domingo, 12 de outubro de 2008

EYOC'08 SOLOTHURN: PORTUGUESES BONS A ABRIR E MELHORES A FECHAR


Confirmaram-se as expectativas. Sem deslumbrar, Portugal encerrou de forma altamente meritória a sua participação no EYOC’08. Seis dos nossos dez atletas concluíram as respectivas provas de Sprint na primeira metade da tabela classificativa, com Joana Costa e Vera Alvarez a merecerem uma referência muito especial.

Aguardada com enorme expectativa, a prova de Sprint acabou por confirmar a maior predilecção dos nossos atletas pelas distâncias curtas. Ajudando a ultrapassar um ou outro resultado menos conseguido nos dias anteriores, a prova de hoje demonstra ainda, de forma inequívoca, o bom trabalho que se vem desenvolvendo ao nível da formação. Prova disso é o excelente 14º lugar alcançado por Joana Costa em D16, com o tempo de 12:33, a escassos 28 segundos do 6º lugar que lhe valeria uma menção especial no pódio. No mesmo escalão, Vera Alvarez alcançou igualmente um resultado digno de registo, ao concluir na 29ª posição com o tempo de 13 minutos exactos. Salvaguardando as diferenças de idade entre as atletas neste escalão (a maioria das participantes têm mais um ou dois anos que a portuguesa), talvez seja interessante referir que Vera Alvarez acabou por ser a 2ª classificada entre as atletas da mesma idade, ou seja, com 14 anos.
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Mariana Moreira faz "mp"

Com 13:46, Isabel Sá alcançou a 56ª posição e coube a Mariana Moreira a nota de desconsolo face a um “missing point” que, sinceramente, não estava no programa. Foram 76 as atletas que lograram concluir a prova e Tereza Novotna (República Checa) foi uma sensacional vencedora, quando todos estavam à espera que a campeã mundial júnior de Sprint, a dinamarquesa Emma Klingenberg, levasse até ao final a sua supremacia nestes Campeonatos. Novotna gastou 11:01 contra os 11:09 de Klingenberg, enquanto a suiça Marion Aebi arrecadou a medalha de bronze com 11:38. Uma menção especial para a 4ª classificada, a ucraniana Mariya Polishchuk, de apenas 14 anos de idade. Tal como Vera Alvarez, desde já um “caso sério” num futuro muito próximo e um nome a fixar.
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Manuel Horta foi o mais rápido

Mercê duma prova supersónica, o britânico Kristian Jones impôs-se claramente no escalão H18, triunfando com o tempo de 12:05. Rasmus Thrane Hansen (Dinamarca), com mais 12 segundos, alcançou a medalha de prata, enquanto o bronze foi parar ao peito do norueguês Mathias Bjugan, com 12:28. Os três atletas portugueses posicionaram-se no terço intermédio da tabela classificativa, com Manuel Horta, muito confiante, a ser mesmo o mais rápido, gastando 13:44 que lhe valeram uma excelente 38ª posição. Apenas seis lugares abaixo e com mais seis segundos classificou-se David Sayanda, enquanto André Pedralva, com um tempo de 14:06, se fixou no 55º lugar.
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Mega lidera trio em bom plano

A Alemanha confirmou a excelente presença demonstrada nos dias anteriores e viu Christoph Prunsche ascender ao lugar mais alto do pódio de H16, com um registo de 11:22. Piotr Parfianowicz (Polónia) foi o 2º classificado com mais 2 segundos e Mate Baumholczer (Hungria), a 5 segundos do vencedor, terminou no 3º lugar. Numa prova concluída por 95 atletas, João Mega Figueiredo voltou a ser o nosso melhor representante, terminando no 33º lugar com 12:23. A diferença de escassos 61 segundos entre Mega Figueiredo e o vencedor permite adivinhar quanta emotividade e despique se viveu em prova. Embora aquém do ambicionado top-25, Rafael Miguel fez uma excelente prova e foi o 46º classificado com o tempo de 12:44. Ligeiramente mais para trás, mas ainda no segundo terço da tabela, classificou-se Gonçalo Cruz. Um bom desempenho e o tempo de 12:55 valeram-lhe o 58º lugar.
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Dinamarca domina quadro de medalhas

A Suiça voltou a ver uma atleta sua ocupar o lugar mais alto do pódio, graças à vitória de Sarina Jenzer, em D18, com o tempo de 12:15. Anastasia Tikhonova (Rússia) e Sophie Tritschler (Suiça) foram, respectivamente, 2ª e 3ª classificadas, com 12:24 e 12:31. Num “medalheiro” dominado pela Dinamarca (4 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze), a Suiça acabou por chegar ao 2º lugar (2 de ouro, 2 de prata e 3 de bronze), enquanto a República Checa ocupou a 3ª posição (2 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze). Rússia (1 de ouro e 1 de prata), Estónia e Alemanha (1 de ouro e 1 de bronze) e Grã-Bretanha (1 de ouro), ocuparam as posições imediatas. Polónia (1 de prata e 1 de bronze), Finlândia, França, Letónia e Áustria (1 de prata cada) e Hungria e Noruega (ambas com 1 de bronze) fecharam o quadro de medalhas.

Consulte os resultados completos aqui.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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