terça-feira, 21 de outubro de 2008

ESTATÍSTICAS OFICIAIS DA ORIENTAÇÃO 1998 / 2008 (I)


"Estatísticas Oficiais da Orientação 1998/2008”. Assim se intitula o artigo, da autoria de Luís Santos, que será publicado no próximo número da “Orientação em Revista”, órgão informativo da Federação Portuguesa de Orientação. Em duas partes distintas, o Orientovar tem o grato prazer de antecipar as conclusões do seu autor, debruçando-se desde já sobre os níveis de participação para, posteriormente, dar a conhecer algumas curiosidades relativas à Orientação Pedestre. Duma coisa podemos estar certos: A nossa Orientação está bem e recomenda-se.

O nível de participações nos eventos de Taça de Portugal pedestre pode ser visto por dois prismas diferentes. Por um lado, foi o primeiro ano de decréscimo no número médio de participantes desde 2000/2001, com a descida de 811 para 773 atletas por prova. Por outro lado, a subida de 2005/2006 para 2006/2007 tinha sido tão pronunciada (subiu 176 pessoas por prova devido a um notável Portugal'O'Meeting que registou 1565 participantes) que era expectável uma pequena correcção. De facto, a média de 773 participantes por prova está bem acima de qualquer outra época à excepção da anterior. 2007/2008 foi ainda uma época mais consistente, não beneficiando de um POM excepcional (embora os 1251 participantes do POM 2008 constituam a segunda maior participação de sempre), mas sim de cinco provas acima dos 800 participantes (em 2006 / 2007, por exemplo, tinham sido apenas três).


Também na Orientação em BTT se assistiu a uma quebra acentuada do número médio de participantes, fazendo-se notar com mais incidência nesta disciplina a crise económica actual. A quebra afectou principalmente as participações em escalões abertos onde, depois das mais de 1000 presenças na época 2006/2007, se assistiu a uma redução drástica para 650 presenças nestes escalões.

A distribuição de participantes federados no “ranking” da Taça de Portugal por agrupamentos volta a descer, depois da descida já registada na época passada, embora os números se situem ainda muito acima dos apresentados há três épocas atrás. A preocupante descida de 21% no número de seniores federados foi de alguma forma compensada pela recuperação no número de veteranos (registando números similares ao pico de 2005/2006), mas principalmente pela consistente subida no número de praticantes jovens. Enquanto em 2000/2001 a Orientação tinha 75 jovens federados a participar na Taça de Portugal, na época 2007/2008 chegou-se aos 240 jovens, um crescimento superior a 300% em sete anos.


Na Orientação em BTT, a pronunciada descida de participantes seniores nas provas de Taça de Portugal, foi também acompanhada de descidas nos veteranos e nos jovens, embora os números de participantes sejam, ainda assim, incomparavelmente superiores aos registados até 2004/2005.

A repartição dos praticantes por escalão etário e sexo apresenta-se muito mais equilibrada do que a que se verificava em 1998/1999. Os seniores masculinos representavam nessa altura 36% do total de atletas, valendo actualmente apenas 19%, sendo agora os veteranos masculinos o escalão dominante com 33% (mais 6 do que em 1998/1999). De assinalar ainda que a representatividade feminina subiu acentuadamente dos 24% em 1998/1999 para 31% em 2008/2009, com base nas pronunciadas subidas quer nas jovens, quer nas veteranas.


Comparando a distribuição de escalões entre pedestre e BTT é de salientar o menor índice de participação de jovens na Orientação em BTT, devido sobretudo às maiores dificuldades de transporte que a disciplina acarreta. Enquanto na Orientação pedestre os jovens representam 28% dos praticantes totais, na Orientação em BTT representam apenas metade (14%). Destaque também para o maior peso dos seniores na Orientação em BTT, dominando com 46% do total enquanto na pedestre são os veteranos que dominam com 42% do total.

Em suma, a inversão da tendência de crescimento dos últimos anos reflecte o difícil período económico actual. Porém, num ano que contou com mais de 3000 presenças em Portugal no Campeonato do Mundo de Veteranos e com mais de 300 voluntários, em que se assistiu ao crescimento consistente no número de jovens praticantes federados e onde se verificou uma regular presença massiva em grandes eventos, os sinais quanto ao futuro da modalidade devem ser considerados bastante animadores.
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