segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

NATIONAL ORIENTEERING DAY


Tenho um excelente sentido de direcção e uma das coisas divertidas que gosto de fazer consiste em ir de carro até à parte alta de Rochester e "perder-me". Normalmente acabo por me distanciar bastante e nunca fico perdido por um período muito longo. Contudo, nesse curto espaço de tempo, acabo geralmente por descobrir algo deveras interessante. Como daquela vez em que deparei, numa estrada de terra para os lados de Newark, com o Nine Pines Country Store, aberto num domingo à tarde. E daí? Comprei um lindíssimo candelabro de ferro forjado nesse dia. Ou acabo por esbarrar num “spaghetti” ou num jantar barbecue, servido numa qualquer igreja ou salão. E é por estas e por outras que a ideia da Orientação sempre me intrigou. Com uma bússola, um mapa e senso comum, trilha-se qualquer caminho.

Na verdade, não fazia ideia do que me reservaria o Dia Nacional da Orientação, promovido pelo Rochester Orienteering Club em Highland Park. Perder-me-ía na floresta e enviariam a Lassie à minha procura? Ou, melhor ainda, iria ficar preso numa gruta com o Tom Sawyer? Calcei então os meus velhos ténis e... “coração ao largo”. Pensei em preparar umas sandes e bebidas mas, que diabo, aquilo era em Highland Park. E, assim, nem sequer pensei em comprar uma bússola Cracker Jacks.

Foi necessário que todos os participantes oficializassem a sua inscrição, o que levou algum tempo já que a maior parte de nós não estava familiarizada com os procedimentos e necessitávamos de alguma instrução. Havia corridas para diferentes níveis e eu optei pela “branca”, destinada a principiantes. Troquei as chaves do carro por uma bússola – que fizeram questão de me lembrar em devolvê-la no fim -, peguei no mapa, num cartão para picotar e lá fui eu. Cada ponto tinha uma bandeira cor-de-laranja e branca e um picotador. Na verdade eram mais umas agulhinhas que perfuravam o cartão com um desenho diferente em cada ponto, os quais íamos recolhendo e guardando cuidadosamente.

Percebi que existem dois métodos diferentes de fazer um percurso. O primeiro resume-se a seguir o mapa. O segundo é em velocidade. Algumas pessoas “sprintavam” nos seus percursos. Penso que devo ter ganho o prémio do “mais-lento-de-sempre-a-não-concluir-o-percurso”. E por ali fui andando, olhando para todos os lados, observando os trevos-de-quatro-folhas, conversando com os pássaros e apreciando os outros, sobretudo os pais que ensinavam os seus filhos. Highland Park tem tantos sítios lindíssimos onde podemos descansar…

Se sempre desejou ser um Indiana Jones, então muito provavelmente deve começar por fazer Orientação. É quase como seguir um mapa do tesouro e haverá sempre doces recompensas à sua espera no final. Uma coisa que é realmente importante é voltar a assinar no fim. Caso contrário, eles ficarão preocupados. É que não há necessidade de mandar a Lassie à procura de alguém por coisa nenhuma.

Dale Evans


O texto que trouxe aqui hoje – e que pode ser lido no original em http://www.rochestercitynewspaper.com/events/blog/2008/09/RECREATION-National-Orienteering-Day/ - encerra uma história simples. “Tropecei” nele, por acaso, há coisa de mês e meio e, desde então, a ideia do Dia Nacional da Orientação não mais deixou de me “martelar” a cabeça. O acolhimento entusiástico da iniciativa do Orientovar ficou demonstrado pela quantidade significativa de comentários publicados. Não quero deixar passar a oportunidade para expressar o meu sincero agradecimento a todos quantos, de múltiplas formas, se manifestaram em favor da iniciativa. Muito obrigado e bem hajam!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

[imagem retirada do cartaz alusivo à Semana Nacional da Orientação, promovida pela Federação Canadiana de Orientação, de 3 a 11 de Maio de 2008]
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