quarta-feira, 24 de setembro de 2008

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. É com tristeza que fico a saber que a revista “Orienteering Today” está a um pequenino passo de acabar. Num artigo publicado por Geir Nilsen no “site” OPN.no [http://www.opn.no/?side=03812], o editor da “Orienteering Today” retrospectiva os turbulentos três anos de vida da publicação, fala do fôlego surgido no ano passado graças ao acordo editorial com a Nilsen Support e termina afirmando que o acordo chega agora ao fim, com o grupo proprietário da revista a rompê-lo unilateralmente. Porquê? “Quem me dera saber”, afirma. Agora o seu computador está cheio de textos e fotos destinados ao número de Agosto, à espera duma edição que não vai chegar. “Anunciantes e assinantes foram muito pacientes ao longo de todo este tempo e jornalistas e fotográfos contribuíram com o seu trabalho para manter o elevado nível da revista durante muitos anos. Todos merecem ser tratados com o maior respeito. Espero, naturalmente, que no futuro possamos vir a ter uma revista especializada, do género da Orienteering Today”, conclui. Fazemos dos seus, os nossos votos.

2. “Muito se fala, mas…” É desta forma que Tiago Romão diz de sua justiça, abordando “a essência da coisa” no Fórum da FPO [comentário 2132, de 21.09.2008]. Para o Campeão Nacional Absoluto 2008, “segundo o Regulamento da IOF, as provas de Distância Longa devem ser realizadas à escala de 1:15 000.” E levanta duas interrogações: “Porque é que isto nunca acontece em Portugal? Quantas vezes se corre em Portugal a esta escala?” As questões são legítimas, tendo em conta o suporte legal que o Regulamento lhes confere. No Fórum, as questões ficaram sem resposta. Será que aqui alguém se atreve a esclarecer o Tiago? E, já agora, alguém me esclarece também?

3. Começa hoje e prolonga-se até ao próximo sábado o Campeonato Europeu de Ori-BTT [EC MTBO 2008]. Na Lituânia estarão de novo em acção Daniel Marques e João Ferreira, em representação das cores portuguesas. Pela frente irão ter, entre outros, o dinamarquês Lasse Brun Pedersen, o checo Bogar Frantisek ou os russos Gritsan Ruslan e Valeriy Glukhov, todos eles recentes campeões do mundo nos escalões respectivos. Mas a nível organizativo também se fala em português. Nomeado Supervisor IOF, Tiago Lopes é figura de proa em mais um desenvolvimento que eleva e prestigia a Orientação nacional. Ao João, ao Daniel e ao Tiago, com toda a admiração e carinho, votos das maiores felicidades para os desafios que enfrentam. E cujos desenvolvimentos poderá acompanhar regularmente, aqui, no seu Orientovar.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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1 comentário:

Luís Santos disse...

Na minha opinião, a Orienteering Today já terminou há 2 anos...

Em 2002 arrancou a O-Sport e eu estive envolvido na revista desde o início quer como agente dela em Portugal quer compondo algumas notícias sobre os maiores eventos em Portugal. O checo Martin Gregor foi o impulsionador e transformou a revista no único suporte noticioso em língua inglesa com dimensão europeia. Depois, já em 2004, foi outro checo Jan Skricka, o redactor mais ligado à OriBTT que tomou conta do projecto com o mesmo empenho e com a mesma qualidade. Mas começaram aqui os problemas de propriedade da revista e os responsáveis não lhe deram vida fácil (supostamente porque iriam continuar com a O-Sport, o que nunca aconteceu) e a revista mudou de nome para Orienteering Today. Para resolver os problemas financeiros da revista surgiu então o tal grupo nórdico. Por motivos de saúde do Jan, em 2006 saíram apenas 3 números da revista (em vez dos 7 anuais), mas num golpe dos proprietários acharam que não deviam devolver dinheiro a nenhum dos assinantes e conceder facilidades no ano seguinte. O Jan Skricka afastou-se da revista, eu abandonei a representação em Portugal e dos cerca de 80 assinantes portugueses que a revista chegou a ter ficaram menos de 10... A seguir saiu uma revista (tenho em casa) tão má, tão má que metia dó... Entrevistas do WOC com perguntas iguais aos atletas todos, 80% da revista com fotos, péssimo mesmo... Depois voltou a melhorar um pouco mas o projecto ruiu no final de 2006 com a saída do Jan Skricka. Agora foi só a confirmação da morte da revista com muita pena minha porque não há nada que a substitua no panorama europeu e tenho lá edições que são verdadeiras pérolas informativas.