segunda-feira, 3 de novembro de 2008

II TROFÉU DO SABUGUEIRO: A OPINIÃO DE NUNO REBELO


No rescaldo do II Troféu do Sabugueiro, o Orientovar auscultou as opiniões duma das figuras incontornáveis no contexto organizativo duma prova de Orientação: o Supervisor. Nomeado pela FPO para o cargo, Nuno Rebelo deixa-nos as suas impressões e fala-nos dos aspectos positivos e negativos do evento. Tudo isto com a humildade de quem reconhece ter ainda muito para evoluir. Vale a pena escutá-lo!

Concluído que está o II Troféu de Sabugueiro, que avaliação faz do evento, duma forma geral?


O evento foi dividido em três vertentes clássicas da Orientação: Distância Longa, Sprint e a prova rainha, a Estafeta. No primeiro dia, na prova de Estafeta, houve a preocupação de todos os participantes terem os seus percursos "personalizados", ou seja, nenhum atleta teve um percurso igual ao de outro. Isto proporcionou um espectáculo na primeira passagem de testemunho, com as cinco primeiras equipas Seniores separadas por apenas 10 segundos. Apesar desta espectacularidade, os atletas tiveram algumas dificuldades e por esse motivo houve muitos “mp’s”. À tarde houve uma prova de Sprint misto na aldeia do Sabugueiro. No domingo, a Distância Longa decorreu sem problemas, aliás como no dia anterior, em que tudo correu bem. O saldo deste II Troféu do Sabugueiro é positivo e, sem dúvida, o Gafanhori pode sonhar mais alto quanto à Organização de eventos de Orientação.

Há, na sua perspectiva, algum aspecto que mereça ser evidenciado?

Desde logo mais um mapa bom, de excelente qualidade para futuras provas ou treinos. A prova de Estafeta foi uma das mais espectaculares a que assisti, com três pontos de espectadores que possibilitavam a todos os participantes acompanharem a progressão dos seus colegas de equipa em tempo real. E ainda o facto do Gafanhori ser uma equipa de famílias, o que ajudou em todos aspectos a Organização. Pela negativa há a registar o sistema informático que falhou no sábado e gerou alguma confusão; e também a pouca adesão dos clubes na prova de Estafeta, que nos outros países costuma ser a festa da Orientação mas que em Portugal acaba por ser apenas uma mera prova.


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Como é que decorreu a articulação entre o Supervisor FPO e a Organização?

Correu muito bem. Trabalhar com o Tiago e a Raquel foi fácil devido a já estarem rotinados nestas andanças. Ambos são bons cartógrafos, ofereceram dois mapas com excelente qualidade e percursos muito interessantes e não houve necessidade de alterar nada em relação àquilo que estava previamente estabelecido.

Em termos pessoais, o que recolhe da experiência?

Penso ser o Supervisor FPO mais novo e, por esse motivo, de todas as provas recolho novas ideias e ainda tenho muito a evoluir. Para mim, o importante é o facto de gostar de Orientação e querer ajudar na evolução e divulgação do nosso desporto. Por detrás de todos eventos há uma grande preparação e muito trabalho a fazer, há pontos simples que às vezes fazem a diferença numa prova e são esses pequenos detalhes que os atletas levam de recordação. O meu grande lamento é que haja pessoas que só falam do que esteve mal, talvez porque só participam nas provas na óptica do atleta.

[Fotos gentilmente cedidas por Tiago Aires]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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