quarta-feira, 22 de outubro de 2008

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Está agendada para o próximo dia 27 de Outubro, em Coniston (Lake District), uma reunião onde se discutirá o estatuto do Trail-O no Reino Unido e se procurarão definir estratégias que façam a disciplina seguir em frente. Qual deverá ser a visão do Trail-O, que desenvolvimento no Reino Unido será desejável, o que deve existir nas estruturas organizacionais para desenvolver e promover a disciplina, quais os problemas que os actuais praticantes de Trail-O enfrentam ou porque é que se organizam tão poucos eventos de Trail-O são algumas questões que irão estar sobre a mesa. E em Portugal? Não seria interessante debruçarmo-nos também um pouquinho sobre o assunto?

2. Decorre na noite da segunda terça-feira de cada mês, entre Setembro e Abril. Trata-se do “Street-O”, uma variante da Orientação, que os South London Orienteers & Wayfarers apostam em levar a oito ruas emblemáticas do sudoeste de Londres. As corridas começam a partir das 7 da noite e os participantes arrancam à medida que vão chegando. Nada de bússola ou de lâmpada frontal. Um mapa simples (folha A4 a preto-e-branco), uma esferográfica e um relógio é tudo o que se necessita para participar. Por volta das 8 da noite, com o final das corridas, começa algo de verdadeiramente imperdível: o lado social da coisa. Conversar, trocar ideias e beber um copo é a etapa seguinte. Ora aqui está uma ideia bem simpática e que vem atestar, uma vez mais, a versatilidade da Orientação.

3. Dou uma espreitadela ao blogue do Miguel Reis e Silva e, entre vários artigos verdadeiramente interessantes, encontro um que me prende a atenção. É subordinado ao tema “Ginseng: A ‘pílula mágica’ da Orientação?” [ler artigo completo aqui] e debruça-se sobre as vantagens e desvantagens do recurso aos chamados “auxílios ergogénicos” para melhorar as “performances”. Está escrito em inglês mas qualquer ferramenta de tradução automática o torna suficientemente inteligível para poder ser apreciado devidamente. Miguel Silva é estudante de Medicina e tem a amabilidade de partilhar connosco uma parte do seu “relatório” deste Curso de Nutrição Clínica. Mas o que acho verdadeiramente notável não é a forma como descreve as várias etapas da abordagem do tema, tão pouco as conclusões (embora julgue que, para além de pertinentes, algumas são particularmente úteis). Muito mais do que isso, o que me toca é a humildade que emana da frase “eu não sou um médico (…) de modo que o que se segue são apenas sugestões de um não-especialista”. Com a vossa permissão, o louvor da semana vai, naturalmente, para o Miguel.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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