quinta-feira, 23 de outubro de 2008

À CONVERSA COM... VICENTE TORDERA


Para saber mais acerca do II Trofeo Junta de Comunidades de Castilla – La Mancha “Toledo Imperial”, o Orientovar foi ao encontro do Club Toledo-Orientación, a entidade organizadora, e do seu Presidente. Dessa conversa com Vicente Tordera, aqui damos conta.


Como se enquadra o Club Toledo-Orientación no contexto da Orientação em Espanha?

Somos um clube jovem, com apenas cinco anos de actividade competitiva, mas com um grupo de gente apaixonada pela Orientação e que dedica muito do seu tempo a preparar provas e a trabalhar com os jovens de Toledo.

Para além de ser a 9ª prova da Liga Nacional espanhola, o Trofeo pontua igualmente para a Taça de Portugal. Que trabalho acrescido é que estes factos acarretaram à Organização?

O único problema advém da grande quantidade de corredores que teremos este fim-de-semana na prova, graças à participação dos orientistas de Portugal. Numa prova em Espanha, a participação média gira em torno das 500 a 600 pessoas. No Trofeo “Toledo Imperial” serão mais de 850. Quanto à dificuldade em organizar a prova, não foge muito do habitual. Há que preparar o mesmo para 200 pessoas ou para 850. A única coisa que varia é mesmo o maior número de mapas e de Coca-Colas na meta.

O que significa, no plano logístico e desportivo, receber um elevado número de orientistas portugueses para competir com os seus congéneres espanhóis?

No plano logístico, há que providenciar mais quantidade de tudo, mas o desenvolvimento técnico da prova é semelhante àquele com menos participantes. No plano desportivo é sempre positivo competir com novos corredores e comparar os seus resultados com os nossos. Aprende-se sempre algo.

Pessoalmente, encontra neste intercâmbio entre espanhóis e portugueses algum valor acrescido para a evolução da Orientação nos nossos países?

Creio que é muito importante. Dada a proximidade dos nossos dois países, esta é uma excelente ocasião para conhecer outros terrenos de competição e outros “inimigos” diferentes daqueles que conhecemos da Liga Espanhola.

Quem se deslocar a Toledo para competir, o que é que pode esperar?

A prova de sábado desenrola-se num terreno muito variado, com floresta de pinheiro, olival e carvalho. Duma forma geral, o terreno permite uma corrida rápida e o relevo, não apresentando grandes desníveis, é feito de constantes subidas e descidas. No domingo, a prova decorrerá no casco histórico de Toledo. Trata-se dum labirinto gigante, talvez o maior de toda a Espanha, que seguramente será do agrado de todos.

Estão previstas actividades ou iniciativas, no plano social, tendentes à promoção da região de Castilla-La Mancha?

Estamos a desenvolver esforços no sentido de podermos organizar una visita ao Centro de Recepção de Turistas “Toletvm”, para dar a conhecer aos visitantes a nossa cidade e a nossa região.

Pessoalmente, quais os objectivos que espera alcançar para que a prova seja um sucesso?

850 orientistas é um número muito significativo pelo que o primeiro objectivo está alcançado. Quanto ao segundo objectivo - e mais importante –, é que os participantes regressem a casa satisfeitos e com vontade de voltar numa próxima prova.



[Aceda ao ‘site’ oficial do evento através do ‘banner’ acima]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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