segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

10º ORIJOVEM: ORIENTISTAS VIRAM CARTÓGRAFOS


A tarde já vai alta quando os participantes no 10º OriJovem regressam aos treinos. A floresta do Torrão de Lameiro recebe-os de braços abertos e a proposta passa por desenhar um mapa e navegar nele. Os “orientistas-cartógrafos” mostram o que valem.

É uma actividade com tanto de lúdico como de educativo. Desenhar um mapa e o percurso é a tarefa de cada um. A atenção ao pormenor é valorizada de acordo com a máxima do “quem melhor fizer a cama, melhor se deita nela”. É que é sobre o desenho que cada um fará a sua prova. Esboços inextrincáveis ou obras elaboradas com “road-book” no verso, de tudo um pouco se pode apreciar. No final, os resultados são altamente motivadores e o grupo sai mais enriquecido.

Para o Bruno Madureira (ERD A Ribeirinha), “este é o meu mapa e vai dar para navegar. Não sei o que os outros podem pensar mas pelo menos eu percebo-o. Valorizei sobretudo os caminhos, a vala e uma cota num ponto.” Já o Nuno Coelho (CLAC Entroncamento) acha o seu desenho “não propriamente uma obra de arte mas vai dar para me desenrascar. Valorizei os caminhos e a vala, desenhei as opções e, como é um percurso pequeno, vou usar também a ajuda da memória.”

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“Um prémio para o melhor”

A Catarina Fernandes (DA Recardães) dá uma opinião do seu mapa no mínimo desconcertante, achando que “está estúpido”. Mas sente-se segura no que à navegação diz respeito: “Tem os caminhos entre os pontos e vai dar para fazer o meu percurso.” Margarida Macedo (GD4 Caminhos) também não está certa da sua obra de arte: “Não gosto do meu mapa”, observa. Mas também ela considera-o “explícito para fazer a minha prova. Tem os trilhos e a vala e vai ser suficiente.”

Os azuis e magentas estão embrenhados nessa verdadeira novidade que é o treino de escalas e aproveitamos para falar com Ana Porta-Nova, a responsável pelo escalão mais iniciático, os “laranjinhas”. É ela que nos fala da importância do treino de desenho do mapa: “É crucial saber interpretar os elementos considerados mais importantes para chegar a cada ponto. Não é preciso decalcar o mapa completo mas sim aquilo que é mesmo necessário para atingir o ponto. Valorizar demasiados elementos pode dificultar mais do que simplificar.” Ficámos também a perceber que um mapa é valorizado se forem utilizadas as cores adequadas e dado o devido valor à sinalética. É que, à espera dos nossos orientistas-desenhadores, há uma surpresa: “Vamos avaliar todos os mapas e, no fim, haverá um prémio para o melhor.”

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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