terça-feira, 4 de Novembro de 2008

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ORIENTAÇÃO: VÊM AÍ AS ELEIÇÕES!


No próximo sábado, pelas 19h00, Coruche receberá a Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação com um ponto único na Ordem de Trabalhos: Eleição dos Titulares dos Órgãos Estatutários para o quadriénio 2008 – 2012. Pretexto, pois, para o Orientovar lançar, a partir de hoje e ao longo dos próximos dias, um trabalho alargado sobre esta matéria.

A Federação Portuguesa de Orientação vai a votos no próximo dia 8 de Novembro. A Direcção encabeçada por Augusto Almeida deixa o lugar antes de terminar o mandato e, agora que chega ao fim o prazo de candidaturas, apenas uma lista se apresenta a sufrágio para ocupar a vaga. António Rodrigues prefigura-se como o novo “homem-forte” da Orientação em Portugal. Do anterior elenco transitam nomes com provas dadas e que, por si só, são o garante de estabilidade e continuidade do bom trabalho efectuado nos anteriores mandatos. Mas há também gente nova, com enorme qualidade e capacidade, e que representa um valor acrescido neste processo de natural evolução e crescimento da modalidade.

Numa análise à lista de membros dos Órgãos Estatutários que serão sufragados no próximo sábado [consultar Lista aqui], a alteração mais significativa tem a ver com a figura do Presidente da Direcção. Sai Augusto Almeida e entra António Rodrigues. Rodrigues foi o Director Financeiro no mandato que agora termina e, apesar de estar na modalidade apenas desde 2003, tem um perfil adequado ao cargo que se propõe ocupar. Trata-se duma pessoa de consensos, muito sereno e com uma boa visão de futuro. Mas não vai ser fácil fazer esquecer Augusto Almeida e a sua capacidade de trabalho insuperável. Entregar-se de corpo e alma à FPO é algo que espera António Rodrigues mas que, em si mesmo, será insuficiente sem o empenho e a entrega de todos os elementos.

Jacinto Eleutério ascende à condição de número 2

Quanto à restante Direcção, são quatro os nomes que transitam do anterior elenco. Rui Gomes (Secretário), Ricardo Chumbinho e Eduardo Oliveira (Vogais) permanecem com as mesmas atribuições enquanto Pedro Dias é “promovido” a Director Financeiro, ocupando a vaga deixada em aberto pelo futuro Presidente da Direcção. Quanto às entradas, Tiago Fernandes estreia-se nas lides federativas, indo ocupar o lugar de Vogal deixado em aberto por Pedro Dias. A segunda mexida é bem mais significativa e tem a ver com a transição de Jacinto Eleutério da Vice-Presidência da Mesa da Assembleia-Geral para o cargo até aqui ocupado por João Oliveira, o de Director Executivo. Eleutério passa, assim, a ser o braço direito de António Rodrigues e, pelo que dele conhecemos, é o homem certo no lugar certo.

A Lista de Candidatos aos Corpos Sociais da FPO para o quadriénio 2008 / 2012, apresenta ainda algumas alterações interessantes e que vale a pena salientar. Desde logo, a ligação de Augusto Almeida ao elenco Federativo, por via da Presidência da Mesa da Assembleia-Geral, na qual António Amador e Carlos Monteiro mantêm assento, na qualidade de Vice-Presidente e Secretário, respectivamente. O Conselho de Arbitragem mantém José Carlos Pires na qualidade de Presidente mas sofre uma remodelação completa no que respeita aos restantes lugares. Mário Neto substitui António Ferreira na Presidência do Conselho Fiscal e Raquel Costa é a nova relatora do Conselho Jurisdicional, ocupando o lugar de Jorge Carvalho. Finalmente duas alterações no Conselho Disciplinar, com as entradas de João Cóias (Presidente) e de Jorge Oliveira (Relator) para os lugares de Ana Maria Duarte e Mafalda Almeida, respectivamente.

Quem sai a ganhar? Quem sai a perder?

Uma análise sumária à ligação deste elenco directivo aos respectivos clubes e áreas geográficas de origem permite constatar com alguma apreensão certos aspectos que poderão constituir pontos fracos. Seria importante perceber um maior envolvimento de clubes como o Ori-Estarreja, o GD4 Caminhos ou mesmo o COC, condição essencial duma solução de consenso e dum projecto de todos e para todos. Infelizmente não é fácil convencer quem possa dispensar o seu tempo, implicando ainda viagens regulares a Mafra e à sede da Federação. Neste contexto - e com o devido respeito! -, nomes como os de Carlos Monteiro ou Fernando Costa, representam falhas muito difíceis de compensar e Lisboa e a Região Sul acabam por assumir uma preponderância que não seria desejável.

Finalmente, em termos clubísticos, o CPOC irá ter um papel preponderante no novo mandato. Com dois elementos no futuro elenco e o seu Presidente, Luís Santos, ligado ao Conselho de Arbitragem, o clube terá de gerir sabiamente as consequências da enorme exposição a que passará a estar sujeito. Por outro lado, há reconhecidamente um enorme esforço e dedicação destes três elementos, que até agora têm sido quase inteiramente canalizadas para o trabalho do clube e que passará a estar repartido. A instituição FPO é obviamente muito importante, mas uma instituição como o CPOC é-o igualmente e a sua dinâmica não pode sofrer quebras. Sob pena de todos sairmos a perder.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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