domingo, 30 de novembro de 2008

À DESCOBERTA DA ORIENTAÇÃO


Jamor, 15 de Novembro

O desafio de participar numa prova de iniciação à Orientação surgiu por parte do Joaquim Margarido, que conheço através das crónicas que vai escrevendo e também de amigos comuns.


Nestes últimos anos, tenho sido uma assídua participante em corridas e caminhadas que, para além da componente desportiva e lúdica, têm-me proporcionado novos desafios e amigos… Descobrir a Orientação surgiu naturalmente neste percurso de actividades e depois de alguns contactos proporcionados pelo Joaquim Margarido lá fui rumo ao Estádio Nacional (ou do Jamor, como quiserem), na companhia da Paula (amiga e parceira nestes desafios), para uma prova de Orientação organizada pelo CPOC em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras.

Previamente, o Luís Santos do CPOC teve a amabilidade de enviar-me alguma informação sobre Orientação (Manual de Orientação, básico q.b. para iniciados como eu!) e dediquei algum tempo a ler esta informação, a tentar perceber coisas tão simples (!!!) como ler um mapa e a memorizar alguma da sinalética utilizada, pois convinha levar já para o terreno, alguns “trunfos” na manga!

Num primeiro momento, não parece ser fácil orientar por entre escalas, curvas de nível, cores, símbolos, etc., etc., e tudo se complica quando, no terreno, percebemos que mesmo com toda a informação disponibilizada, as balizas, às vezes, são mesmo difíceis de encontrar…

A meteorologia, adivinhava uma manhã de sábado muito agradável e na verdade, as expectativas não foram defraudadas.

Na posse do mapa com o percurso mais fácil (2,4 Kms) e com 19 pontos, fizemos um breve briefing a três (entretanto tinha-se juntado a nós mais um colega de algumas caminhadas), descodificando, numa primeira etapa, o mapa e as indicações fornecidas; e depois, interpretando os sinais que permitiam encontrar as balizas e lá fomos nós, “orientistas” iniciados, à descoberta do percurso… e das balizas!

O terreno, não tinha dificuldades por aí além e, nesse aspecto, acabou por ser uma prova fácil a nível físico que não deu sequer para “suar”! Também é verdade, que fizemos o percurso em passo de caminhada, mas nesta fase teve mesmo que ser assim, dada a nossa inexperiência em “ler” o mapa!

Se algumas das balizas foram fáceis de encontrar, duas houve, mais difíceis (mais escondidas, diria eu), e por entre árvores e arbustos, marcos e elementos especiais… (e outras coisas mais), num trabalho de Equipa, lá descobrimos as 19 balizas e perfuramos o cartão de controle.

No final, satisfeitos com esta incursão pelo mundo da Orientação, ficamos ainda à conversa e a avaliação que fizemos não podia ser melhor: não nos perdemos (era difícil perder!), conseguimos encontrar todas as balizas e, para a próxima, pensamos que já nos podemos aventurar um pouco mais… para além, da manhã que desfrutamos, pois ficamos a conhecer melhor a área do Jamor, que é belíssima para correr ou simplesmente caminhar!

Ofereceram-nos também alguns mapas de diversos percursos nos arredores de Lisboa e que nos motivam para a sua descoberta em próximas caminhadas, agora já numa perspectiva mais “orientada” para a Orientação (ou des-orientação, vamos ver…).

Até breve!

Graça Roldão

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