terça-feira, 23 de dezembro de 2008

10º ORIJOVEM: "LE GRAND FINALE"


A tão aguardada Estafeta constituiu o “grand finale” duma peça a vários actos e muitas mãos chamada 10º OriJovem. A aplicação dos cento e cinquenta executantes resultou num espectáculo rico, variado e colorido de ritmo e energia e à ovação prolongada respondem agora os responsáveis com a promessa de “bis”.

Em dias de sol e sonho e numa floresta de encantar, Ovar, Furadouro e Torrão de Lameiro revelaram-se magníficos palcos onde se desenrolaram os espectáculos. E que espectáculos! Ao longo de três dias, crianças e jovens de todo o País foram protagonistas privilegiados do 10º OriJovem, o estágio nacional de Orientação pedestre. Contando com os apoios da Câmara Municipal de Ovar, do Agrupamento de Escolas de Ovar e do Clube Ori-Estarreja e organizada pela Federação Portuguesa de Orientação, a iniciativa juntou participantes dos 8 aos 18 anos, com ou sem experiência na modalidade, oriundos de todos os pontos do País.

Aos artistas exigiu-se determinação e capacidade de execução. Apurou-se a técnica, afinaram-se instrumentos e trabalhou-se a leitura e interpretação da partitura (leia-se mapa). No final todos saíram agradados com este tempo e este espaço, referindo apenas que a duração do espectáculo foi curta. É isso, pelo menos que se infere das palavras do Domingos Martins (GD4 Caminhos), um jovem praticante e que assumiu, em simultâneo, o “desenho” da página oficial do evento: “Foi muito bom mas soube a pouco. Só falhei duas edições do OriJovem e sempre que vimos cá aprendemos algo de novo. Há sempre coisas para aprender e, por isso, vou continuar a vir. Esta floresta é excelente para treinar, sobretudo curvas de nível.” Apesar de tudo, o OriJovem de Vila Real continua a ser aquele que mais o marcou: “Houve pouca gente, treinámos muito mais e os treinos foram mais rigorosos. Não havia laranjinhas e neste houve e ainda bem. Os laranjinhas são o nosso futuro.”



Próxima paragem: Mira!

Pedro Leite (.COM) é um estreante no OriJovem e achou a experiência “espectacular e para repetir durante muito tempo, até atingir os 18 anos.” A capacidade dos monitores e a diversidade de mapas foram aspectos valorizados mas, sobretudo “o convívio. Foi espectacular!” Também Laurinda Alves (OriMarão) fez aqui a sua estreia neste tipo de iniciativas e ficou igualmente fascinada: “Convivemos entre todos, aprendemos a conhecer melhor estes terrenos e a orientar-nos mais. Isso é muito importante depois para as provas.” Para a Rute Gomes (ADFA) esta foi a sua quinta participação no OriJovem e achou que “foi giro, os treinos construtivos e muito úteis. Se tivesse que escolher entre todos, escolheria este. Foi o mais exigente em termos técnicos e do treino e trabalhámos melhor.”

Grande maestro duma orquestra bem afinada, Tiago Aires faz o balanço: “É bastante positivo e tivemos neste 10º OriJovem um número record de participantes. Parece-me que a evolução é impressionante, e deixa-nos bastante satisfeitos.” Referindo-se aos aspectos menos conseguidos, a máxima parece ser a de que “santos da casa não fazem milagres”: “Tivemos neste Estágio apenas duas participantes que são mesmo de Ovar e nessa parte falhámos claramente”, lamenta. Agora o OriJovem ruma a Mira, já nas férias da Páscoa, mas promete regressar brevemente às florestas de Ovar.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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