quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ELEIÇÕES NA FPO: OPINIÕES (I)


A quarenta e oito horas da eleição dos novos titulares dos Órgãos Estatutários da Federação Portuguesa de Orientação para o quadriénio 2008 – 2012, o Orientovar foi ao encontro de algumas das figuras mais importantes do dirigismo associativo ligado à modalidade. Aqui ficam as declarações de Fernando Costa, Carlos Monteiro, José Carlos Pires e Jacinto Eleutério.


Espero que este novo elenco federativo prossiga na senda da anterior Direcção, continuando a criar as condições ideais para uma prática sustentada da modalidade. Que consiga motivar as novas gerações a trabalhar para evoluir em termos competitivos, criando objectivos a longo prazo para a conquista de resultados internacionais que originem um maior apoio por parte do Estado. Desejo as maiores felicidades para este mandato e também a minha admiração pela coragem que demonstram ao aceitarem este desafio.

Fernando Costa
GD4C - Grupo Desportivo 4 Caminhos


Conheci e trabalhei de perto com o António Rodrigues no WMOC, de quem fiquei com uma excelente opinião, ressaltando as suas capacidades de organização e planificação, inquestionável seriedade, capacidade de trabalho e muita ponderação. Claramente é, em minha opinião, uma pessoa diferente do Augusto Almeida e não será tarefa fácil fazer esquecer o seu antecessor, que entrega a FPO em muito melhores condições (se não em todos, garantidamente em muitos aspectos) do que aquelas em que a recebeu em 2002.

A sua equipa, maioritariamente vinda do mandato anterior, agora muito bem reforçada por duas pessoas muito capazes, competentes, de grande capacidade de trabalho e empenho na modalidade, vai certamente ter um imenso trabalho pela frente e vai estar envolvida em várias frentes ao mesmo tempo. Assim, e desta nova Direcção que parte com a casa arrumada (é o que me parece e nos é dado a conhecer), espero que redefina algumas e importantes regras na modalidade e que as faça cumprir; que intensifique o dialogo entre clubes, técnicos e pessoas disponíveis, potenciando as oportunidades de colaboração nas diversas áreas de acção; que aposte na criação de novos Clubes e em levar a modalidade a novos locais do nosso território; que continue a credibilizar a modalidade; que continue o intenso trabalho da sua mediatização; que desenvolva parcerias fortes com potenciais nichos de novos praticantes, particularmente o Desporto Escolar e junto dos estabelecimentos de ensino onde se formam os futuros professores de Educação Física; que promova formação nas mais diversas áreas da modalidade, técnicos, supervisores, organizadores de provas, traçadores de percursos, etc.; que aposte muito e forte na detecção e aproveitamento de novos talentos, complementando o trabalho de casa que é muito da responsabilidade dos Clubes, aproveitando as muitas iniciativas que aqui e ali se vão levando a cabo, capitalizando essas muitas boas vontades e pequenos projectos que, felizmente, andam espalhados de norte a sul de Portugal (não importa aqui referir a forma em como tal deve ser feito ); e, finalmente, que aposte muito e forte no desenvolvimento técnico dos jovens e promissores atletas, em complemento e em sintonia com trabalho dos Clubes. Esta não será uma tarefa fácil, nem apenas da Direcção da FPO, mas sim de todos nós enquanto agentes activos e pessoas interessadas na modalidade.

O COC manifesta-se disponível para continuar a sua colaboração com a FPO, consciente de que só assim, e todos em conjunto, conseguiremos uma Federação e uma modalidade mais forte e mais evoluída.

Carlos Monteiro

COC - Clube de Orientação do Centro


A Orientação tem agora uma boa oportunidade para se afirmar em Portugal e, ao mesmo tempo, ganhar projecção competitiva. Se ao nível da organização de eventos, estamos aptos a responder a qualquer desafio a nível internacional, no que toca à prestação desportiva do principal escalão de competição as coisas precisam de um abanão.

A próxima Direcção da FPO tem de ser ousada e apostar mais na vertente competitiva. É altura de contratar treinadores, tanto ao nível dos clubes como da própria Federação. Ao mesmo tempo, a FPO deve implementar novos métodos de selecção para as competições internacionais, que prevejam a expectativa de evolução dos próprios atletas dentro de determinados ciclos e promova os correspondentes projectos de desenvolvimento desportivo.

Espero, ainda, que a nova Direcção consiga prestigiar e fazer respeitar a FPO e a comunidade orientista. Neste sentido, parece-me necessário intervir em três níveis diferenciados: (a) dentro do próprio sistema desportivo, reclamando da tutela a mesma atenção que é dada às outras Federações desportivas do mesmo tipo; (b) assumir uma posição de paridade com outros subsistemas desportivos, corrigindo situações de alguma subalternidade; (c) levar a população em geral a identificar a Orientação como uma modalidade desportiva séria.

Por fim, é urgente rever os quadros competitivos de Orientação, de modo a reduzir custos com as frequentes deslocações por todo o país e ao mesmo tempo aumentar a possibilidade de participação perto de casa, localmente.

O ambiente que se vive neste momento na Orientação é de grande confiança, cooperação e camaradagem. Haverá certamente outras ideias, ainda melhores, que a nova Direcção saberá aproveitar para conduzir o melhor desporto de Portugal!

Carlos Pires

.COM - Clube de Orientação do Minho


Espero acima de tudo que seja uma direcção unida e comungando dos mesmos ideais, defendendo a modalidade dentro dos mecanismos legais ao seu alcance com transparência e frontalidade não olhando a cores ou emblemas, tendo sempre em mente o desenvolvimento da Orientação Portuguesa.

Jacinto Eleutério

ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas

Não perca amanhã as opiniões de Luís Santos, António Amador e Tiago Aires.

Saudações atléticas.

JOAQUIM MARGARIDO

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