sábado, 11 de outubro de 2008

EYOC'08 SOLOTHURN: O SONHO PERDIDO DAS NOSSAS MENINAS


Langenthal recebeu a prova de Estafeta do 7º Campeonato Europeu de Jovens de Orientação Pedestre (EYOC’08). No sector feminino, os colectivos dinamarqueses repetiram os triunfos individuais da manhã de ontem e parecem empenhados em não dar hipóteses à concorrência. Quanto ao sector masculino, russos e estonianos repartiram as atenções no lugar mais alto do pódio. Para os portugueses, o dia até nem foi mau. Mas podia ter sido bem melhor!

Faltou uma pontinha de sorte à estafeta portuguesa feminina (D16) para conseguir um resultado verdadeiramente histórico na prova disputada hoje em Langenthal. Responsável pelo primeiro percurso, Mariana Moreira confirmou a boa prestação de ontem e entregou o testemunho a Joana Costa na 12ª posição, a escassos 24 segundos do “mítico” 6º lugar, na posse da turma checa. Joana Costa encetou então um percurso verdadeiramente excepcional, arrancando o 5º melhor tempo entre todas as 19 equipas em prova e fazendo Portugal ascender ao 7º lugar, a menos de dois minutos da Rússia, que liderava, e numa altura em que os seis primeiros combinados apresentavam a escassa diferença de 44 segundos entre si.
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Pena foi que Isabel Sá, ainda uns furos abaixo do seu real valor devido a uma gastroenterite alguns dias antes do EYOC , tenha perdido preciosos minutos na transição do terceiro para o sexto ponto, que se reflectiram num resultado final abaixo das expectativas. A equipa portuguesa viria a concluir num meritório 13º lugar, com o tempo de 2:11:38, mas que soube a pouco. A vitória sorriu à Dinamarca, em 1:55:00 e com Emma Klingenberg a fazer o ultimo percurso e a mostrar a sua superioridade ante austríacas e alemãs, segundas e terceiras classificadas, respectivamente.
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Bom desempenho dos H16

No sector masculino, a equipa mais jovem (H16) teve um desempenho muito regular, fechando o segundo terço da classificação. João Mega Figueiredo fez uma boa prova, passando o testemunho na 14ª posição, a escassos 16 segundos do 10º lugar. Assumindo agora o comando das operações, Rafael Miguel não comprometeu e deixou a equipa na 17ª posição, a 3:51 do top-10. No último percurso, Gonçalo Cruz fez a prova possível, conseguindo recuperar um lugar e terminando na 16ª posição com o tempo de 2:28:50. Na luta pelo primeiro lugar, o domínio germânico acabou por ser inglório, já que um último percurso azarado de Sebastian Schonburg acabou por atirar a Alemanha para o 9º lugar. A Rússia soube aproveitar bem o deslize e venceu em 2:01:59, beneficiando igualmente das más prestações no último percurso de letões e checos, respectivamente segundos e terceiros classificados.
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Estafeta H18 infeliz

A nossa pior classificação registou-se no escalão H18, onde Portugal não foi além do 25º lugar entre as 26 equipas em prova. André Pedralva teve um começo muito infeliz, comprometendo em definitivo as aspirações da equipa num resultado mais consentâneo com o seu valor. Apesar do inconformismo, Manuel Horta e David Sayanda foram incapazes de superar o mau início de Pedralva e de encetar a necessária recuperação. No final fica esse tempo de 3:42:25 e um resultado imerecido face à qualidade e capacidade dos três atletas. Na luta pelos lugares do pódio, Raido Mitt e Lauri Sild deram à Estónia uma confortável vantagem, que Kenny Kivikas soube gerir para levar de vencida a concorrência. E se à entrada para o derradeiro percurso tudo estava praticamente decidido no que respeita ao primeiro lugar, checos e finlandeses travavam entre si intenso duelo pelo lugar imediato. Só que ambos baquearam estrondosamente, acabando a Dinamarca por alcançar a 3ª posição, cabendo o 2º lugar à selecção anfitriã, a Suiça.
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Dinamarquesas de ouro

Vera Alvarez (D16) não ficou de fora desta verdadeira festa e fez equipa, extra-competição, com a espanhola Maria Corcoles e com a francesa Roxane Maine. As coisas não sorriram de feição a nenhuma das atletas e o 23º lugar final, com o tempo de 2:44:21, acaba por ser consequência disso mesmo. Falta ainda falar no escalão D18, onde Portugal não tem nenhum representante. Ida Bobach levou a Dinamarca ao título europeu, repetindo a medalha de ouro alcançada ontem na prova de Distância Longa. À semelhança do sucedido no escalão M18, a Suiça voltou a ser uma muito aclamada segunda classificada, cabendo à República Checa o lugar mais baixo do pódio.

A competição termina amanhã com a prova de Sprint. À procura do ponto certo, nos mais recônditos recantos da bela cidade de Solothurn, jóia do barroco, vão estar os nossos jovens atletas. Com o histórico resultado de Diogo Miguel no EYOC’07 em pano de fundo, os nossos jovens depositam em si fundadas e legítimas expectativas num bom resultado. Vamos esperar para ver…
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Resultados completos para conferir aqui.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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