segunda-feira, 27 de outubro de 2008

II TROFEO "TOLEDO IMPERIAL": VICENTE TORDERA FAZ O BALANÇO


Concluída que está a segunda prova da Taça de Portugal de Orientação Pedestre, damos uma última saltada a Toledo para o balanço possível. Simpático e prestável como sempre, Vicente Tordera [à direita na foto, ao lado de Alfonso Martín, durante a apresentação do evento] diz de sua justiça e conta-nos como foi.


Terminado o II Trofeo "Toledo Imperial", como é que viveu esta experiência?


Organizar una prova da Liga Nacional para 900 participantes é uma grande responsabilidade, a qual faz com que passemos muitas noites e dias preparando todos os detalhes da prova. Tudo deve estar perfeito, embora saibamos que nem sempre o conseguimos a 100%. Só quando abrimos o Centro de Recepção aos participantes, na passada sexta-feira, e percebemos que tudo estava a correr bem, é que sentimos diminuir a pressão dos dias anteriores e começámos a ver que afinal, aquilo que há tanto tempo vínhamos preparando, funciona.


Em termos logísticos, que meios materiais e humanos estiveram envolvidos?

Quase todos os adultos de clube Toledo-Orientación estiveram empenhados na Organização do evento ao longo de todo o fim-de-semana. Terão sido umas 25 pessoas, distribuídas pela montagem dos percursos (5), SportIdent (2), inscrições (2), partidas (5) e chegadas (11), para além das esposas de muitos sócios que nos ajudaram durante os dois dias de competição. Quanto aos meios materiais, foram utilizados 80 pontos de controlo na prova de Distância Longa, 20 na prova de Sprint e 45 na prova de Distância Media. Foram ainda utilizados 2 pórticos insufláveis (partidas e meta), 1 furgoneta, 2 viaturas todo-o-terreno, vários veículos particulares, 2000 latas de Coca-Cola, 1000 “powerbar”, 300 litros de água, 1100 “t-shirts” de oferta para todos participantes e três lembranças diferentes para os mais pequenos. E também 2 computadores, 3 impressoras e… muita ilusão e trabalho dos sócios do Toledo-O.

Na sua perspectiva, onde é que residiu o melhor e o pior do evento?

Julgo que o melhor terá sido poder praticar Orientação numa cidade como Toledo, indo ao encontro da opinião da maioria dos participantes que consideraram os percursos da prova de domingo espectaculares. Pessoalmente há outro aspecto que gostaria de destacar e que foi a enorme satisfação que senti ao ver como todos os elementos da Organização se esforçaram para atender o melhor possível os participantes. O pior teve a ver com as pessoas que se magoaram ou tiveram algum problema físico. Em termos organizativos não recebemos nenhuma reclamação, o que para nós é um motivo de orgulho e satisfação.


A ausência de alguns dos maiores valores da Orientação espanhola terá retirado brilho e competitividade ao evento? Encontra algum motivo para que tal tenha acontecido?

Pessoalmente não estou muito ligado à parte competitiva da Orientação. No nosso clube cuidamos mais da formação, pelo que desconheço o que poderá ter motivado estas ausências. Para nós, todavia, o brilho da competição esteve sempre bem espelhado na felicidade dos corredores ao finalizarem os seus percursos.

Em Portugal, antes do evento, falou-se nalguma desarticulação no processo de inscrições entre a FEDO e a FPO e apontaram-se críticas ao "minimalismo" e pouca funcionalidade do "site" oficial da prova. Gostaria de comentar?

Os problemas com as inscrições deveram-se ao facto de, em Portugal, se estar no período de renovação das licenças para a temporada 2008/2009, o que fez com que os ficheiros com as bases de dados não se encontrassem actualizados. Quanto à “web” do evento, aceito que sim, que a página não esteja muito espectacular, mas creio que a informação era ampla e suficiente, na justa medida para se saber o necessário sobre a prova. Em todo o caso, tentaremos melhorar este aspecto numa próxima competição.

Causou-lhe alguma surpresa o desfecho da "primeira parte" deste Espanha - Portugal?

Creio que, na generalidade, há bastante equilíbrio. É verdade que nalgumas categorias dominaram os orientistas portugueses e noutras os espanhóis. Veremos o que se irá passar em Idanha-a-Nova.

O "feedback" final que recebeu das partes envolvidas foi ao encontro das suas expectativas?

O nosso clube está satisfeito com o desenrolar da prova. Não houve qualquer incidência técnica, o que é muito importante e, dum modo geral, todos os participantes terminaram muito satisfeitos os respectivos percursos.

Encerrado o evento, estabelecido o necessário balanço, que ensinamentos recolhe o Vicente Tordera e o Club Toledo-Orientación com vista ao futuro?

Tomámos nota de alguns pormenores ou meios materiais onde poderemos melhorar, mas é a estrutura organizativa que irá sofrer as principais alterações. Até aqui, todo o peso da prova recaía sobre duas ou três pessoas mas, no próximo evento, vamos preparar uma distribuição mais ampla, dividindo tarefas e procurando ser mais eficazes. Os resultados ver-se-ão dentro de um ano.

[fotos gentilmente cedidas por Irene Almeida, Jose Luis Morales, Fernando Costa e Albino Magalhães]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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