segunda-feira, 24 de novembro de 2008

II ORI-BTT ROTA DA BAIRRADA: O BALANÇO DE CARLOS FERREIRA

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É o ponto final no II Ori-BTT Rota da Bairrada. Num evento que mostrou, uma vez mais, a excelência desta disciplina no âmbito dos desportos de natureza e aventura, importava ouvir a entidade organizadora, o DAR – Desportivo Atlético de Recardães. Da conversa mantida com Carlos Ferreira aqui damos conta, num registo que é ponto de chegada do evento e, simultaneamente, o arranque para novos e mais ambiciosos projectos.

Terminado o II Ori-BTT Rota da Bairrada, como é que viveu a experiência?

Este evento de Orientação em BTT é mais um marco importante na vida da colectividade, consagrando toda a postura do DAR na organização de provas de Orientação. Esta postura centra-se no voluntariado dos elementos da Direcção e dos seus atletas, que tudo fazem para garantir uma prova com altos níveis competitivos e de salutar convívio.

Do "feedback" recebido de todas as partes envolvidas, há algum aspecto que gostaria de realçar?

O realce vai para a riqueza técnica do mapa que requer dos atletas elevados níveis de concentração e decisões rápidas, uma vez que o terreno, bastante “rolante”, tem uma boa rede de caminhos necessitando constantemente de mudanças de direcção. Este foi, sem dúvida, o elemento que mais contribuiu para a satisfação final dos atletas, porque é isto que o atleta pretende, desafios de orientação, o físico deve vir por acréscimo. Gostaria de anotar que a presença do Presidente da FPO foi também uma surpresa, demonstrando um posicionamento institucional digno de relevo. Também o Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acompanhado por dois vereadores, demonstrou a sua aposta em desenvolver os desportos de natureza na região, entre elas, as actividades desenvolvidas pelo DAR.
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Na sua perspectiva, onde é que residiu o melhor e o pior do evento?

Não é fácil referir o melhor e o pior quando, de um modo geral, tudo esteve à altura do acontecimento. Mas por vezes são pequenas soluções que ditam a diferença. As partidas dentro de uma fábrica de tijolo, com o pórtico construído com tijolos, com a envolvência dos stocks de barro e com os raios de sol a incidir sobre o todo, proporcionaram em cada um uma satisfação positiva. Esta surpresa foi motivadora e desenvolveu um espírito de bem-estar que foi crescendo ao longo da competição. O magusto com a geropiga e o tinto, fazendo desenvolver amizades e permitindo descarregar algum stress, foi mais um elemento de surpresa positiva. Infelizmente, há sempre uma ou outra situação menos controlada. A interacção bicicleta-automóvel nem sempre é perfeita, quando algum dos condutores desenvolvem manobras de alto risco. Felizmente que o atleta espanhol que interagiu negativamente com o veiculo no sábado não ficou ferido com gravidade. Refira-se que fez a prova de domingo e classificou-se em 6º lugar no resultado dos dois dias.

Se fosse possível voltar atrás, teria feito algo diferente?

Por uma ideia que chegou após o início da prova, teria realizado a linha de meta com um pórtico também em tijolo. Isto demonstra que ideia puxa ideia e que só o debate e a troca de experiências e o corporativismo podem levar ao sucesso das organizações.
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Em que medida a capacidade do DA Recardães sai reforçada com mais esta organização?

Antes de responder gostaria de tornar público um e-mail que para mim reflecte com bastante rigor o que se passou neste fim-de-semana. “Parabéns por uma excelente prova. Quando, num evento de dois dias, a única coisa que falha é o microfone, a Organização está de parabéns!”. O DAR embora não realize muitas provas, quando o faz, tenta dar aos atletas as melhores condições possíveis para que desfrutem da natureza com bastante agrado e possam competir em condições adequadas à prática da modalidade. Penso que esta aposta na Orientação em BTT na região bairradina é para continuar e que, cada vez, a bitola seja colocada mais alto. A construção do Centro de Alto Rendimento para o Ciclismo em Sangalhos deve proporcionar treinos variados, havendo a necessidade da existência de mapas de BTT. O DAR está atento a esta situação e a dotar-se de mapas capazes de responder aos interesses de clubes nacionais e internacionais.

[fotos gentilmente cedidas por João Ferreira]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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