domingo, 27 de Abril de 2008

CAMPEONATOS DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO ESCOLAR ISF 2008



MEDALHAS E SORRISOS NO REGRESSO DAS COMITIVAS

Com a Estafeta da Amizade, encerraram da melhor forma os Campeonatos do Mundo de Orientação Escolar ISF 2008, que ao longo de uma inesquecível semana tiveram lugar na cidade escocesa de Edimburgo.

Agrupando todos os participantes – alunos e professores – em equipas multinacionais de três elementos cada, a Estafeta da Amizade desenrolou-se no belo enquadramento do Holyrood Park, a leste do Castelo de Edimburgo e junto ao “Trono de Artur”, um vulcão extinto. A primeira das 179 equipas a cruzar a linha de meta foi constituída por Karlis Baltacis (Letónia), Thomas Louth (Inglaterra) e Zhan Xi Ying (RP China) e gastou 31:55. A jovem Xi Ying alcançou a proeza de dar à República Popular da China a sua primeira vitória de sempre em provas de Orientação do Desporto Escolar.

John Persson (Suécia), Lauren Eyre (Escócia) e Toms Riekstins (Letónia) terminaram na 2ª posição com 32:19. Apenas 2 segundos mais tarde, entraria a equipa classificada em 3º lugar, constituída pelo inglês Peter Hodkinson – responsável pelo percurso individual mais rápido de todos -, a letã Agnese Baronina e o esloveno Bojan Kavcic. Carla Maia (EB 2,3 A Ribeirinha) integrou, com o austríaco Robert Merl e o escocês Sam Burgess, a equipa 4ª classificada da geral, com 33:45. A nossa “menina de ouro”, Vera Alvarez (EB 2,3 da Sarrazola) alcançou, com a sueca Johanna Olsson e o escocês Shaun Rogerson, o 5º lugar, gastando 33:51.

Globalmente, a prestação portuguesa foi a melhor de sempre nuns Mundiais de Orientação Escolar. À “novidade” dos títulos individuais – os iniciados Vera Alvarez Miranda e Luís Pinto sagraram-se, respectivamente, Campeã e Vice-Campeão de Distância Média – somam-se ainda as medalhas de bronze alcançadas pelos colectivos femininos da EB 2,3 A Ribeirinha (juvenis) e EB 2,3 da Sarrazola (iniciados). Responsável pela representação masculina, a Escola Secundária de Pinhal Novo viu os seus iniciados quedarem-se a um escasso lugar do pódio e apenas os juvenis masculinos, de quem muito havia – e há! – a esperar, não foram além da 10ª posição.

Com as comitivas de regresso a casa, a Orientação nacional - a nível escolar e federado – está ciente das responsabilidades crescentes e prepara-se agora para enfrentar novos e maiores desafios. O Desporto Escolar, como projecto extra-curricular, académico, de enriquecimento psicomotor e social dos alunos, mostra dar passos certos e seguros. A criação das Escolas de Referência Desportiva apresenta já resultados notáveis ao nível das várias modalidades que integra, entre as quais a Orientação passa por ser um excelente exemplo.

Face a um conjunto de factores fortemente positivos, geradores de novos interesses e vontades e impulsionadores duma dinâmica de crescimento da modalidade, custa a perceber que os próximos Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar estejam agendados para Évora, a 24 e 25 do próximo mês, precisamente no mesmo fim-de-semana em que, noutro extremo do País (Terras do Bouro), têm lugar os Nacionais Absolutos. A situação criada colocará, seguramente, problemas de toda a ordem, não só aos jovens atletas, como àqueles que os orientam, igualmente praticantes na sua maioria. Esperemos que esta situação não tenha passado duma lamentável “desatenção” por parte das entidades responsáveis – Federação Portuguesa de Orientação e Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, na dependência do Ministério da Educação - e não seja sintoma duma indesejável falta de articulação (leia-se “comunhão de interesses”) entre o Desporto Escolar e o Desporto Federado, com prejuízos óbvios para ambas as partes.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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