sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

ELEIÇÕES NA FPO: OPINIÕES (II)


A eleição dos novos titulares dos Órgãos Estatutários da Federação Portuguesa de Orientação para o quadriénio 2008 – 2012 está, mais do que nunca, na ordem do dia. Na sequência do trabalho iniciado ontem, o Orientovar vai ao encontro de Luís Santos, António Amador e Tiago Aires, fazendo eco das suas opiniões.


Da nova Direcção FPO espero acima de tudo uma Direcção de continuidade. Com a entrada do Augusto Almeida na FPO em 2002, procurou-se sempre que os projectos fossem, acima de tudo, projectos de todos os clubes para servir a modalidade e acima de tudo é isso que espero da próxima Direcção FPO, que seja um projecto de todos para servir a modalidade.

Em relação ao trabalho a desenvolver, é importante na minha opinião dar maior estabilidade aos quadros competitivos, apostar muito no acompanhamento e garantias de qualidade dos eventos de Orientação e aumentar os níveis de notoriedade à modalidade. A única coisa que não foi prioridade nestes últimos anos e que me parece que devemos agora assumir com maior entusiasmo é uma aposta eficaz num bom departamento técnico, que potencie não só a qualidade dos eventos, as apostas dos clubes nos seus melhores atletas e, como expoente desse trabalho, uma maior aposta nas Selecções Nacionais, aproveitando o entusiasmo e a valia técnica de muitos jovens que estão agora a despontar.

Para além de tudo isto, penso que o maior trabalho para o crescimento da Orientação tem que continuar a residir no papel dinâmico dos clubes, sendo a Direcção FPO um garante de estabilidade, justiça e tratamento equitativo de todos, potenciando, se possível e com maior apoio, os clubes do interior do país, pois a modalidade assenta quase exclusivamente no litoral do território. Excepções de peso são apenas ADFA e Gafanhori (zona de Évora), CN Alvito e o .COM (Braga e Gerês). Todo o resto do interior português precisa de clubes a surgir e outros, que já existem, a crescer.

Luís Santos
CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida



Os desafio que se colocam à futura Direcção da FPO, apesar de diferentes, devido às grandes diferenças na actual situação da FPO e da modalidade comparativamente com a situação que a anterior Direcção encontrou, são igualmente difíceis e irão requerer uma dedicação e capacidade para enfrentar os desafios que certamente irão surgir ao longo deste percurso de 4 anos que em breve se iniciará.

As três áreas definidas - organizacional, desportiva e de divulgação - parecem-me ser as fundamentais para o evoluir da modalidade nos vários sectores, tudo irá depender de como estrategicamente vão actuar nessas áreas. A equipa constituída é de continuidades, uma vez que grande parte dos elementos transitaram da anterior Direcção e conhecem a situação e a forma como foi efectuada a gestão nos últimos anos. Em particular o António Rodrigues penso que acompanhou de perto a gestão anterior, pelo que a transição poderá ser feita sem grandes sobressaltos.

A equipa constituída apresenta elementos que dão garantias de desenvolver um trabalho em prol da modalidade e, pelo que conheço dos vários elementos, espero que a visão global estratégica que têm da modalidade lhes permita actuar, com reserva e descrição, de modo a defender sempre os interesses da modalidade. Se para essa defesa tiveram de tomar medidas impopulares, acredito que o farão. O amadorismo e o voluntariado que caracterizam a modalidade não são factores de menor capacidade; pelo contrário, devem ser vistos como mais valias quando na defesa dos interesses da modalidade e certamente, pelo que conheço dos envolvidos, a racionalidade prevalecerá à emotividade e impulsividade.

Deixo ficar os votos que consigam cumprir com eficiência e eficácia o que se propõem fazer pela modalidade.

António Amador
Ori-Estarreja – Clube de Orientação de Estarreja



Tenho grandes expectativas quanto a esta nova Direcção, fundamentalmente porque me parece que terminou um ciclo com a organização do WMOC. Esta última Direcção teve a grande capacidade de colocar as contas da FPO em dia, mas agora parece estar sem rumo. Pela primeira vez a Federação tem dinheiro (após WMOC) para desenvolver um verdadeiro projecto de desenvolvimento a nível nacional. Esta é uma oportunidade única e penso que a entrada da nova Direcção ainda mais potencia esta mudança. Posto isto parece-me importante apostar em três pontos:

- Captação de talentos: começando por cartografar todas as escolas do País e dar formação aos professores de Educação Física, deixando as ferramentas e matérias nas escolas para que estes possam leccionar a Orientação como qualquer outra modalidade. Na captação de talentos, penso que se justifica a criação duma estrutura idêntica ao MegaSprint que agora inclui o MegaKm e MegaSalto. Ou seja pequenas provas de Orientação dentro das escolas, depois a nível concelhio, distrital, regional e por fim nacional.

- Trabalho com Selecções Nacionais: trabalho regular e ao longo do ano com um grupo de possíveis seleccionados, com a organização de estágios, treinos, participações internacionais. Temos uma geração de ouro de 1992 e 1994 que em 2010 vão ter um EYOC em Espanha (Soria) num terreno que facilmente poderiam treinar e preparar-se para bons resultados.

- Divulgação da modalidade: a Orientação voltar a ser uma modalidade na moda, conseguindo trazer de novo as pessoas a experimentar a modalidade. É muito preocupante, os baixos números de participação que estamos a viver e deveriam ser tomadas medidas de incentivo à participação.

Tiago Aires
Gafanhori – Clube de Orientação da Gafanhoeira


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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