terça-feira, 14 de outubro de 2008

41º WMOC'08 LITHUANIA: EM JEITO DE BALANÇO


Integrado no lema que suporta os Campeonatos Mundiais Militares - “Friendship Through Sport” -, decorreu na Lituânia, entre 6 e 12 de Outubro, o 41º Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre, onde Portugal se fez representar. Com a preciosa colaboração de todos os presentes, e em particular de Lídia Santana e Tiago Lopes, o Orientovar apresenta, em jeito de conclusão, o balanço final dos nossos seis representantes.

“As minhas expectativas, tal como em anos anteriores, eram errar o menos possível e ganhar aos atletas do ‘nosso campeonato’. Tanto a Longa como a Média correram muito aquém das expectativas, fiz bastantes erros técnicos e acabei por fazer muito pior do que aquilo que esperava. A estafeta acabou por correr tal como esperava, fiz uma boa prova não tendo feito muitos erros técnicos, acabei por fazer melhor tempo que a maioria dos atletas do ‘nosso campeonato’. Como balanço geral do Campeonato, do ponto de vista social não esteve como em anos anteriores (apesar disso o banquete e a festa final estiveram à altura), mas em termos técnicos não tenho nada a apontar. Gostei muito dos mapas e do traçado dos percursos, penso que estavam adequados tanto técnica como fisicamente. Também de salientar o facto de mais uma vez estar presente a grande maioria dos melhores atletas mundiais, fazendo o nível competitivo ser bastante elevado.”
Pedro Duarte
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“A semana do campeonato, ‘out of the map’, foi mais profícua do que a competição ‘inside of the map’, apesar de não haver bar. A adaptação à competição em mapas com características técnicas muito diferentes daquelas que habitualmente se usam em Portugal, foi o maior desafio para a primeira prova de Distância Media. Depois de algum tempo sem qualquer treino técnico, os primeiros pontos da Media não me apareceram com facilidade. Na Longa, também com terreno muito sujo e com pouca visibilidade, a navegação foi mais certeira e os ambicionados prismas laranjas e brancos mostraram-se bem. Como balanço final, o Campeonato foi o culminar de mais um enriquecimento pessoal num local do planeta, com mais de duas centenas de participantes de muitos países diferentes onde a única língua comum foi a Orientação.”
Tiago Lopes
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“A semana em Alytus não correu da forma que tinha planeado, pelo motivo de a área de competição apresentar uma vegetação muito densa que me dificultou a análise do relevo. Como resultado final, a participação neste Campeonato veio acrescentar mais algum conhecimento técnico e apreender, mais com os atletas de topo. Depois de estar algum tempo fora da competição ‘a sério’, o Campeonato foi uma boa experiência para voltar “talvez” de novo. No aspecto social, o evento foi muito agradável. Quanto à Organização, tecnicamente esteve muito bem, mas faltou um pouco de cuidado no aspecto de acolhimento para com os atletas.”
João Santos
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“Tanto técnica como fisicamente as provas foram exigentes. Os mapas caracterizavam-se por um terreno ondulado com cotas até aos 90 metros, muita vegetação rasteira com arbustos e árvores caídas que dificultavam a progressão. A equidistância dos mapas era de 5 metros o que dificultava a leitura mapa / terreno em virtude de em Portugal se usar equidistância de 2,5m que permite ter uma melhor noção do relevo. Fisicamente, a distância junto com o desnível e com a dificuldade técnica tornaram as provas, especialmente a Longa, muito desgastantes. O estado do tempo ajudou os atletas, visto que no dia das duas principais provas, apesar da temperatura bastante baixa (3,5º C às 11H00) desfrutámos de dias cheios de sol. No dia da Estafeta havia a ameaça de chuva que acabou por não afectar a competição. Durante o campeonato reinou um ambiente descontraído entre Selecções. A alimentação satisfez, de um modo geral, a totalidade dos atletas. Havia um bom serviço de Internet mas faltou um CISM Bar, local essencial para a troca de experiências.”
Lídia Santana
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“Este Campeonato ultrapassou as minhas expectativas, quer na vertente técnica, quer na vertente dos resultados pessoais. Gostei muito dos terrenos utilizados e as dificuldades que mais senti, basicamente, foram o de conseguir ver o relevo do terreno para além das “cortinas verdes” quase constantes. Não apreciei a ‘falta’ do CISM Club, o não acompanhamento habitual das delegações (guia), a lentidão na divulgação de resultados e por vezes alguma falta de informação precisa sobre algumas actividades, por parte da organização. Tendo participado no Campeonato de há 5 anos que foi organizado neste mesmo país, onde na altura os resultados pessoais ficaram muito abaixo do esperado, este ano foram bastante melhores, apesar de considerar que estava longe da forma física ideal. E a idade também já não ajuda, face ao nível a que esta competição se encontra, com vários países a apresentarem os seus melhores expoentes civis da actualidade, vedetas internacionais da modalidade.”
Armando Santos Sousa
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“Apesar de ser o meu 13º campeonato, considero que este não foi mais um. E não o foi porque gosto, particularmente, de competir nos países do Norte da Europa. Adapto-me bem e evoluo bastante tecnicamente, pois a parte física já é outra história. Foi a primeira vez que competi na Lituânia e gostei principalmente da parte técnica, considerando estar ao melhor nível das competições em que se enquadra. Em todas as restantes envolventes, este foi, na minha óptica - e tendo por referência os últimos CISM -, o mais ‘limitado’, evidenciando carências em várias áreas (alojamento e promoção da interligação das equipas e ‘CISM Club’, principalmente). O meu desempenho considero-o positivo, pois consegui fazer três provas com poucos erros e sempre com andamentos razoáveis, com classificações sempre na primeira metade da tabela. Quanto aos mapas, apesar da cartografia ser universal, existem vários “estilos” e o apresentado pelos cartógrafos deste Campeonato não é o aplicado em Portugal (equidistâncias pequenas e relevo muito trabalhado) o que provocou algumas dificuldades de início, agravadas pela fraca visibilidade, fruto do tipo de vegetação existente para estas bandas.”
Alexandre Reis

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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