sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

16º CAMPEONATO IBÉRICO: O BALANÇO DE JACINTO ELEUTÉRIO


Grande timoneiro duma organização que nos atreveríamos a classificar de “austera” face à exiguidade de recursos humanos, Jacinto Eleutério fez para o Orientovar o balanço deste 16º Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre. Com a enorme serenidade de quem sente a satisfação do dever cumprido, disse de sua justiça e fez questão de expressar o firme desejo de repetir a experiência.

Orientovar - No final deste Campeonato Ibérico, fica a sensação de que faltou um “golpe de asa”, algo que tivesse feito dele uma competição excepcional. Afinal, o que é que falhou?

Jacinto Eleutério - Ainda escrevi ao S. Pedro, mas disse-me que tinha de atender outros neste fim-de-semana… O tempo agreste prejudica essencialmente em termos organizativos. Quem assiste está parado, tem frio, é complicado. Estraga o ambiente de festa que normalmente se cria no final das provas. Os atletas gostam de discutir os percursos, onde é que andaram, onde é que se perderam e aquilo que aconteceu é que, terminadas as provas, cada qual foi para o seu lado. Penso que foi essencialmente isso que falhou, mas que nós não controlamos.

O. - Que balanço faz deste 16º Campeonato Ibérico?

J. E. - Sempre defendo e tenho a certeza que não há organizações perfeitas. Se alguém diz que há organizações perfeitas digam-me quem é que eu chamo-lhe mentiroso. Há umas organizações mais conseguidas, outras menos conseguidas. Temos plena consciência de que nem tudo saiu perfeito como nós queríamos. O mapa de Distância Média era tecnicamente exigente, mas é isso que se espera dum mapa de Distância Média. O mapa de Distância Longa era mais aberto, como é normal. Quanto ao “feed-back” recebido, duma maneira geral, a grande maioria, principalmente os nossos congéneres espanhóis, todos adoraram os mapas, todos adoraram os percursos. Da parte dos atletas portugueses houve os habituais comentários depreciativos, de quem pega por tudo e por nada. Nós percebemo-los e sabemos desculpá-los.


“Um firme desejo de repetir momentos como estes”

O. - A promoção do Concelho ficou muito prejudicada devido ao mau tempo. Que avaliação faz neste particular aspecto?


J. E. - Idanha-a-Nova é o segundo maior concelho do país em área e caracteriza-se pelas enormes paisagens que tem. Pensámos inicialmente nesta prova para Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal, que possui uma paisagem espectacular. Certamente que as pessoas, com o tempo que esteve, não puderam desfrutar dela. Basicamente foi isso que todos perderam. Mas penso que todos os atletas que aqui estiveram ficaram com uma enorme vontade de cá voltar. A própria autarquia ficou surpreendida com o que aqui se passou, uma vez que não esperavam tantos atletas, tanto entusiasmo. Agora é nossa intenção providenciar para que os mapas fiquem aqui, por forma a que, quem quiser voltar a Idanha-a-Nova, possa dirigir-se à autarquia, pedir um mapa, traçar o seu próprio percurso e desfrutar aquilo que de belo o concelho tem para oferecer e que não pôde ser apreciado desta vez.

O. - No final, que sensação fica de tudo isto?


J.E. - Com toda a sinceridade, e no que me diz respeito, estou plenamente satisfeito. Reconheço que houve pequenos pormenores, que felizmente não transpareceram para o exterior e que permaneceram no âmbito do núcleo organizativo, que correram menos bem. Sinto-me grato pelo apoio que a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova nos deu, com o apoio que a Junta de Freguesia nos deu e tanto a autarquia como nós temos um firme desejo de repetir momentos como estes.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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