreciados pela elite deste desporto (exigente do ponto de vista técnico e físico, mas não perigoso para a integridade física do atleta, ao contrário de outros), a equipa organizativa (a “nata” dos cartógrafos, planeadores de percurso e restantes organizadores dos principais clubes nacionais), a localização (para além das vastas áreas de pinhal, para lazer, a proximidade de tantas praias), a gastronomia (que dispensa comentários) e o clima (invejável). Só é pena que alguns dos nossos melhores veteranos, que poderiam dar luta aos estrangeiros, estejam envolvidos na organização.

2. Infelizmente, são bastante baixas... Para além da orientação não ter grande tradição no nosso país, sou professor universitário e este campeonato realiza-se, sempre, numa altura de exames, pelo que nunca pude participar em nenhum. Quando soube que este seria em Portugal, no ano em que mudaria de escalão (de H50 para H55) e que, pela primeira vez, haveria a modalidade de Sprint urbano, de que gosto muito e em que costumo ter bons resultados, alimentei algumas esperanças de poder vir a fazer algum brilharete (de qualquer modo, nunca mais que uma final B em Sprint). Contudo, para além de um ano com excesso de trabalho a nível profissional, tive uma época para esquecer em termos físicos: problemas sucessivos nas articulações dos pés e sacro-ilíaca, gripes e sinusite/alergias, que me impediram de seguir, sequer, um plano de treinos mínimo. De qualquer modo, vou tentar fazer o meu melhor, mas já me darei por satisfeito se conseguir evitar fazer alguma das duas últimas finais (ou seja, as finais dos últimos) de Sprint ou de Distância Longa. Já olhei para a lista de inscritos, no meu escalão, e os nomes que lá constam são bem elucidativos...
o

JOSÉ PERLEQUES
CPOC
M40

1.
Naturalmente espero que o WMOC 2008 seja uma grande festa da Orientação. Para Portugal é mais uma hipótese de divulgar a sua capacidade organizativa e dar a conhecer o seu magnífico clima e as suas gentes hospitaleiras.

2. Em relação à minha participação, os resultados desportivos estão em segundo plano. Iniciei a prática da Orientação há pouco mais de 1 ano e esta será mais uma prova para o meu currículo. Evidentemente que ninguém gosta de perder e portanto lá estarei para fazer o melhor resultado possível. Como não tenho qualquer pressão em termos competitivos… espero divertir-me bastante.



Se ainda não deixou o seu comentário aproveite para o fazer agora e diga-nos o que espera do WMOC 2008.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

o

JWOC 2008: A VEZ DOS MAIS NOVOS (V)


Terminamos hoje a apresentação dos nossos cinco representantes no Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre (JWOC 2008). E terminamos da melhor maneira, com Tiago Romão.

Grande certeza da Orientação nacional, Tiago Romão venceu o “ranking” nacional júnior 2007/2008 e sagrou-se campeão nacional absoluto (Pedra Bela, 25 de Maio). É o verdadeiro “chefe de fila” desta selecção e dá-nos a conhecer as suas expectativas em relação ao evento que se inicia já na próxima segunda-feira.

"O JWOC vai ter lugar num terreno muito desconhecido para os portugueses em especial, pois na Suécia existe um tipo de terreno muito característico do país e depois a cartografia é igualmente muito particular. É uma cartografia muito simplificada, o que obriga a uma navegação cheia de precauções. Eu, felizmente, tive a oportunidade de há 2 anos atrás ter estado na Suécia a treinar, assim como agora mais recentemente, estou num clube sueco (OK Klemmingen), o que me permitiu fazer um estágio em Maio nos terrenos Suecos. Contudo, se pensarmos que os principais juniores a nível mundial passam meses na Suécia a treinar, além de que o fazem há anos, fazendo com que até os próprios estrangeiros se sintam em casa, esta minha preparação não é nada. Além do mais, a época de Orientação em Portugal não está de todo enquadrada com as competições internacionais, o que faz com que a nossa participação seja já depois de uma muito longa época e vamos já bastante cansados e desgastados para estas competições.


A minha principal aposta vai para o Sprint. Este ano, apesar de não me sentir muito rápido, penso que sou capaz de fazer algo de bom, visto que o Sprint será em floresta e costumo dar-me bem neste tipo de prova. A entrada nos 20 primeiros seria excelente. Em relação à distancia média, sei que vai ser muito complicado, pois vamo-nos deparar com um terreno muito técnico e detalhado; contudo não vou baixar as expectativas e vou tentar ao máximo alcançar a Final A. A Longa é um prova muito complicada, pois vai ser além de bastante exigente tecnicamente, vai ser igualmente muito existente fisicamente, não só pelo desnível, mas principalmente pelo solo muito constituído por terreno pantanoso. Nas distâncias longas deste tipo são muito comuns os chamados "comboio", e este factor vai influenciar em muito a classificação final. Apanhar um "comboio" pode implicar uma excelente classificação; não apanhar e existir muitos outros a apanhar, pode significar uma muito má classificação. A Estafeta ainda não posso dizer se vou estar presente na mesma, uma vez que Portugal vai estar representado por 4 rapazes, e a equipa é apenas constituída por 3; logo, a constituição da equipa dependerá dos resultados obtidos nas outras provas."


Ao longo da próxima semana acompanharemos de perto o desenrolar da competição, na certeza duma excelente prestação da Andreia Silva, David Sayanda, Diogo Miguel, Jorge Fortunato e Tiago Romão e na expectativa de resultados francamente positivos.

Deixe aqui também os seus comentários e as palavras de apoio aos nossos campeões.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
o

quarta-feira, 25 de junho de 2008

10º GRANDE PRÉMIO DE ORIENTAÇÃO DO RA4


Integrado nas comemorações do Dia da Unidade do Regimento de Artilharia Nº 4 de Leiria, teve lugar no passado fim-de-semana o 10º Grande Prémio de Orientação do RA4, prova de Orientação Pedestre co-organizada pelo Regimento de Artilharia Nº 4 e Clube de Orientação do Centro. Constituído por 2 etapas pontuáveis para a Taça FPO Norte, o 10º Grande Prémio de Orientação do RA4 desenrolou-se no mapa de Pedreanes, no mesmo local onde se disputaram a Taça do Mundo 2000 e o Portugal O’Meeting 2002, com percursos projectados sobre Distância Longa.

Aproveitando a proximidade do Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre, a Organização procurou cativar os participantes dos escalões etários mais avançados - nomeadamente os veteranos portugueses e alguns estrangeiros que já se encontrem no nosso País -, apresentando um terreno de floresta similar àquele que se irá encontrar no WMOC. Um terreno absolutamente espectacular, é bom que se diga, numa área de dunas, com relevo detalhado, coberto por floresta de pinheiros, limpo ao nível da vegetação rasteira e a permitir uma fácil e agradável progressão. Um autêntico jardim, quase apetece dizer!



Responderam à chamada 262 participantes, distribuídos pelas provas abertas e escalões de competição (civis e militares). Refira-se, a título de curiosidade, que os escalões de veteranos registaram a participação de 95 atletas, dos quais 29 estrangeiros. O destaque vai para a vitória de Pedro Nogueira (ADFA) na elite masculina, enquanto Susana Pontes (CPOC) dominou a elite feminina. Depois da vitória em Arraiolos na semana passada, Pedro Nogueira voltou a demonstrar o seu bom momento de forma, sendo este triunfo o somatório de dois segundos lugares, nas etapas de sábado e domingo, cujos vencedores foram Celso Moiteiro (COC) e Diogo Miguel (Ori-Estarreja), respectivamente. Susana Pontes também se viu ultrapassada por Lídia Magalhães (ADFA) na etapa de sábado, rectificando no domingo com uma saborosa vitória que lhe permitiu, no cômputo geral, subir ao lugar mais alto do pódio.

Quanto aos restantes vencedores, a lista é a seguinte: Infantis – Diana Silva (COC) e Marcelo Aguiar (Ori-Estarreja); Iniciados – Inês Domingues (COC) e João Ferreira (TST); Juvenis Masc. – João Costeira (Ori-Estarreja); H/D 21 A – Elisabete Dinis (GCF) e Carlos Torrejón (Tjalve); H/D 21 B – Sandra Gonçalves (GCF) e Ricardo Vieira (GCF); H/D 35 A – Anabela Vieito (COC) e João Casal (Ori-Estarreja); H/D 40 A – Judith Chekler (COC) e Santos Sousa (ADFA); H 45 A – Rimantas Maldaikis (Individual); H 50 A – Eddie Harwood (Moravian); H/D 55 A – Sue Hands (WIM) e Tim Sands (BAOC); OPT 1 – Bruno L. + Sónia L. (Ori-Estarreja); OPT 2 – Vítor Agostinho (Individual); OPT 3 – Fidel Conde (Individual) – Militar M/F – 1º Sarg Maria Pereira (GAC / Brig Mec) e Sold Ramos (RA4).
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[fotos gentilmente cedidas por Jorge Dias. Veja reportagem completa em http://picasaweb.google.pt/JorgeCorreiaDias]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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JWOC 2008: A VEZ DOS MAIS NOVOS (IV)


Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre (WMOC) e Campeonatos do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre (JWOC), concitam interesses e repartem as atenções. Portugal e a Suécia irão recebê-los ao longo da próxima semana e o Orientovar mantém-se focado em ambos.

Nas últimas três crónicas registámos os depoimentos de outros tantos atletas portugueses presentes no JWOC 2008 e aproveitámos para apresentar o evento, a cidade e os palcos onde as provas se irão disputar. Antes de darmos a palavra ao quarto atleta português, Jorge Fortunato, vejamos o que Gotemburgo tem para oferecer durante o período de 29 de Junho a 7 de Julho.

A Organização do JWOC reservou o dia 4 de Julho (sexta-feira) para conhecer a cidade e os arredores. Entre as inúmeras possibilidades de excursões, destaque para um passeio às ilhas que compõem o Arquipélago de Gotemburgo, uma visita à Fortaleza New Älvsborg, um passeio de barco pelos canais e pelo porto de Gotemburgo ou a visita ao Universeum, parque de tecnologia e ciência viva, e ao parque de diversões Liseberg. Mas há muito mais, para aqueles que, “por sua conta e risco”, queiram partir à descoberta da cidade: Nos jardins de Gotemburgo há eventos para todos os gostos, do Tributo a Lineu (Jardim Botânico) a uma prova de morangos (Trädgardsföreningen); pode dar-se uma vista de olhos pelo Slottsskogen Zoo; e, para os verdadeiros aficionados, há ainda esse extraordinário concerto de Bruce Springsteen, nos dias 4 e 5 à noite, no Estádio Ullevi.


Passemos então a Jorge Fortunato. Fazendo com David Sayanda e Diogo Miguel um trio de luxo, autêntica bandeira da qualidade e do trabalho do Clube Ori-Estarreja, Jorge Fortunato foi o 3º classificado do “ranking” júnior de Orientação Pedestre, com uma média de 97,9 pontos. O seu final de época foi absolutamente fantástico e chegou a fazer sensação na final do Campeonato Nacional Absoluto, onde esteve muito perto de se sagrar vencedor.

Deixemos que seja o próprio a contar o que dele se pode esperar no JWOC 2008: “À partida parece uma questão simples de responder, mas pensando bem não o é, de facto. Esta época tem sido de grandes mudanças... Com o início da Faculdade, a minha rotina tornou-se muito diferente e no início foi difícil adaptar-me e até mesmo encontrar espaço no meu horário para treinos e isso reflectiu-se nos meus resultados. Com o tempo descobri que o essencial é a organização e concentração em cada coisa que fazemos e a partir do momento em que me juntei a um grupo de treino matinal as coisas começaram a compor-se até ao meu grande final de época.

Estou por isso muito motivado, mas quanto à confiança até prefiro o contrário. A competitividade de um JWOC é completamente diferente daquilo que alguma vez vi e tenho noção da qualidade técnica e física dos meus adversários. No entanto, os resultados do EYOC do ano passado deixam-me a pensar que nós os 4 podemos ir mais além! Gostava por isso de conseguir mostrar que deve haver apoio aos jovens e que nunca os devemos subestimar, porque afinal de contas são estes que podem garantir a evolução da nossa modalidade!!! Penso, por isso, que se pode esperar de mim, sobretudo, empenho e concentração; e tudo o que vier para além disso é positivo!"

Amanhã encerraremos a apresentação dos “cinco magníficos” com Tiago Romão.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

o

terça-feira, 24 de junho de 2008

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (III)


A História faz-se de verdades, de meias-verdades e (até) de inverdades. Que o diga eu e todos quantos, como eu, beberam a nossa História pelas cartilhas do Estado Novo.

Era conhecida como a “Escola do Quartel” por funcionar no edifício que albergara o extinto 3º Batalhão do Regimento de Infantaria 24. Na austeridade das suas salas, no desconforto dos desabrigados corredores e na insalubridade das suas latrinas, aprendi as primeiras letras e acrescentei pedaços importantes de vida àquilo que hoje sou. As recordações que conservo não são as mais gratas, da dureza dum “professor à moda antiga” aos rosários de matéria que nos faziam desfiar serras de Portugal Continental e linhas de caminho-de-ferro de Moçambique, a par de advérbios de modo ou elementos de geometria. Mas havia excepções...

A História era como que um oásis no meio de imensos desertos de ideias. É que, à volta da História, havia sempre uma infinidade de histórias que nos faziam rir ou nos arrepiavam, nos investiam em cavaleiros temerários ou em miseráveis escravos, nos levavam aos confins da Índia ou nos embrenhavam na selva amazónica. Histórias que faziam apelo à nossa imaginação, apesar de condicionados por essa espécie de fatalidade de “dar novos mundos ao mundo”. Sentíamos como nossas as cacetadas que a Padeira de Aljubarrota zurzia nos castelhanos, ajudávamos o Luis Vaz de Camões a salvar o manuscrito de “Os Lusíadas” desse terrível naufrágio, admirávamos a bravura de Martim Moniz entalado nas portas do Castelo de S. Jorge ou embarcávamos no “Lusitânia” atravessando o Atlântico com Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Uma das mais fantásticas era (e é!) a do Rei D. Dinis (1261 – 1325), por cognome “O Lavrador”. Foi o sexto rei de Portugal, governou durante 46 anos e, segundo a lenda, foi ele quem mandou plantar o Pinhal de Leiria, acompanhando e dirigindo os trabalhos indispensáveis até à conclusão da sementeira da enorme área por ele determinada.

Porém, também aqui a História se faz de verdades, de meias-verdades e de inverdades. O pinhal já existiria muito antes. Se tinha pinheiro bravo não se pode afirmar, mas seguramente era composto por pinheiro manso (pinus pinea). Que foi D. Dinis quem deu grande importância à sua existência e, possivelmente, terá reintroduzido sistematicamente o pinheiro bravo como cultura principal, é uma hipótese a considerar. Ao certo, sabemos que foi este rei quem manteve a maior ligação com a região, estabelecendo-se durante bastante tempo no Castelo de Leiria e mandando drenar os campos alagados do Lis (Campos de Ulmar). Assim como é igualmente verdade que ainda hoje terras como Monte Real guardam abundantes provas da sua presença e da de sua esposa, a Rainha Santa Isabel. Por aqui nasceu, foi explorado e ordenado o Pinhal de Leiria que, pelos tempos fora, constituiu uma das principais fontes fornecedoras das madeiras para a construção das embarcações com que Portugal lançou a gesta dos Descobrimentos.

É esse mesmo Pinhal de Leiria que, sete séculos depois, será palco do maior evento de Orientação jamais levado a cabo no nosso País, o WMOC 2008.

Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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JWOC 2008: A VEZ DOS MAIS NOVOS (III)


De malas aviadas para Gotemburgo, na Suécia, a representação nacional portuguesa nos Mundiais de Juniores de Orientação Pedestre leva na bagagem fundadas esperanças. O nosso eleito de hoje, Diogo Miguel, é um dos responsáveis pelo espírito de confiança que se respira no seio do grupo, já que sobre ele pesa o título europeu de jovens de Sprint, conquistado em 2007, em Eger (Hungria).

As previsões meteorológicas não são particularmente animadoras, pelo menos no que aos primeiros dias de provas deste JWOC 2008 diz respeito. Tempo encoberto, chuva fraca ou chuvisco e temperaturas a rondar os 15ºC é o que espera os cerca de 250 concorrentes. A prova de Sprint terá lugar em Ruddalen, uma zona de recreio dotada dum grande número de instalações desportivas, a 4 km do Centro do Evento. O terreno é um misto de zona rural, parque e floresta. As chegadas situam-se num campo de futebol. Anggardsbergen, uma zona particularmente procurada para recreação, a cerca de 6 km do Centro do Evento, recebe a prova de Distância Média. O terreno apresenta, em geral, boa visibilidade e as chegadas situam-se na Carreira de Tiro de Högsbo.

A prova de Distância Longa (mapa de Partille-Gunnilse, na foto) situa-se nos subúrbios a leste de Gotemburgo, a cerca de 20 km do Centro do Evento. O terreno é pontuado por colinas suaves, apesar de algumas delas poderem atingir os 100 metros de desnível. A floresta de pinheiros é a nota dominante nas zonas mais altas, onde se pode desenvolver uma boa corrida; ao contrário, vegetação rasteira marca as zonas de vale, onde não será tão fácil a progressão. As provas de Estafeta decorrerão também numa área a cerca de 20 km do Centro do Evento, com características similares às da prova de Distância Longa, proporcionando boa visibilidade e progressão.


Deixando de parte os terrenos onde se irão desenrolar as provas deste JWOC, passamos agora a palavra a Diogo Miguel, atleta do Ori-Estarreja, 2º classificado no “ranking” nacional de juniores com uma média de 98,0 pontos nos percursos a contar para o total: “Vai ser a minha primeira participação no JWOC e sei que irá ser muito diferente do EYOC, com um nível qualitativo muito superior. O título de Campeão Europeu que conquistei em 2007 deve criar mais responsabilidades aos outros e sei que esperam mais de mim do que eu próprio. As aulas já terminaram e tenho agora mais tempo para treinar. Sinto que estou melhor agora do que estive ao longo da época e estou a melhorar de treino para treino. Consigo raciocinar mais rapidamente, em termos físicos também tenho progredido e quando chegarmos ao JWOC penso que estarei numa forma muito aceitável. A minha aposta será na Distância Média e no Sprint, apesar de este último ser em terrenos fora da cidade e essa não ser bem a minha especialidade. Vamos a ver… Aquilo que posso dizer neste momento é que vou procurar fazer o meu melhor.”

Prosseguiremos amanhã com o nosso quarto convidado, Jorge Fortunato.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

O

segunda-feira, 23 de junho de 2008

JWOC 2008: A VEZ DOS MAIS NOVOS (II)


A uma semana do início do Campeonato Mundial de Juniores de Orientação Pedestre (JWOC 2008), continuamos a dar a conhecer os atletas que representarão Portugal na competição. Depois de Andreia Silva, é chegada a vez de David Sayanda.

Organizado pelo clube sueco Göteborg – Majorna OK, o JWOC 2008 tem em Mats Jodal o seu Director, sendo Supervisor Internacional o norueguês Kjell Blomseth. A abertura do Centro do Evento está marcada para o dia 29 de Junho mas a vertente competitiva só se iniciará no dia seguinte, com a Prova de Sprint, a disputar entre as 12:30 e as 16:00 (hora local). A Cerimónia de Abertura desde JWOC terá lugar pelas 20:30, no Parque Liseberg, decorrendo igualmente a Cerimónia de Entrega de Prémios da Prova de Sprint.

As provas de qualificação de Distância Média terão lugar na manhã do dia 2 de Julho, estando as finais marcadas para o início da tarde do dia seguinte, às quais se seguirá a Cerimónia de Entrega de prémios. Após um dia de pausa, terá lugar a Prova de Distância Longa, entre as 9:00 e as 15:00 do dia 5 de Julho. A Cerimónia de Entrega de prémios realizar-se-á na Arena, logo após os final das provas. O último dia de provas será dedicado às Estafetas, com início a partir das 9:30. A Cerimónia de Entrega de prémios está marcada para as 12:30 logo seguida da Cerimónia de Encerramento. Um banquete seguido de “soirée” dançante, que se estima memorável, dará as despedidas aos participantes deste JWOC.


Quanto à representação portuguesa, prosseguimos hoje com as declarações de David Sayanda. Acabado de chegar ao escalão júnior, o atleta do Ori-Estarreja bateu-se de igual para igual pelo primeiro lugar no “ranking”, acabando com uma média de 96,9 pontos em 100 no que aos percursos que contam para o total diz respeito. Foi o 4º classificado num “ranking” apertado como nunca e é com inteiro mérito que vê carimbado o seu passaporte para Gotemburgo.

Relativamente àquilo que dele podemos esperar no JWOC, deixemos que seja o próprio a falar: “Eu penso que podemos esperar uma participação com o intuito de conviver, divertir, mas essencialmente de aprendizagem. Não crio expectativas pois de longe me encontro ao nível dos atletas estrangeiros! Ainda sou novo, tenho tempo, vou tentar aproveitar toda a experiência ao máximo, para mais tarde ela se poder reflectir noutras importantes competições estrangeiras. Com tudo isto dito, claro que não dispenso uma boa classificação.”

Vamos todos esperar que os objectivos de David Sayanda sejam plenamente atingidos e que encontre na grande festa da Orientação internacional júnior o estímulo necessário para se superar e nos dar uma grande alegria.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
O

WMOC: A HORA DOS PORTUGUESES (VII)


Com todo este fervilhar em torno do WMOC, o Orientovar continua a publicação das impressões e expectativas de alguns dos nossos atletas que marcarão presença no evento. Para tal, ouvimos mais quatro atletas em duas questões muito simples:

1. O que podemos esperar do WMOC 2008?

2. Quais as expectativas quanto à sua prestação pessoal?

Vejamos o que têm para nos dizer.


JOÃO CASAL
ORI-ESTARREJA
M40

1.
Não tenho qualquer dúvida que vai ser um dos melhores WMOC'S de sempre, quer pelos terrenos em si, quer pelo excelente trabalho desenvolvido pela FPO nos últimos anos e, principalmente, pelas pessoas que estão à frente deste grande evento. Resta-me pedir a todos quantos se aventuram pela leitura destas singelas palavras que não hesitem e marquem presença neste grande evento pois não vão dar por mal empregue o seu tempo.

2. Ganhar… Experiência. Ganhar… Novos amigos. Ganhar… Saúde e tudo o mais que a Orientação nos proporciona. A este nível é difícil de competir pois a vertente técnica está muito aquém da maioria dos atletas presentes (principalmente os nórdicos) mas, para colmatar esta lacuna tenho trabalhado bastante a parte física. Todos sabemos que ir a uma final A é a ambição de muitos atletas e eu estaria a mentir se dissesse que não era o meu caso. No entanto, tudo vai depender dos atletas presentes.


JOSÉ RITO
COALA
M55

1.
Do WMOC 2008 podemos esperar um acontecimento desportivo muito importante para a divulgação da Orientação e do nosso País. Este evento irá também permitir aos atletas nacionais a oportunidade de conviver com as grandes estrelas da Orientação a nível Mundial.

2. Quanto à minha prestação pessoal, esta não se prende com a obtenção de nenhuma classificação de especial destaque mas com a motivação e participação no maior evento desportivo da Orientação alguma vez realizado em Portugal.


LUIS TENREIRO
COC
M35

1.
Penso que o WMOC2008 vai ser um êxito organizativo. Após um arranque algo turbulento (recordo que inicialmente era um projecto de apenas 4 clubes) penso que foi encontrado um modelo de organização com pessoas de muita categoria em que praticamente todos os clubes têm gente envolvida, com a Federação à cabeça. Está-se a assistir a uma coisa rara no nosso país que é todos a puxar para o mesmo lado. Assim, estão reunidas todas as condições para o WMOC2008 ser um êxito. Penso que a Orientação em Portugal vai ficar dotada de melhores meios logísticos o que é sempre bom para o desenvolvimento da modalidade. A juntar à capacidade organizativa temos uma zona de mapas de muito boa qualidade que estou certo que, com o trabalho dos bons cartógrafos que temos, todos os orientistas sairão de Portugal satisfeitos. A juntar a isto temos praia e sol.

2. Os meus objectivos são modestos em termos desportivos. Correr o mais que possa e fazer o que todo o orientista tenta e persegue, mas poucas vezes se consegue: fazer provas limpas e sem (ou com poucos) erros. Vou tentar passar uma semanada de Orientação e desfrutar ao máximo. As boas classificações deixo para o meu amigo e companheiro de clube Joaquim Sousa que tenho a certeza que vai fazer grandes resultados.


ANA CARREIRA
INDIVIDUAL
W55

1.
Espero que o WMOC 2008 mostre que, em Portugal, continua a haver capacidade para organizar este tipo de eventos, com muita qualidade e disponibilidade para receber todos aqueles atletas e acompanhantes que têm confiado em nós. Por outro lado, espero que seja realmente um grande acontecimento desportivo que nos faça recordar com saudade tudo aquilo que se passou durante o mesmo. Estou confiante na equipa organizadora que já deu mostras de grande competência, portanto será, com certeza, um grande evento de orientação.

2. Em relação à minha prestação pessoal, espero o mesmo de sempre, ou seja, mais um desafio feito devagar e passo certo para chegar ao fim de cada percurso sem grandes problemas físicos, e assim me manter preparada para o percurso seguinte. Aliás, como bem sabem todos os companheiros deste desporto, é muito difícil alguém conseguir apanhar-me a correr. De resto, e principalmente quando está calor, é ver-me a andar o mais depressa que posso à procura da sombra duma qualquer árvore que exista no percurso, a fim de descansar um pouco e estudar o mapa para a etapa seguinte. Quanto à classificação, não é importante! Porque me inscrevi? Enquanto puder, não falho uma prova de Orientação!


Deixe aqui também os seus comentários e diga-nos o que espera do WMOC’08.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

O

domingo, 22 de junho de 2008

JWOC 2008: A VEZ DOS MAIS NOVOS (I)


Andreia Silva, David Sayanda, Diogo Miguel, Jorge Fortunato e Tiago Romão. Cinco jovens esperanças da Orientação nacional a quem foi confiada a responsabilidade de representar o nosso país no Campeonato Mundial de Juniores de Orientação Pedestre (JWOC 2008). A partir de hoje, e ao longo dos próximos dias, o Orientovar dará a conhecer as expectativas dos nossos representantes, aproveitando para fazer, simultaneamente, o lançamento da competição.

Terá lugar em Gotemburgo (Suécia), de 29 de Junho a 7 de Julho, o Campeonato Mundial de Juniores de Orientação Pedestre (JWOC 2008). África do Sul, Alemanha, Austrália, Áustria, Bielorrússia, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Republica Checa, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Eslovénia, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Holanda, Hong Kong, Hungria, Irlanda do Norte, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Portugal são os países representados.

Gotemburgo é a segunda maior cidade da Suécia. Situada na costa oeste, no estuário do rio Göta Älv, Gotemburgo é uma cidade com cerca de meio milhão de habitantes. Facilmente acessível, servida por uma vasta gama de meios de transporte, a cidade é igualmente conhecida graças ao número e à qualidade dos eventos desportivos que, regularmente, aí têm lugar. Para além duma vasta oferta cultural, onde pontificam atractivos museus, Gotemburgo oferece ainda um dos maiores parques de diversões da Europa, o Parque Liseberg. Para saber mais sobre Gotemburgo, clique
aqui.
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Quanto aos nossos atletas, começamos por apresentar Andreia Silva, a nossa única representante feminina na competição. Trata-se duma escolha óbvia, já que a atleta do COC dominou por completo o “ranking” júnior da Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2008, terminando com nota máxima na média dos melhores percursos.

No que à sua participação diz respeito, pressente-se nas palavras de Andreia Silva, apesar do pragmatismo, uma certa dose de optimismo e confiança: “Fazendo uma retrospectiva aos resultados obtidos por Portugal em Campeonatos do Mundo de Juniores de Orientação, as probabilidades não jogam muito a nosso favor. Mas também, ultimamente, tivemos oportunidade de ver resultados para Portugal que não esperávamos que acontecessem, pelo menos num tão curto espaço de tempo. Assim, e no que à minha participação diz respeito, penso que, se em alguma das 3 provas (longa, media e sprint) conseguir ficar entre as 55 primeiras classificadas (actualmente estão 105 inscritas) será um resultado excepcional (não sei qual foi o melhor resultado feminino num JWOC). Acima de tudo espero chegar ao fim de cada prova, poder dizer que realmente não poderia ter feito melhor e ver o lugar que consigo obter com essa performance.”

Estamos confiantes que Andreia Silva tem todas as possibilidades de superar as expectativas e brindar-nos com um grande resultado que, certamente, estará ao seu alcance.
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Saudações orientistas.
o
JOAQUIM MARGARIDO
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CRÓNICAS DO WMOC 2008 (II)


O RELATIVO VALOR DAS COISAS

Em abstracto, projectar algo que nos é querido sem o devido distanciamento afectivo pode fazer com que a sua percepção seja mais aparente do que real. É a relatividade aplicada ao valor das coisas. Ou de como, ao menor descuido, damos connosco a encarnar a fábula da “mãe coruja”.

Folheio a imprensa diária e nada. Nem sequer os desportivos dedicam uma linha ao assunto. Depois lembro-me que alguns jornais de maior expressão têm edições regionais e faço uma pesquisa na “net”. O mesmo desapontamento face à ausência de resultados. Da imprensa regional e local também não encontro eco e não tenho ilusões quanto a ecos futuros. A Conferência de Imprensa de apresentação formal do Campeonato do Mundo de Orientação de Veteranos (WMOC) 2008 passou à margem das atenções gerais.

Não estamos perante uma novidade. Com os interesses ainda e sempre voltados para o Campeonato Europeu de Futebol, como que tudo se desvanece. Da política à economia, da cultura ao desporto. Uma parte do nosso património colectivo é secundarizada e o relativo torna-se mais relativo ainda. E nem mesmo uma mesa representada ao mais alto nível chega para atrair as naturais atenções; mas isto sou eu a dizer, investindo-me no papel de “mãe coruja” que, para o que é seu, reclama outras e melhores atenções

Permitam-me, contudo, que confesse o meu desencantado face ao tratamento da imagem deste WMOC. Terá o Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Orientação, neste caso concreto, algumas responsabilidades. Demasiado confiante ou demasiado alheado das realidades, pareceu-me incapaz de colmatar as previsíveis falhas, fazendo distribuir por todas as redacções o necessário Comunicado de Imprensa com a brevidade que se impunha (aliás, quase 48 horas após a Conferência de Imprensa, continuamos à espera).

Mas não se ficam por aqui as situações em que a imagem do WMOC podia ser tratada com outra atenção. Talvez a página oficial pudesse ter outro visual e ser mais funcional. Talvez a sua abertura pudesse dar a ver o “spot” publicitário e os interessados terem acesso aos vídeos promocionais que passaram na televisão. Talvez pudéssemos ouvir ali o hino oficial, da autoria dos “The Gift”, aproveitando para nos irmos familiarizando com ele. Talvez o próprio cartaz, verdadeira imagem de marca do evento, pudesse conter, de forma explícita, a palavra “Orientação”. Talvez…

Concedo que alguns possam ver nestas minhas palavras uma certa dose de zelo excessiva. Concedo que se refiram a pormenores cujo valor é relativo. Há aspectos seguramente mais importantes cujo exímio tratamento asseguram o pleno êxito deste WMOC. Há muito tempo, porém, que andava para dizer isto.


Pronto, está dito!

JOAQUIM MARGARIDO


sábado, 21 de junho de 2008

CRÓNICAS DO WMOC 2008 (I)


UM ABRAÇO A PORTUGAL

Um abraço, na sua essência mais pura, é uma prova de amizade, uma prova de amor. Na franqueza do gesto há toda uma aura de entrega e despojamento. É o dar - o dar-se! -, muito mais que o receber, verdadeira coreografia dos afectos que se estende para lá de nós próprios como símbolo da fraternidade universal.

“Você é que é o Joaquim Margarido?” Foi mais ou menos nestes termos que se dirigiu a mim e, quase sem me dar tempo para responder, estreitou-me num caloroso abraço, trazendo outro brilho à fria manhã da Pedra Bela e selando assim uma amizade há muito descoberta mas nunca antes "formalizada". As breves palavras que se seguiram, reconfortantes, estimulantes, surgiram amplificadas pelo significado do gesto. E aquele abraço ficará gravado para sempre nos anais das minhas mais gratas recordações.

O WMOC está aí, já ao virar da esquina. Muito mais do que a vertente desportiva e a nossa capacidade de afirmação organizativa, neste momento é o aspecto social e cultural que me fascina e prende a minha atenção. A uma semana do seu início, não posso deixar de ver “o maior evento de Orientação jamais realizado no nosso país” como uma oportunidade única de mostrarmos, uma vez mais, a profunda hospitalidade e a sincera estima que demonstramos por todos quantos nos procuram, por todos aqueles que vêm dar um abraço a Portugal.

Penso naqueles que ultimam preparativos para encetar a viagem, naqueles que estão a caminho e naqueles que já por cá se encontram, gozando as delícias das nossas praias e do nosso sol, neste Verão acabadinho de entrar. E que são muitos. Tantos, que não consigo alcançar a sua ordem de grandeza. Mas que, para mim, só podem significar uma coisa: uma semana de festa! A qual, sendo breve, será seguramente intensa, repleta de momentos de partilha, de amizade, onde se quebram barreiras e se esbatem diferenças.

E penso também na admiração, no reconhecimento e na cumplicidade que existe neste meio verdadeiramente fantástico da Orientação. Onde todos se cruzam e se cumprimentam, as mais das vezes com um abraço. Por mim, é isso que farei, sempre que a oportunidade surgir. A começar pelo meu amigo Manel…

Um abraço.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 20 de junho de 2008

VENHA CONHECER... OLGA PIRROLAS


Chamo-me… OLGA Alexandra Chinita PIRROLAS
Nasci no dia… 06 de Maio de 1977, em Beja
Vivo em… Setúbal
A minha profissão é… operadora
O meu clube… SR S. Pedro da Gafanhoeira
Pratico orientação desde… há 2 anos

Na Orientação…

A Orientação é… descobrir os pontos, entre pedras e buracos!
Para praticá-la basta… orientarmo-nos!
A dificuldade maior é… manter orientado o mapa!
A minha estreia foi… no Gerês, foi muito complicado!
A maior alegria… ganhar!
A tremenda desilusão… ter desistido no Vale da Silvana!
Um grande receio… que me perca… ou que parta uma perna!
O meu clube é… uma alegria!
Competir é… divertir!
A minha maior ambição é… chegar em primeiro lugar!

… como na Vida!

Dizem que sou… desorientada!
O meu grande defeito é… ser teimosa!
A minha maior virtude é… ser paciente!
Como vejo o mundo… de forma positiva!
O grande problema social… falta de sociabilidade!
Um sonho… não tenho!
Um pesadelo… a morte!
Um livro… “O Código Da Vinci”!
Um filme… assim de repente..!
Na ilha deserta não dispensava… nunca me vi nessa situação!


Na próxima semana venha conhecer Nuno Almeida.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 19 de junho de 2008

WMOC: A HORA DOS PORTUGUESES (VI)


A pouco mais de uma semana do evento, o Orientovar continua a dar a conhecer as impressões e expectativas de alguns dos nossos atletas que marcarão presença nos Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre (WMOC’08).

Para tal, colocámos a cada um deles, duas questões muito simples:

1. O que podemos esperar do WMOC 2008?

2. Quais as expectativas quanto à sua prestação pessoal?

É chegada “A HORA DOS PORTUGUESES!”



CARLOS RABAÇA
INDIVIDUAL
M50

1.
Espero que o WMOC seja um encontro, ao mais alto nível, de companheiros e praticantes desta modalidade e uma oportunidade de convívio e de troca de experiências.

2. A minha prestação pessoal será de acordo com a minha preparação física (fraca) e a minha técnica (rudimentar). Espero não ser o último do meu escalão!!! O meu maior interesse será partilhar o espírito de um Campeonato do Mundo.


PAULA NÓBREGA
ORIMARÃO
W35

1.
Conhecendo a realidade da Orientação em Portugal e sabendo do valor das pessoas que estão à frente da Organização, não tenho dúvidas quanto ao êxito do WMOC. E também estou certa que um evento desta dimensão irá atrair a atenção da Comunicação Social e constituirá uma forte promoção e divulgação da modalidade.

2. Vou para fazer o que faço normalmente, o melhor que sei e sou capaz de fazer. Mas vou essencialmente para aprender e para me divertir. Não sou muito competitiva e não tenho grandes expectativas. Alias, nem penso muito nisso. O meu treinador é que planifica e ele é que pensa nessas coisas. Eu concentro-me no que faço no dia-a-dia e o que sair nas provas será o somatório desse trabalho diário.


PAULO FERNANDES
AA LEBRES DO SADO
M35

1.
Do WMOC 2008 que irá decorrer em breve em Portugal o mínimo que podemos esperar é o TOTAL SUCESSO, face à completa disponibilidade dos meios federativos e dos principais clubes em oferecer uma Organização exemplar aos atletas estrangeiros que nos visitarem (em detrimento de toda uma época em termos nacionais - recorde-se a falta de rankings, a qualidade de algumas provas e a anulação de outras, etc...).

2. As minhas expectativas são bastante contidas, dado que tenho plena consciência das minhas limitações a nível físico (ai os quilitos...) e a nível técnico (ainda estou a ganhar experiência...). Assim, tudo dependerá da qualidade dos atletas estrangeiros e das suas prestações. De toda a forma, estou optimista. Esta época no meu escalão "H VET1B" já conquistei vários lugares de honra na Taça FPO Sul (dois 3ºs, um 2º e um 1º lugar), o que contribuirá sem dúvida para o factor "motivação", o qual também tem a sua importância no resultado final. Concluindo, esta será sem dúvida uma oportunidade (única ?) de participar num grande evento a nível mundial, além de que este se realiza no nosso fantástico País que tão boas condições possui para a prática da modalidade de que tanto gostamos. Só por isso já valia a pena a participação.
O

ANTÓNIO AGUIAR
ORI-ESTARREJA
M45

1.
O Campeonato do Mundo de Orientação em Portugal é para nós um sinal de que a modalidade está a crescer e que somos capazes de organizar provas com qualidade. Temos bons mapas, bom clima e bons técnicos. É também a oportunidade que temos de mostrar a todos que há mais desporto para além do futebol e que atrai muitos estrangeiros ao nosso país.

2. Sinto-me orgulhoso por poder representar o nosso país e o meu clube, o ORI (Clube de Orientação de Estarreja) e espero partilhar experiências, adquirir novos conhecimentos, chegar ao último dia e sentir que aproveitei uma oportunidade que posso não voltar a ter.



Deixe aqui também os seus comentários e diga-nos o que espera do WMOC’08.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

ARRAIOLOS: O TAPETE ESTEVE NA RUA


Riquíssima pela suas belezas naturais e paisagísticas, a vila de Arraiolos é detentora dum vasto património edificado onde avultam as ruínas romanas de S. João do Campo e o Castelo altaneiro na colina sobre a povoação. Mas Arraiolos é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o seu mais genuíno artesanato: o TAPETE DE ARRAIOLOS.

O mais representativo artesanato do concelho, conhecido internacionalmente, deu o mote a uma iniciativa de grande importância na promoção desta verdadeira imagem de marca de Arraiolos. Conjunto de manifestações de ordem cultural - com a realização de exposições, espectáculos e colóquios - “O Tapete está na Rua” fez do Centro Histórico, recentemente recuperado e valorizado, um espaço/montra para divulgação de um património que urge salvaguardar, defender e divulgar.

Foi neste contexto que teve lugar a primeira edição de “O Tapete Está na Rua”, prova de Orientação a contar para a Taça FPO Sul. Organizado conjuntamente pela Sociedade Recreativa S. Pedro da Gafanhoeira e pela ADFA – Associação Deficientes Forças Armadas, o evento decorreu ao longo do passado fim-de-semana e incluiu uma prova de Distância Média e uma prova de Distância Longa, em mapas novos junto à aldeia de S. Pedro da Gafanhoeira. Houve ainda lugar à disputa duma prova de Sprint Urbano, em plena vila de Arraiolos, com partidas e chegadas junto à Câmara Municipal e passagem pelo Castelo.


Pedro Nogueira e Ana Coradinho triunfantes

Pedro Nogueira (ADFA) foi o grande vencedor no escalão Elite Masculina, levando a melhor nas três provas disputadas. A boa prestação de Paulo Franco (AA Mafra) nas duas provas de sábado, deixou tudo em aberto para a prova de Distância Longa; mas aqui Franco soçobrou, perdeu 11:29 para o seu adversário e acabou por ter de se contentar com o segundo lugar. Domingos Martins (GD4 Caminhos) concluiu na 3ª posição. Na Elite Feminina, Ana Coradinho fez “as honras da casa” e subiu ao lugar mais alto do pódio após domínio avassalador nas três etapas. Este facto é tanto mais significativo quanto Ana Coradinho é uma atleta ainda em idade juvenil. Sandra Rodrigues e Lídia Magalhães, ambas da ADFA, quedaram-se nas posições imediatas.

Outros vencedores - Infantis: Gonçalo Pirrolas (SRSP Gafanhoeira) e Ana Anjos (SRSP Gafanhoeira); Iniciados: Luís Silva (ADFA) e Teresa Maneta (SRSP Gafanhoeira); Juvenis: João Salgado (SRSP Gafanhoeira) e Rita Rodrigues (SRSP Gafanhoeira); Juniores: Mariana Moreira (CPOC) e Tiago Gingão Leal (SRSP Gafanhoeira); Jovens B – Mareta Tira-Picos (SRSP Gafanhoeira) e João Varela (SRSP Gafanhoeira); H/D 21A – Ana Porta Nova (CPOC) e Filipe Dias (AA Mafra); H/D 21 B – Olga Pirrolas (SRSP Gafanhoeira) e André Eusébio (AA Mafra); H/D 35A – Vanda Vargas (COA) e Manuel Dias (Individual); H/D 40A – Alexandra Coelho (CPOC) e Rui Almeida (AA Mafra); H/D 45A – Helena Lopes (CIMO) e José Moura (Clube EDP); H/D 50A – Ana Carreira (Individual) e Júlio Martins (Clube EDP); H55A – Acácio Porta-Nova (Individual); H60A – Amílcar Roberto (AA Mafra); Veteranos I B – Isabel Barra (SRSP Gafanhoeira) e Paulo Fernandes (AA Lebres Sado); Veteranos II B – Maria Adelaide (SRSP Gafanhoeira) e Custódio Sebastião (SRSP Gafanhoeira); OPT 1 – Joana + Paula (SRSP Gafanhoeira); OPT 2 – Rita Andrade + José Santos (Individual); OPT 3 – Eugénio Sousa + Nair Almeida (Individual).

[consulte os Resultados Completos em http://www.srgafanhoeira.pt/ter08/resultados.html]


Tiago Aires faz o balanço


Em exclusivo para o Orientovar, Tiago Aires, responsável máximo pela turma da SRSP Gafanhoeira, aceitou comentar o evento.

Seria possível contextualizar este evento no âmbito das festividades do concelho de Arraiolos?

TIAGO AIRES (T.A.) - Em duas semanas de intensa actividade cultural, não poderia faltar a Orientação num concelho onde recentemente nasceu a Escola de Modalidade de Orientação. Organizou-se assim a primeira prova de Orientação inserida nas festividades de "O Tapete Está na Rua" do concelho de Arraiolos. Como a SRSP Gafanhoeira, através da sua escola de modalidade de Orientação, ainda não podia organizar eventos integrados na prova da Taça FPO, teve o apoio da ADFA na candidatura e na organização deste evento.

Como é que avalia a resposta dada a este verdadeiro desafio – mais um! – de três provas em dois dias?

T.A. - O evento propriamente dito começou no dia 14 de Junho pelas 11 horas da manhã. O mapa utilizado situava-se junto a S. Pedro da Gafanhoeira. O terreno possuía detalhes rochosos, de vegetação e de relevo. A parte final dos percursos passava por uma zona mais humanizada, junto ás hortas da Gafanhoeira onde existem muitos muros, para por fim, passarem pela aldeia da Gafanhoeira onde terminavam a prova.


Da parte da tarde, pelas 17h30, realizou-se uma prova em plena vila de Arraiolos perante centenas de pessoas, tapetes, feira do livro, gastronomia, concertos, espectáculos nas ruas, o que ainda deu mais entusiasmo ao evento de orientação. As partidas estavam situadas junto ao palco central. Todos os percursos passavam pelo castelo. Foi fantástico ver os atletas a passar pelas ruas cheias de actividades e pessoas. Ao final do dia foi oferecido pela CM Arraiolos a todos os participantes um jantar na Escola Secundária de Arraiolos. No final da noite ainda foi possível assistir ao concerto de Jacinta.

No dia 15 Junho, domingo, pelas 9 horas, começou a etapa de distância longa num mapa também novo e junto a S. Pedro da Gafanhoeira, mas desta vez num terreno completamente diferente. Zonas de grandes desníveis com detalhes de vegetação e relevo, numa área que recentemente foi lavrada e que ainda tornou o terreno mais exigente fisicamente. Ás 13 horas foi realizada a entrega de prémios junto à Sociedade Recreativa de S. Pedro da Gafanhoeira onde foram entregues aos vencedores do escalões elite uma almofada em tapete de Arraiolos para além dos potes de mel regional, vinho e bússolas para todos os premiados jovens. Ah, já quase me esquecia: também foi oferecido o almoço a todos os participantes.

Que balanço faz da forma como decorreu o evento?

T.A. - Penso que esta primeira edição de “O Tapete Está na Rua” foi um sucesso. Apresentámos mais três mapas novos em terrenos completamente distintos e adequados às distâncias em causa (média, sprint, longa), que penso que foram do agrado de todos. Tínhamos como objectivo mostrar aos participantes que temos bons terrenos para a prática da Orientação e que os 86 federados do clube (54 com menos de 18 anos) estão empenhados em organizar muitos e bons eventos. Só assim podemos ganhar adeptos no nosso concelho e dar visibilidade à modalidade para conseguirmos mais apoios, mais mapas. No fundo melhores condições para continuar o nosso projecto.

Há algum aspecto menos positivo a salientar?

T.A.
- Continuamos a observar uma grande baixa de participação nos últimos 2 anos em provas regionais. Apesar da grande divulgação e ofertas que disponibilizamos nos nossos eventos não estamos a conseguir ultrapassar os 200 participantes. É urgente reflectir e perceber como inverter esta tendência mais recente.

A dinâmica imparável desta equipa leva-nos a pensar em novas organizações para muito em breve. É assim?


T.A. – De facto, assim é. Mas antes de mais, queria formular um agradecimento muito especial a todos quantos participaram em mais este evento. E aproveitar, então, para divulgar a nossa próxima organização que será já nos dias 26 e 27 de Julho. Haverão duas provas de orientação pedestre, no dia 26: uma nocturna (última etapa do Troféu Ori-Évora) e outra diurna no sábado. Depois, no domingo, teremos a prova de Ori-BTT, que coincide com a última etapa do Troféu Ori-Évora de BTT. E referir também que “O Tapete está na Rua” já tem segunda edição agendada: será no dia 13 e 14 de Junho de 2009 e, desde já, aqui fica o convite a todos os interessados.

[fotos gentilmente cedidas pela Organização]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO