sábado, 29 de dezembro de 2007

RANKING 2007

















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Com a chegada do Inverno e o final da temporada de provas regulares na Europa, os Rankings Mundiais estão agora mais clarificados. A Suécia é o país que apresenta um maior número de representantes no top 25, com 5 mulheres e 5 homens nas listas, seguido pela Finlândia (5 mulheres e 3 homens) e pela Suíça (4 + 4). Catorze países têm um ou mais orientistas no top 25.

Simone Niggli (Suíça) e Thierry Gueorgiou (França) fizeram uma temporada fantástica e lideram o ranking por larga margem. Para estar no topo do pódio, Simone Niggli ganhou duas medalhas de ouro no Campeonato do Mundo, que teve lugar em Agosto na Ucrânia, e venceu 8 das 10 corridas da Taça do Mundo (para além da medalha de bronze, distância longa, nos Campeonatos Mundiais e do 5º lugar, distância média, na famosa O-Ringen, na Suécia. Líder ininterrupta do ranking mundial desde 2004, a orientista suiça conta agora com 5906 pontos, deixando as finlandesas Minna Kauppi (5757 pontos) e Heli Jukkola (5748 pontos) nas posições imediatas.

Conhecido pela sua preparação meticulosa, Thierry Gueorgiou fez grandes progressos esta temporada, tornando-se um “top performer” consistente nos três formatos da disciplina (distância longa, distância média e "sprint"). Tal como Simone Niggli, também ele conquistou duas medalhas de ouro no Campeonato do Mundo e venceu todos as oito corridas da Taça do Mundo em que participou. O seu domínio esmagador nas restantes provas ao longo do ano, permite-lhe liderar o ranking com 5788 pontos e a confortável margem de 236 pontos sobre o seu mais directo adversário, o suiço Matthias Merz, campeão do mundo de distância longa. Outro suíço, Daniel Hubmann, é terceiro do ranking com 5520 pontos.

Quanto aos orientistas portugueses, Marco Póvoa é o mais bem cotado, ocupando a 165ª posição do ranking com 4410 pontos. Tiago Aires surge a seguir, na 183ª posição (4323 pontos), enquanto Joaquim Sousa (4195 pontos) é o 203º do ranking e terceiro melhor português. Raquel Costa lidera a lista portuguesa no escalão feminino, sendo a 187ª classificada do ranking com 3261 pontos. Com menos 256 pontos, surge Maria Sá, na 214ª posição do ranking enquanto Susana Pontes é a 249ª classificada com 2623 pontos. Colectivamente, Portugal ocupa a 20ª posição mundial no sector masculino, sendo 27º nas senhoras. Suécia (masculinos) e Finlândia (femininos) lideram os rankings colectivos.

Uma referência final para Ionut Zinca (na foto), o orientista romeno que representa o Grupo Desportivo 4 Caminhos. Zinca é agora o 43º do mundo, com 5091 pontos e regista uma progressão notável nos últimos dois anos (era 116º após os Mundiais de 2005 e 64º após a mesma competição já este ano).

Saiba tudo na página da Federação Internacional de Orientação, em
http://www.6prog.org/iof/wre_home~.htm .

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O REGRESSO DAS PROVAS LOCAIS

Com o início de um novo ano, regressa a Orientação. O “aperitivo” é servido pela dinâmica equipa do Ori-Estarreja, em mais uma Prova Local, no primeiro sábado de 2008, a partir das 14h00.

O mapa desloca-se agora um pouco para sul, ao encontro das
Gafanhas. O orientista é posto à prova algures, entre a Gafanha do Carmo – ali, a “cheirar” a Vagueira – e a Vista Alegre, numa zona de floresta com particularidades interessantes.

As inscrições podem ser feitas até à 4ª feira anterior (2 de Janeiro) para
inscrever@ori-estarreja.com e o preço é de 1,5 € (jovens) ou 2,5 € (adultos). Atletas não federados têm um agravamento de 1,75 € no preço de inscrição.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 23 de dezembro de 2007

CARTA DO "ESPÉCIE" AO PAI NATAL

Com a devida vénia, uma carta especial ao Pai Natal:

“Meu querido Pai Natal de barba branquinha:

Eu sei que és um senhor com muitos afazeres, sobretudo nesta época, mas como não te peço nada há mais de…nem me lembro desde quando, gostaria que perdesses um minuto do teu natalício tempo, para ver se podias dar uma ajudinha aqui a este teu camarada da “espécie de orientação”.

Tu, que deves ser um orientista de alto gabarito (bem podes rivalizar com o Gueorgiou), que tanto partes dos confins da Lapónia, como de imediato percorres a Muralha da China, para logo abordares umas quantas chaminés nas pampas da Argentina e de seguida descarregares material numas cabanas dos aborígenes australianos, só podes ter uma capacidade de orientação acima da média (ou não sejas tu oriundo das zonas nórdicas), apesar de não te dares muito bem com os ares das savanas africanas, mas enfim…confio cegamente que me possas auxiliar neste momento de “desorientação”. Pssiu! Pssiu! Aqui só para nós. A história de também “atascares”, quando visitas os pubs irlandeses, é verdade? Meu “maganão”…está à vontade, que sou como um túmulo, ho…ho…ho…

As minhas pretensões nem são muito ambiciosas. Se estás à espera que te peça uma estadia prolongada em Bora Bora, o último grito da Ferrari, uma mansão na Riviera Francesa ou uma estrondosa companhia do tipo 86-60-86, podes ficar descansado, que essas ninharias não me fazem falta nenhuma. O meu pedido é bem mais terráqueo e portanto, pleno de sonho e fantasia.

Não terás por aí uma daquelas bússolas, que utilizaste em tempos (agora que já não usas…o GPS quem to ofereceu?), que davam uns azimutes certinhos, para rapidamente chegares, com o teu trenó, aos locais desejados? Se forem das que saem uns bons metros ao lado, obrigadinho mas já estou servido (as do amigo Moutinho ainda funcionam).

Não querendo abusar da tua bonomia e se não for muita pedinchice, eu alargava o meu pedido, para completar o “kit” orientista. Uma meia dúzia de mapas, de terceira geração, com os percursos bem delineados, à prova de “atascanços” e “pastorícias”, com sensores de aviso de desvio de rota, também me seriam bastante úteis. Ora deixa lá ver se me falta alguma coisa…Ah!!! Um SIcard série 10, (acho que ainda nem existe cá), de alta definição, que me impeça de cometer os malfadados “mps”, que acorde as balizas adormecidas, para finalmente poder ombrear com a malta dos Sportident8 ou 9 (ou lá o que é, o Zé Bernardo pode explicar). E já que estás com a “mão na massa”, vê se consegues desencantar nos teus baús, uns manuais de sinalética, onde não se confundam ruínas com áreas abertas, cotas com depressões ou reentrâncias com esporões e que tragam instruções, de preferência com desenhos, sobre todo o tipo de “pedrolas”. Ficar-te-ia eternamente grato e ia-me dar um jeitão para a próxima prova do Alvão (reparaste como isto rimou? hehe).

Quem bem assim rima sem querer,
Belos presentes deve receber!!! (ora essa)

Eu sei o que deves estás a pensar. “Para que é que este tipo quer um “kit” avançado de orientista da marca “Nöel`s Silva”, se corre como uma tartaruga e pesa quase tanto como um qualquer atleta de sumo?” Ok, tens razão, mas eu faço-te uma promessa. Nesta quadra vou me tentar portar bem. Corte radical no queijo da serra, pão-de-ló, bolo-rei, rabanadas, sonhos, filhós e outros pecadilhos de gula afins. Mas deixa-me pelo menos, petiscar uma postinha de bacalhau, molhada com um tinto do Douro, está bem? E vou correr todos os dias (ou quase…não abusemos), para matar as calorias da “roupa velha”.

Agora só espero que não me desiludas, como com certeza eu te vou desiludir (hehe, não acredites, foi só uma graçola). Envia o equipamento e depois voltamos a conversar de orientista para “espécie”. Se tudo resultar, prometo (é só promessas!) que envidarei todos os esforços (nem que tenha de meter uma cunha ao Carlos Monteiro), para te conseguir um “wild card” para o WMOC`08, no super escalão dos mais de 100 (uma mão lava a outra não é assim?). E podes fazer mais uma boa acção e dar boleia ao teu jovem conterrâneo Erkki Luntamo, que ainda não fez 94.

Espécie de saudações orientistas com um abraço ao meu velhinho preferido.

PS: Os meus cumprimentos ao “Rudolfo” (a tua rena favorita), que esse sim é um “espécie de orientista” de eleição, sempre com um “grão na asa” e sempre no sítio certo (tenho fé que consiga controlar a minha chaminé).”

Eu vou aparecendo.

Ao Luis Pereira, um grande e forte abraço e... um Bom Natal!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

FELIZ NATAL

sábado, 15 de dezembro de 2007

TROFÉU CAMINHOS DO ALVÃO 2008


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"Serra do Alvão, Vila Real, 19 e 20 de Janeiro de 2008!

É verdade que pode ter frio... e até pode ter neve. Mas acima de tudo, vai ter floresta de pinheiro, floresta limpa e floresta com pedras incontáveis. Terreno aberto com paisagens lindíssimas, rebanhos e seus pastores a perguntarem o que andamos nós ali a fazer! Na realidade, vai ter postos de controlo nas reentrâncias e nas escarpas, nas falésias e nas colinas. Percursos desafiantes e adequados a cada escalão. Mapas que dão vontade de lá voltar.

Vai ter solo duro em pavilhões confortáveis, chá no final dos percursos. E o fruto do trabalho de uma equipa dedicada, que tudo fará para vos receber bem... mesmo muito bem!

Ainda se lembram do frio? Pois se ele aparecer e não nos deixar competir no Alvão, também temos uma prova alternativa preparada! Temos uma etapa em Vila Real, mapa de Park (não urbano) e outra em Sabrosa, mapa de floresta junto à Vila, em zonas bem abrigadas do frio, arborizadas, com muitos pormenores de relevo e detalhes rochosos, que certamente serão vosso agrado."
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É esta a mensagem da equipa Orimarão que, em si mesma, encerra um convite irrecusável.
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As inscrições estáo abertas até às 23:59:59 do dia 14 de Janeiro. Saiba aqui todos os aspectos relacionados com informações gerais , informações técnicas, inscrições e outros aspectos de interesse geral.
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JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 8 de dezembro de 2007

PROVA LOCAL ORI-ESTARREJA


Quatro semanas volvidas sobre a 1.ª Prova de Orientação do AFIS, a zona florestal junto à Pousada da Juventude voltou a ser palco duma actividade do género na tarde do passado sábado. A organização esteve a cargo do Ori-Estarreja e a Prova Local constituiu um bom treino para praticantes e um sempre agradável passeio para os menos afoitos.

Após uma bela manhã de sol, o céu começou a cobrir-se rapidamente de nuvens e a ameaça de chuva iminente terá desmotivado eventuais interessados. Assim, não surpreende que o número de participantes tenha ultrapassado em muito pouco a vintena. Uma verdadeira oportunidade perdida, sobretudo se pensarmos que não é todos os dias que alguém se predispõe a facultar recursos materiais e humanos ao serviço da promoção e divulgação da modalidade.

Aqueles que, apesar de tudo, se predispuseram a “ir a jogo”, não terão dado o seu tempo por mal empregue. À medida que a tarde avançava, a sombria floresta revelava múltiplos encantos num verde mais homogéneo face à pouca luz, num chão semeado de numerosas espécies de cogumelos, no ruidoso silêncio feito do leve restolhar de pequenos animais, no intenso odor a húmus e a terra molhada. Lá bem no seu seio, um após outro, ia sendo desfiado o “rosário” de pontos, em percursos com grau de dificuldade para todos os gostos.

Deu ainda para perceber que o mapa do Furadouro permanece bem actual mas a sinalização começa a necessitar de manutenção urgente. A falta de cuidado leva a que, quem promove a limpeza da floresta, se esqueça que aquelas estacas no solo, com uma pequena placa numerada e a indicação “por favor não mexer”, é mesmo para não mexer. E não estamos a falar dos lavradores que carregam a caruma nos seus atrelados, não. Basta ver o que aconteceu com a desmatação junto à Estrada Florestal, que transformou a zona num verdadeiro “cenário de guerra” e levou à frente toda a sinalização que encontrou, para se perceber do que falamos.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

3º OPEN ORIENTAÇÃO ATV

















Oeste, terra de vinhedos, de mar, cavalos, gastronomia, vinhos, património e… Orientação.

por, Orlando Duarte* o

Nascido e criado em Lisboa, há dez anos decidi adoptar a região do Oeste (Foz do Arelho) como a minha segunda terra. Tempo suficiente para apreciar e deliciar-me com toda esta riqueza natural - e não só! -, que esta região nos oferece. Como se isto tudo não bastasse, aparece agora a Orientação o que, para mim, candidato a "espécie de orientista", é a cereja no topo do bolo.

Então, no Sábado, lá fui em direcção ao Bom Sucesso para participar no III Open do Académico de Torres Vedras. Mais uma vez somos brindados com um local lindíssimo, já um pouco minado de betão, mas ainda assim a merecer uma deslocação para apreciar as paisagens e desfrutar da bela margem de praias da Lagoa de Óbidos.
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Segundo os entendidos, o mapa era muito bom, o traçado muito técnico e excelente, mas isto são aspectos que esta "espécie de orientista" ainda não está abalizado para opinar. Todavia, o que eu posso transmitir foi o prazer que senti dentro e ao longo daquele percurso. Numa só palavra: maravilhoso! Perante tal afirmação, fica-se com a ideia que a prova me correu bem. Infelizmente, não tão bem quanto desejaria: Dois pontos mal avaliados e fui atirado para 10º lugar em 45 participantes.
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No Domingo, outro mapa, outro local, outro concelho: Ferrel,Peniche. Em tempos alguém pensou em instalar ali uma central nuclear mas, felizmente, tal ideia não foi avante. O Académico de Torres Vedras pensou em fazer ali uma prova de Orientação e, felizmente, foi avante. Mais um percurso excelente, não tão técnico como o de Sábado, mas não menos saboroso. Aqui, a prova correu-me melhor, à excepção dum ponto que foi ultrapassado, mas não esquecido, fruto da minha disposição natural para a corrida, dá nisto, depois há que voltar para trás e assumir as naturais consequências. Ainda assim fiz 2º lugar e de tal modo que deu para recuperar do 10º lugar de Sábado para 2º da geral em 66 participantes!

Estou muito satisfeito e contente por ter participado neste evento desportivo em que o Académico de Torres Vedras está de parabéns. Excelente equipa, superiormente comandada pela dupla Luís Sérgio / Maria Amador. Na minha modesta opinião - pois não passo duma "espécie de orientista" -, das 8 provas em que participei, esta foi a melhor e mais bem organizada. Não tenho dúvidas em afirmar: prova exemplar e a copiar por outras organizações. Mais uma vez, os meus parabéns à vasta (nestes casos, os bons samaritanos, nunca são de mais) equipa do Académico de Torres Vedras!

O DIREITO…
Mais de mil inscritos, dois bons mapas, bom apoio logístico: parque de estacionamento perto dos centros do evento, Wc`s portáteis, locais de recolha e entretenimento para as crianças, bar ambulante com uma vasta gama de abastecimentos líquidos e sólidos. No Domingo houve as mais valias das artesãs de renda de bilros, da ceramista e do seu atelier aberto aos mais novos, dos serviços de massagista de recuperação, das tropas especiais de Lamego com aulas práticas de Arco e Flecha, do excelente chá quente com bolachas no final da prova (já tinha havido no Sábado), dos doces regionais de Torres Vedras, dos resultados céleres, quer no local, quer on-line, a vinda de mais ou menos duzentos e quarenta espanhóis participantes e seus familiares, o forte convívio e festivo na área de concentração, espaços comerciais para venda de material desportivo de orientação, o troféu para os melhores classificados foi concebido e realizado por uma artista plástica e o modelo é feito em barro e especificamente para o evento, enfim, tudo 5 estrelas!

O TORTO…
Poderia ser uma prova imaculada, mas... há sempre um "mas". Como sabem, nos escalões abertos não há prémios classificativos. Porém, as organizações gostam, também, de brindar estes escalões. Não ficava bem comigo se não confessasse aqui e agora, que não gostei de ver um sorteio de troféus para os referidos escalões. Do meu ponto de vista, só há uma maneira de se merecer um troféu, é conquistá-lo através do mérito exposto na prova. Porém, há uma coisa diferente, sortear prémios ou brindes… aí, estou totalmente de acordo. Ainda recentemente, na Corrida da Saúde do Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, um participante foi bafejado pela sorte ao ganhar o prémio em sorteio que era só…um automóvel!!!

A prova em números:

ooooooo 1005 Inscritos
ooooooo 897 Classificados (89,25 %)
ooooooo 203 Jovens (22.63 %)
ooooooo 227 Seniores (25.30 %)
ooooooo 316 Veteranos (35.22 %)
ooooooo 151 OPT's (16.83 %)
ooooooo 235 Femininos, excepto OPT's (31.50 %)
ooooooo 511 Masculinos, excepto OPT's (68.50 %)

Boas pernadas e até à próxima!

ooooo * Atleta do Clube AFIS e orientista do CDA Margem Sul (Almada)

domingo, 2 de dezembro de 2007

2º TROFÉU ORI-BTT CIDADE DA TROFA

PROVA É JÁ NOS DIAS 8 E 9

Praticada em quatro disciplinas diferentes - Orientação Pedestre, Orientação em BTT, Orientação em Esqui e Trail Orienteering (orientação prioritariamente para deficientes motores) - aqui está uma excelente oportunidade para os amantes da Orientação e da BTT darem azo à sua perícia.

O 2º Troféu de Ori-BTT Cidade da Trofa disputa-se já nos próximos dias 8 e 9 de Dezembro e é uma organização conjunta do Grupo Desportivo 4 Caminhos, da Câmara Municipal da Trofa e da Federação Portuguesa de Orientação.

A Concentração, Partidas e Chegadas estão agendadas para a Freguesia de Covelas e os participantes são convidados a percorrer as encostas e vales verdejantes deste jovem concelho, com uma geografia acidentada recortada por inúmeros regatos e ribeiros em que a vegetação, floresta de eucaliptos, surge intercalada por outras espécies e férteis campos de cultivo.

Esta prova de Orientação em BTT é pontuável para a Taça da FPO e aberta a pessoas de qualquer idade, federadas ou não federadas, podendo participar individualmente ou em grupo.

Elementos da organização ajudarão os participantes com menos experiência em termos de Orientação, explicando os conceitos básicos da modalidade.

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JOAQUIM MARGARIDO

PROVA LOCAL

INICIATIVA DO ORI-ESTARREJA É JÁ NO DIA 8

De uma forma equilibrada, a Federação Portuguesa de Orientação criou espaços nos calendários competitivos destinados ao fomento da modalidade. Para tal, os clubes dinamizam eventos onde a logística é mínima, servindo apenas o propósito simples da prática da Orientação. Uma hora, um local, 3 percursos (Nível 1,2 e 3) e a vontade de praticar Orientação. É este o lema!

Por norma não existem horas de partida, resultados nem controlo da correcta execução do percurso. Cada um começa a prova quando entende e fá-la ao ritmo que quer. Seja para iniciar, aprender, treinar, evoluir ou simplesmente para um dia diferente... há espaço para todos.

Dentro desta filosofia, o Clube Ori-Estarreja leva a cabo, já no próximo dia 8 de Dezembro, pelas 14h00, a sua segunda Prova Local da época, com ponto de encontro marcado junto à Pousada da Juventude. Esta poderá ser, sem dúvida, uma excelente oportunidade para experimentar a Orientação. Basta inscrever-se para que possa ter um mapa à sua espera. Se assim o desejar, poderá ter também um atleta do Clube para o acompanhar nos primeiros passos nesta cativante forma de praticar desporto. As inscrições deverão ser feitas até ao dia 5 de Dezembro para o e-mail:
inscrever@ori-estarreja.com .

Apareça!

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Entrevista: O PASSO E A PERNA

Um mês após o relançamento da Secção de Orientação do Clube AFIS, Eduardo Ferreira e Pedro Silva explicam como tudo começou e falam dos seus anseios e expectativas relativamente a uma modalidade que tem muito para oferecer.

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No âmbito das actividades curriculares do 11.º Ano Tecnológico-Desporto da Escola Secundária Júlio Dinis, o professor Eduardo Ferreira propõe-se lançar um desafio aos seus alunos. Corria o ano lectivo de 2006-2007 e as tardes de quinta-feira passaram a ser dedicadas a uma modalidade desconhecida de muitos. “Faziamos Orientação e os jovens gostavam. Engraçado é que a ideia passou. Começou a falar-se na Escola e fora dela”, explica. A sua iniciativa acabaria por suscitar algum entusiasmo, na perspectiva do relançamento da modalidade em Ovar. O mais lógico seria a reactivação da Secção de Orientação do Clube AFIS, há longos anos estagnada. Havia, porém, um senão: A Direcção do Clube, às voltas com a 19ª Meia-Maratona Cidade de Ovar, tinha achado a ideia inoportuna e votado pela negativa. Ainda assim, com AFIS ou sem AFIS, a Orientação haveria de ir avante.

Num quente final de tarde de sexta-feira, às portas do Verão, o Salão Nobre da Câmara Municipal de Ovar foi palco dum encontro que não poderia ter sido mais conclusivo. Eduardo Ferreira foi um dos convidados. Partilhou do entusiasmo dos presentes e sentiu que a ideia tinha pernas para andar. Sabia que o seu esforço merecia ser ampliado e, apesar da ausência de elementos do Clube AFIS, ali estavam a autarquia e dois dos mais proeminentes clubes de Orientação do nosso país – o Ori-Estarreja e o Grupo Desportivo 4 Caminhos (GD4C) -, na pessoa dos seus presidentes, a dar-lhe a mão. A Direcção do AFIS, porém, acabaria por reconsiderar. “A partir daqui, procurei reunir um núcleo de pessoas que me dessem garantias de desenvolver um bom trabalho e, com toda a nossa inexperiência, fomos para a frente”, concretiza Eduardo Ferreira.


“Gostávamos de criar um público”

Uma das pessoas que aderiu ao convite foi Pedro Silva: “O Eduardo pediu-me ajuda no sentido de relançar a Secção. Era a minha estreia no associativismo mas achei a ideia interessante, já que a Orientação permite um contacto muito estreito com a natureza e eu gosto desse tipo de actividades. Portanto… cá estou eu”, começaria por dizer. Mas há muito trabalho pela frente: “Numa primeira fase, pretendemos chegar à população do concelho de Ovar. Gostávamos de criar um público para a Orientação. Desde logo, indo ao encontro dos associados do Clube. Depois, nas Escolas, criar uma via para chegar até aos jovens, explicar-lhes os fundamentos da Orientação e levá-los a praticar a modalidade.”

“Para levar por diante este esforço de promoção e divulgação da modalidade contamos, fundamentalmente, com o apoio dos AFIS e com a disponibilidade do Ori-Estarreja e do GD4C.” Quem o afirma é Eduardo Ferreira, para logo de seguida reclamar outros apoios: “A Orientação constitui uma forma de promover o concelho, pelo que se justifica que a autarquia nos venha a apoiar de forma consistente. Só assim, à semelhança de outros clubes, poderemos vir a organizar provas que tragam a Ovar orientistas de todo o lado.” De forma realista, Pedro Silva vai admitindo: “Devemos ter consciência de que este é um processo em que temos de lançar bases com alguma calma. Não podemos estar a bater à porta das várias entidades sem termos algo para lhes mostrar. Daí ter surgido a 1.ª Prova de Orientação, a qual veio revelar-se como um bom contributo nesse sentido e julgo que temos algumas condições para tentar envolver a Câmara Municipal de Ovar numa próxima iniciativa e, gradualmente, angariar outro tipo de apoios para as iniciativas da Secção.”


“Temos capacidade para evoluir”

A 1ª Prova de Orientação merece, da parte de ambos, um balanço muito positivo. “Quem participou ficou entusiasmado”, resume Eduardo Ferreira. “Poderíamos ter tido um número mais elevado de participantes mas queríamos testar, sobretudo, os aspectos organizativos. Não queríamos abrir as portas a toda a gente e, de repente, vermos que não tínhamos capacidade para responder a todas as solicitações. Daí termos quase personalizado a divulgação e limitado o número de participantes.” Mas há aspectos a corrigir: “Já contávamos com as várias observações que nos fizeram e estaremos atentos para que as falhas não se repitam no futuro.”

Esse futuro, para Pedro Silva, engloba uma prova urbana, bem no centro da cidade, já em Janeiro de 2008: “Na verdade, a 1ª prova foi a ‘prova zero’. Sentimos que temos capacidade para evoluir, que podemos ser um pouco mais ambiciosos. Será interessante fazer uma prova no coração de Ovar no sentido de criar um pouco mais de dinâmica, de nos aproximarmos da população, porque é inevitável as pessoas confrontarem-se com a prova que está decorrer e procurarem inteirar-se do que se passa.” Mas a concretização desta iniciativa comporta uma dificuldade: “Neste tipo de modalidade a existência de um mapa é fulcral. E nós não temos um mapa do centro da cidade adaptado a este fim. Sentimos que a transposição das plantas existentes para um mapa de Orientação não será um processo de grande complexidade mas necessitará duma forte conjugação de interesses e de apoios. Está tudo dependente disso mesmo”, conclui.


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Orientação e Natureza

Apesar das excelentes condições naturais que o nosso concelho oferece para a prática da Orientação, não se pode escamotear o facto de se tratar duma área particularmente sensível do ponto de vista ambiental. Será a Orientação inimiga do ambiente? Eduardo Ferreira rejeita veementemente a ideia: “Há mesmo uma empatia entre a Orientação e a Natureza”, afirma. Para o seccionista, “chamar as pessoas para a floresta encerra em si a ideia de todos fazermos um esforço no sentido de a preservar, de a manter limpa. Fruir aquele espaço, respirar aquele ar, ajuda-nos a perceber melhor a riqueza do espaço envolvente. Seria mesmo um contra-senso destruí-lo.”

Também Pedro Silva considera que “esta é uma altura privilegiada para desmistificar a ideia que algumas pessoas possam ter da Orientação. Neste tipo de provas há, naturalmente, um espírito competitivo, mas há também muita gente que opta por ter uma atitude mais lúdica, fazendo a prova a passo, ao seu ritmo, interagindo com o espaço duma forma muito intensa. Além disso, é uma preocupação das organizações, no final de cada prova, zelar para que não fiquem resíduos espalhados no terreno. E são os próprios participantes, muitas vezes, a auxiliarem-nos nesse trabalho.”


“Também se faz Orientação na sala de aulas”

As ideias, contudo, não se ficam por aqui. Tornar o sítio na Internet [www.afis.pt] mais informativo, promover a participação em provas organizadas por outros clubes, realizar acções de formação e ir ao encontro das escolas, são outros grandes objectivos no curto e médio prazo. “Contactámos já as três grandes escolas do concelho”, adianta Eduardo Ferreira e concretiza: “Queremos que os alunos venham fazer um percurso de Orientação, na Primavera, no mesmo local onde decorreu a 1ª Prova. O nosso objectivo é ter 200 alunos por escola a participar. E queremos alargar esta dinâmica às Escolas do Ensino Básico. Também se faz Orientação na sala de aulas.”

Sinteticamente, Pedro Silva a concluir: “No seio do Clube AFIS, os nossos objectivos não passam, claramente, por competir com a Meia-Maratona Cidade de Ovar, em termos de projecção, por exemplo. Não temos capacidade para o fazer nem está nos nossos horizontes. Até porque, associados à Orientação, há aspectos relativamente complexos, tanto ao nível técnico, como logístico. Teremos que cumprir gradualmente certas exigências e dar passos fundamentados nesse sentido. Gostaríamos, isso sim, de sentir que existe um grupo de pessoas motivadas em torno da Orientação, com vontade de participar e que esse grupo fosse crescendo aos poucos. Não temos objectivos concretos quanto ao número de pessoas que mobilizamos ou de provas que organizamos. Vamos devagar. Só não podemos é dar um passo maior do que a perna. Até porque a perna, neste momento, é curta.”

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

FOTOS 1ª PROVA



Aprecie os testemunhos duma tarde memorável.

JOAQUIM MARGARIDO

A 1ª PROVA NA IMPRENSA

Foram muitas as publicações - sobretudo online - que dedicaram algum do seu espaço ao assunto.

Se quiser saber mais, consulte:
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JOAQUIM MARGARIDO

O QUE ELES DISSERAM...


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Têm a palavra alguns dos protagonistas na 1.ª Prova de Orientação do AFIS:

“Foi interessante passar pelos espetos a correr, a adrenalina. Estivemos sempre juntos, nunca nos perdemos e foi espectacular pela camaradagem e pelo espírito de equipa. E também pelo contacto com a natureza. Quando houver uma próxima vez vamos voltar e, quem sabe, um destes dias aventuramo-nos a fazer um percurso sozinhos.”
João Silva, Tiago Santiago e Francisco Sebe, estudantes

“Treinamos muito a vertente física mas há poucas possibilidades de fazermos treino técnico. Ter um percurso destes montado para virmos cá treinar é excepcional. É aquilo que não há! E depois temos o convívio, reencontramos aqui o pessoal e, no meio da floresta, então, é ainda melhor.”
Jorge Dias (ADFA)

“Este mapa está muito bom, actualizado e foi um bom treino. Só andei um bocado perdido no ponto 5. Pensei que estava mal colocado mas fui eu que saí mal. Sempre que surgirem oportunidades destas espero poder voltar.”
Hélder Marcolino (GD4Caminhos)

“Mais do que para o AFIS, o relançamento da Secção de Orientação é uma mais valia para o Concelho de Ovar. Devemos agradecer ao Ori-Estarreja todo o apoio prestado e louvar a atitude dos Quatro Caminhos que aparecem aqui a ajudar-nos sem qualquer outro tipo de interesse que não apenas pela amizade e pela promoção da modalidade. Esperamos poder continuar a contar com a sua presença no futuro porque todos temos muito a aprender com eles.”
Manuel Ramos, Presidente do Clube AFIS

“Uma primeira experiência muito agradável, onde se conjugam inúmeras vertentes que colocam à prova as qualidades e capacidades de cada um. Felicito o AFIS por ter relançado esta modalidade que ajuda a mente e sobretudo permite reforçar o espírito de entreajuda no seio do grupo.”
Conceição Vasconcelos, Vereadora do Desporto da CM Ovar

“Temos de manter um contacto permanente com os mapas, não basta correr. É um luxo para um Clube que está a começar poder contar com uma cartografia deste nível. E hoje foi óptimo, porque foi possível fazer treino orientado, num espaço excelente para a prática da modalidade. Além disso, foi muito importante para nós estarmos cá a apadrinhar a estreia do AFIS e esperamos que continuem a trabalhar desta forma organizada e consistente, certos de que há ainda um longo caminho a percorrer.”
Fernando Costa (GD4Caminhos)

“Tivemos um número significativo de participantes e parece-nos que, independentemente de a organização ter tido algumas lacunas, que são naturais, toda a gente se divertiu. Não estão calendarizadas outras actividades do género mas, atendendo à receptividade que a iniciativa teve, outras iniciativas irão certamente surgir muito em breve, numa tentativa de cativar mais gente para a prática da modalidade.”
Pedro Silva, Seccionista de Orientação do Clube AFIS


JOAQUIM MARGARIDO

1ª PROVA DE ORIENTAÇÃO AFIS

SOB O SIGNO DO ENTUSIASMO

Após um longo interregno de quase dez anos, o Clube AFIS procedeu ao relançamento da Secção de Orientação, fazendo disputar na tarde do passado sábado a sua 1.ª Prova.

O local escolhido foi a mancha florestal a norte da Pousada da Juventude e o esforço de divulgação resultou num total de três dezenas e meia de entusiásticos participantes. O Clube AFIS contou com o inestimável apoio do Clube Ori-Estarreja nos aspectos eminentemente logísticos relacionados com a cartografia e a sinalização dos pontos. Destaque igualmente para a presença de doze elementos do Grupo Desportivo 4 Caminhos (Senhora da Hora) a apadrinhar esta edição primeira, entre os quais Joana Costa, vice-campeã latina de Distância Longa em Cadetes Femininos.

Para muitos, esta iniciação à modalidade encerrou um verdadeiro convite à descoberta e à aventura. A tarde amena e uma floresta feita jardim, matizada de tons de verde e lilás, reforçaram o profundo e irrecusável desafio. E, no respeito pelas regras mais elementares da Orientação, os participantes lá foram partindo, individualmente ou em grupo, para um belo passeio de 2.900 m, distribuídos por 8 pontos intermédios de passagem obrigatória. Jorge Dias e Fernando Costa foram monitores atentos e empenhados, revelando enormes qualidades pedagógicas e um profundo conhecimento específico, que motivaram e entusiasmaram os menos familiarizados com as particularidades da Orientação.

Num mapa altamente técnico, o percurso escolhido revelou-se muito simples, com inúmeros pontos de referência facilmente identificáveis, o que permitiu uma progressão segura e um adequado contacto com a sinaléctica mais comum. Um ou outro percalço de permeio, fizeram notar que esta é uma modalidade que exige concentração, rapidez de raciocínio e capacidade de decisão. Mas a descoberta duma nova baliza, a correspondente elevação dos níveis de confiança e auto-estima e a superação do percurso, constituíram elementos determinantes para o balanço final extremamente positivo que cada um fez da experiência.

Saúda-se o relançamento da Secção de Orientação do Clube AFIS e aguardam-se novas iniciativas. Há um capital de entusiasmo gerado por esta 1.ª Prova que não se pode desperdiçar. As condições naturais da nossa floresta, um excelente mapa para a prática da modalidade e muita gente jovem (e menos jovem) curiosa por descobrir aquilo que de espectacular a Orientação encerra, são “matéria-prima” que justifica uma elevada dose de optimismo. Se a isto acrescentarmos o dinamismo da Secção de Orientação do Clube AFIS, o empenho dos seus membros e os indispensáveis apoios por parte da autarquia e de alguns emblemas com créditos firmados, tanto nas vertentes técnica como organizativa, teremos reunidas todas as condições para que o concelho de Ovar volte a ser uma referência incontornável no panorama da Orientação a nível nacional e internacional.

JOAQUIM MARGARIDO