Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

ORI-CONVITE: ONDE QUEREMOS QUE A ORIENTAÇÃO ESTEJA EM 2020 ?!?

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Culminando o excelente trabalho de pesquisa e análise dos vários temas que marcam a actualidade da Orientação em Portugal, Alexandre Guedes da Silva endereça-nos um irrecusável “Ori-Convite”.


Com a sua questão inicial levantada no Fórum FPO – “Onde queremos que a Orientação esteja em 2020” – Alexandre Guedes da Silva foi, já aqui o dissemos, o grande animador do morno período de Verão. Ao longo de 30 mensagens, 5 gráficos, 7 quadros e 113.466 caracteres (!), somos brindados com um vasto leque de análises conjunturais a vários níveis que servem para chamar a atenção dos agentes da modalidade sobre a necessidade de passarmos a ser mais “eficientes” na relação com os parceiros institucionais, patrocinadores, potenciais praticantes, população em geral e – porque não dizê-lo – connosco próprios.

Corolário lógico deste tão intenso quão importante trabalho, terá lugar na próxima sexta-feira, pelas 18h00, no Anfiteatro I da Universidade Lusíada de Lisboa, a apresentação das conclusões deste estudo prospectivo de incontornável valor. "Caminhar na busca do conhecimento que tornará real o nosso sonho", tal é o objectivo de Alexandre Guedes da Silva que terá ao seu lado um dos fundadores da Federação Portuguesa de Orientação, Katia Almeida.

Debater os temas lançados à discussão e reflectir sobre um conjunto de ideias que poderão ajudar a moldar o futuro da Orientação em Portugal, tal é a essência deste irrecusável “Ori-Convite”. Não falte!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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OS VERDES ANOS: DIOGO BARRADAS

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Olá,

Sou o Diogo Barradas, vivo em Manique de Baixo e nasci a 8 de Maio de 1996 pelo que tenho 14 anos.

Passei para o 9º ano de Escolaridade na Escola Salesiana de Manique.

Comecei muito cedo na Orientação num clube chamado CDCE (Clube Desportivo da Costa do Estoril). Pratico Orientação desde os meus 4 anos, ou seja, fazendo as contas, faço-o há 10 anos. O meu pai faz este desporto desde os meus 3 anos e aos 4 anos comecei a fazer provas com a minha mãe mas era ela que tinha o controlo da prova. Um ano mais tarde comecei eu a levar o mapa e a mexer na bússola. Um dos momentos que me lembro melhor desta fase foi numa prova no Gerês em que já íamos com muito tempo de prova e quando chego ao Sprint Final pararam a Cerimónia de Entrega de Prémios para me baterem palmas.

A minha estreia na Orientação sozinho aconteceu no dia 11 de Dezembro de 2004, no VII Campeonato Ibérico em Vendas Novas, tinha eu 8 anos. Essa prova tinha uma distância de 4,7 quilómetros no percurso mais pequeno, que os completei em pouco mais de 3 horas porque aproveitava para contemplar a natureza. Lembro-me perfeitamente que na prova muita gente me perguntava onde estava e eu apontava o sítio correcto.

O meu gosto pela Orientação foi-se desenvolvendo mais pelo convívio do que pela própria competição no desporto. Foi então que em 2005 apareceu o OriJovem. O 1º OriJovem foi no Barreiro e lembro-me na altura que não éramos mais que 30 participantes (agora já vai na sua 14º edição e o número de participantes aumentou em 100).

No meu último ano de Infantil escolhi abandonar a Orientação - pelo menos temporariamente - e dediquei-me ao Karaté e ao Ténis de Mesa, em paralelo com o Atletismo.

Chegou entretanto a altura da importantíssima prova organizada pelo CPOC que foi o Portugal O’ Meeting 2009, que decorreu em Mora. Aí, ao viver quatro dias intensos de trabalho e de convívio, apercebi-me do que até lá já tinha perdido ao abandonar a Orientação.

O meu regresso foi no Nacional Absoluto desse ano de 2009 em Vendas Novas. Ganhei logo essa prova o que me motivou ainda mais para continuar.

O grande “boom” na Orientação foi o 12º OriJovem, na Marinha Grande. Aí aprendi o que era uma curva de nível e a partir daí a Orientação tornou-se mais competitiva para mim.

E aqui estou eu actualmente, mais motivado do que nunca e quase a conseguir o meu primeiro título nacional, logo no ano que volto como Iniciado.

A relação Orientação-estudos é muito boa porque desde que levo o desporto mais a sério faço Atletismo todos os dias e tenho pouco tempo para os estudos o que me mentaliza para estudar logo que chego a casa em vez de ir ver televisão ou jogar computador. Resultado: Melhorei muito as notas.

Este ano foi o meu primeiro ano de Desporto Escolar porque a minha escola não tem Orientação, o que tenho muita pena visto que a minha escola tem já um lote de grandes atletas saídos de lá. Inscrevi-me pela EB 2,3 da Sarrazola e correu muito bem ao ponto de chegar aos Nacionais e fazer um 4º lugar na Geral sendo Iniciado de primeiro ano.

Uma das minhas ambições é para o ano qualificar-me para o Campeonato do Mundo de Desporto Escolar e ficar num bom lugar. Outra das minhas ambições a curto prazo é avançar já este próximo ano para o escalão de Juvenis para sobretudo evoluir a nível técnico. Também para este próximo ano que se aproxima gostava de me qualificar a partir das provas de Selecção para o EYOC 2011 que será na Republica Checa. Uma ambição a longo prazo será participar mais tarde no JWOC e posteriormente no WOC.

A nível escolar e profissional as minhas ambições passam por fazer o Secundário na área de Ciências e Tecnologias e depois ir para a Universidade mas o curso que quero seguir ainda não está definido.

Queria agradecer à família que esteve sempre cá para me ajudar no que fosse preciso e que foram uma grande parte e muito importante para o meu sucesso não só no Desporto e na Escola mas também como pessoa. Dentro da família, um agradecimento especial ao meu primo Luís Santos por todo o apoio dado.

Deixo ainda um agradecimento aos meus treinadores que só a partir deste ano os tive mas que têm sido fantásticos e que são eles o Professor Fernando Pereira e a Professora Avelina Alvarez.

Também quero agradecer a todos os meus amigos. Um muito obrigado.

Por fim queria realçar que na Orientação o convívio e todos os amigos que lá fazemos são uma parte muito importante do desporto.

Diogo Barradas
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

XII MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO: O "3 EM 1" PERFEITO

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A pouco mais de quinze dias do último grande evento da temporada de Orientação Pedestre, deitamos um olhar sobre o XII Meeting de Orientação do Centro, a XVI Taça dos Países Latinos e o XVIII Campeonato Ibérico. O "3 em 1" perfeito!

Após o WMOC’08 e na sequência dos imensos elogios tecidos a um espaço florestal de inegável qualidade e beleza, a Mata Nacional do Pedrógão foi o local escolhido pelo COC - Clube de Orientação do Centro para a realização, nos próximos dias 25 e 26 de Setembro, da XVI Taça dos Países Latinos 2010 (TPL), do XVIII Campeonato Ibérico (CI) e do XII Meeting de Orientação do Centro (MOC). Pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2009/2010 e para a Liga Nacional de Espanha 2010, a prova estará aberta à participação de todos os atletas nacionais e estrangeiros que pretendam deslocar-se à região centro do país.

São esperados cerca de 1200 participantes, dos quais 120 serão atletas das selecções nacionais participantes na Taça dos Países Latinos e no Campeonato Ibérico (Argentina, Bélgica, Brasil, Colômbia, Chile, Espanha. França, Itália, Moçambique, Portugal, Roménia, Suíça, Uruguai e Venezuela).

O evento englobará a realização de três provas para os 2 dias de competição: distância longa e distância média, a decorrer no Pedrógão, e uma etapa de sprint na zona histórica da cidade de Leiria. As inscrições nos escalões de competição poderão ser feitas on-line e têm como limite o dia 18 de Setembro, sendo que após 13 de Setembro sofrem um agravamento no seu custo.

É o seguinte o programa do evento:

Dia zero - 24 de Setembro
• A partir das 10h30 na Praia da Vieira: Evento modelo que servirá para que os atletas possam acostumar-se com o tipo de cartografia e terreno de competição.

Dia 1 - 25 de Setembro
• Entre as 9h e 14h na Praia do Pedrógão: Distância Média realizada no Mapa do Pedrógão;
• Às 17h em Leiria: Sprint urbano no Mapa da Cidade de Leiria (competição reservada às Selecções da TPL e CI).
• Às 18h15 em Leiria: Cerimónia de entrega de prémios de Distância Média e Sprint às Selecções da TPL e CI.

Dia 2 - 26 de Setembro
• Entre as 9h e 14h30 na Praia do Pedrógão: Distância Longa no Mapa do Pedrógão
• Às 14h30 no Pedrogão: Cerimónia de entrega de prémios de Distância Longa às Selecções da TPL e CI e do MOC (geral dos dois dias).

Existem percursos adequados para todos os tipos de andamento e conhecimentos de Orientação, havendo para 'não federados' os escalões abertos, chamados OPT (Orientação para Todos). Nestes não há agravamento do valor de inscrição, podendo a inscrição inclusive ser efectuado no próprio dia e no local da prova. É aconselhado, para garantir a participação, efectuar a inscrição até ao prazo indicado, já que no próprio dia estarão limitadas ao número de mapas disponíveis.

A prova conta com o apoio institucional e a parceria da Câmara Municipal de Leiria, Regimento de Artilharia 4 (Leiria), Bombeiros Voluntários de Leiria, Leiritrónica - Sonigate e Vitalis, para além de outras entidades e empresas da região.

Com este evento, o concelho de Leiria irá novamente acolher uma prova de excelente qualidade desportiva, sendo esta uma óptima oportunidade para usufruir da natureza e da região conjugando o lazer com a competição. Não falte!

Todas as informações sobre o evento no site da prova em http://www.coc.pt/eventos/25set2010/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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TAÇA DE PORTUGAL DE CORRIDAS DE AVENTURA 2009/2010: AVENTURA NAS LINHAS

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Regressa no próximo sábado a Taça de Portugal de Corridas de Aventura com a 7ª etapa em Torres Vedras. Trata-se duma prova de um dia que promete muita aventura, emoção e o descobrir dos fortes das Linhas de Torres. "Os franceses vêm aí outra vez"!


A Taça de Portugal de Corridas de Aventura 2009/2010 caminha para o final com a realização, já no próximo sábado, da sua 7ª e penúltima prova. Assim, no dia 11 de Setembro de 2010, terá lugar no concelho de Torres Vedras a “Aventura nas Linhas”, prova organizada pelo ATV, contando com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras e inserida nas Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras.

A prova é constituída por várias etapas com diferentes meios de progressão (Pedestre, BTT, Actividades Aquáticas, Transposição de Obstáculos, Escalada, Tiro com Arco, Multi-actividades, etc.) sendo o ponto comum a prática de Orientação. Encontrará tudo o que pretende saber em http://www.atv.pt/actividades/evento/5/448 e onde se destaca a informação técnica.


Em conjunto com esta prova, e para pessoas menos experientes ou que se queiram iniciar na modalidade, vai haver uma outra prova em paralelo muito mais simples, de lazer. Por apenas € 30,00, para equipas de 3 a 5 pessoas, podem fazer uma prova de aventura muito interessante, sem necessidades de logística nem de transportes, bastando para tal trazer a vossa BTT, roupa e uma mochila, divertirem-se na prova e, no fim, retemperarem as energias com um jantar na melhor das companhias.

Aproveitem a oportunidade e aventurem-se em Torres Vedras no próximo sábado.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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RESCALDO DO FIM-DE-SEMANA: O REGRESSO DAS PROVAS LOCAIS

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Com a chegada do mês de Setembro, assistimos ao regresso da Orientação. Muito de mansinho, mas com o imenso charme que só as provas locais proporcionam, o desporto da floresta espalhou o seu perfume em Palmela, Oeiras e Barcelos!

Pelo 6º ano consecutivo, a Escola Secundária de Palmela, com o apoio da Comissão das Festas de Palmela, organizou na passada tarde de sábado, a já habitual prova de Orientação da Festa das Vindimas. A prova tem a particularidade de marcar o arranque do ano lectivo e constitui o retornar da Orientação após as férias, proporcionando também aos participantes as já usuais visitas à bela vila de Palmela e o levar para casa da tradicional garrafinha de vinho regional. Nesta 6ª edição, numa tentativa de diversificar e inovar um pouco o conteúdo da prova, implementou-se a novidade de cada atleta ter de completar dois percursos: um inicial de ‘score’, realizado pelo centro histórico de Palmela, ao qual se seguiu um percurso em linha pelo Parque Venâncio Ribeiro dos Reis.

A prova contou com a participação de 126 atletas, a maioria dos quais nos escalões abertos (OPTs). Foi uma boa jornada de lazer, convívio e competição, num formato diferente que teve boa receptividade e feedback positivo por parte dos presentes. Aqui fica o registo dos vencedores: Iniciados M/F - Bernardo Pereira (ADFA) e Sílvia Pinho (ES Palmela); Juniores M/F - Tiago Baltazar (GDU Azóia) e Sofia Pinto (ES Pinhal Novo); Seniores M/F - Luís Silva (ADFA) e Joana Paula (CAOS); Veteranos M/F - António Aires e Kátia Almeida (ATV); OPT1 - Isabel Pinto + Ema Roque + Hermínia Henrique (Lebres do Sado); OPT2 - António Rocha (CIMO). Mais informações em http://provaorivindimas.blogspot.com/.

40 a pedalar no Jamor

No âmbito da iniciativa ‘Mexa-se Mais’, o CPOC, em colaboração com a Câmara Municipal de Oeiras, levou a cabo na manhã de sábado uma Prova Local de Introdução à Orientação em BTT. Centrada na Praça da Maratona (Jamor, Oeiras) e distribuída pelas vertentes “passeio”, “formação” e “treino”, a actividade contou com a presença de mais de 40 participantes, uns a iniciarem-se na Orientação, outros atletas federados a prepararem as provas que vão encerrar a época 2009/2010.

Embora o dia convidasse mais para a praia do que para uma qualquer forma de actividade física, os participantes presentes desfrutaram dos quatro percursos disponíveis, ficando a certeza de que alguns dos que experimentaram, voltarão seguramente. O CPOC voltará em Outubro para mais uma actividade ‘Mexa-se Mais’, desta vez na vertente de Orientação Pedestre a decorrer no Parque Urbano de Miraflores (Oeiras). Quem quiser experimentar ou vir treinar, inscreva-se e apareça. Poderá encontrar todas as informações em http://cpoc.pt/.


Em Barcelos, sobre rodas

Ainda a pedalar, rumamos a norte e à bonita cidade de Barcelos onde, igualmente na manhã do passado sábado, teve lugar a III Prova Aberta de Ori-BTT dos Amigos da Montanha. As matas circundantes do Monte Catulo, a cerca da 5 quilómetros a noroeste de Barcelos, foram o palco da actividade que teve como ponto de partida e chegada o Campo de Futebol de Vilar do Monte. A prova realizou-se num mapa novo, onde se podem encontrar caminhos com declives de dificuldade média alternando com zonas planas e mesmo pequenas zonas urbanas.

Estiveram presentes 39 atletas, todos “não federados”, tendo sido propostos dois percursos: OPT1, com a distância de 10 quilómetros e OPT2, com 15 quilómetros de distância. A prova foi do agrado dos atletas, havendo mesmo quem perguntasse, “quando era a próxima prova”. Para que conste, aqui ficam os três primeiros classificados em cada um dos escalões: OPT 1 – 1º Samuel Miguéis; 2º José Manuel Silva; 3º Mário Torneiro; OPT 2 – 1º Raul Silva; 2º Carlos Figueiredo + Daniel Castro; 3º José Nuno Paiva. Mais informações em http://www.amigosdamontanha.com/_prova_de_oribtt.

[Fotos gentilmente cedidas por Paulo Fernandes e Adélio Gouveia]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

[O Orientovar agradece a Miguel Ferreira, José Paulo Pinho, Tiago Fernandes e Jorge Silva o envio das informações solicitadas]
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Domingo, 5 de Setembro de 2010

PORTUGAL O' MEETING 2011: VÍTOR DIAS, O SENHOR EMBAIXADOR

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Prosseguem os trabalhos preparativos do Portugal O’ Meeting 2011 e o Orientovar tem a honra de apresentar o seu mais recente embaixador. A “correr por prazer”, Vítor Dias é hoje o nosso convidado de honra!


Antigo praticante de Futebol, Futebol de Salão e Halterofilismo, Vítor Dias é, aos 41 anos de idade, um homem inteiramente votado ao Atletismo. Começou a correr com regularidade em 2007 e hoje o “bichinho” está de tal maneira enraizado que, para si, correr é tão natural como “comer, tomar banho ou levar os miúdos à piscina”. Treina cinco dias por semana – descansa à segunda e à sexta – e tem uma especial apetência pela distância da Maratona, “por dar mais gozo, porque é um desafio”.

Mas não será pelos resultados obtidos nas cinco maratonas que já leva no currículo que Vítor Dias se notabilizou a ponto de ser convidado para integrar o quadro de embaixadores do Portugal O’ Meeting 2011. A verdade é que Vítor Dias tem desenvolvido, a par da corrida, um trabalho verdadeiramente notável com o seu “Correr por Prazer”, um webzine “dedicado a atletas de pelotão e a todos os que se interessam pela corrida como um prazer da vida”. Instrumento de consulta que merece a atenção diária de muitas centenas de amantes da corrida, “Correr por Prazer” dedica, desde o passado dia 21 de Janeiro de 2010, uma especial atenção à Orientação.


“Há gente fantástica, com histórias fantásticas para contar”

Orientovar – Quem “folheia” o seu “Correr por Prazer” percebe que se encontra ali a satisfação duma necessidade de contar histórias. Concorda com esta leitura?

Vítor Dias – Absolutamente. Contar histórias e as histórias de quem me rodeia, isto porque há gente fantástica, com histórias fantásticas para contar mas que não se dão muito a contá-las. Estar rodeado por estas pessoas é um privilégio. Estou a falar de pessoas que começaram a correr com cinquenta anos, com sessenta anos… que correm comigo e que aos setenta anos ainda fazem maratonas.

Orientovar – Até que ponto essa partilha de experiências é enriquecedora?

Vítor Dias - São experiências de vida únicas, são aquilo que nos faz cá andar. E são experiências que importa transmitir, sobretudo àqueles que agora começam a iniciar-se na corrida. Basta recuar três anos para perceber pela minha própria experiência aquilo que se sente quando se começa. Embora eu não tenha muita experiência, vejo que quem começa tem alguma proximidade comigo por saber que há muito pouco tempo passei por aquilo que eles estão a começar a passar.


“Já me sinto viciado”

Orientovar – Que conhecimento tem da Orientação enquanto modalidade desportiva?

Vítor Dias – Não tenho praticamente nenhum, mas do muito pouco que conheço confesso-me fascinado. Primeiro porque é um desporto que dá para correr, que é aquilo que eu gosto de fazer; e depois porque permite uma proximidade muito grande com a natureza e ainda dá para estar com a família. Penso que temos tudo! Acresce a tudo isto o facto de ter tido o privilégio de começar a ser “orientado” pelo Fernando Costa, uma pessoa tal como eu muito ligada ao associativismo e onde se percebe um apego enorme àquilo que faz, que faz as coisas por amor, genuinamente e de forma altruísta, sem interesses pessoais e que contagia qualquer pessoa. Ainda não estou metido na Orientação – tenho quase a certeza que irei estar metido nela – mas já me sinto viciado.

Orientovar – Como é que viu o convite que lhe foi feito para ser um dos embaixadores do Portugal O’ Meeting 2011 e que responsabilidades é que esse facto acarreta?

Vítor Dias – Antes de mais, foi com muita surpresa que recebi o convite. Há seguramente muitas pessoas que fariam melhor do que aquilo que irei fazer. Por outro lado, o facto de não estar ligado à Orientação deixou-me algo embaraçado, mas quando vi o leque de pessoas que, no passado, foram embaixadoras do evento [no caso concreto, do Norte Alentejano O’ Meeting], fiquei mais tranquilo. Acho que vai ser muito agradável e procurarei estar à altura daquilo que me é “exigido”. Sobretudo, procurarei colaborar na divulgação do evento. Será aí que procurarei concentrar grande parte do meu trabalho e empenho.


“Isto tudo é uma peça de teatro”

Orientovar – Como avalia a divulgação das modalidades ditas amadoras em Portugal?

Vítor Dias – São as pessoas que abraçam estas “causas” com tanto amor que levam a que as modalidades cresçam. A nível institucional já sabemos como as coisas são, a nível do desporto escolar idem aspas. Ou seja, ou são as pessoas, as Associações, a puxarem para as respectivas modalidade e, com isso, a contribuírem para o seu crescimento, ou então… não vão crescer mais do que isto.

Orientovar – Correr por prazer, fazer Orientação por prazer… Se não houver prazer naquilo que se faz as coisas deixam de ter significado?

Vítor Dias – Completamente. A vida é tão curta, conhecemos tanta gente boa que gostaria de estar no nosso meio e já não está, que em pouco tempo perdeu a vida que tinha… Portanto, como diria Charlie Chaplin, isto tudo é uma peça de teatro em que todos devemos aproveitar o prazer de estar em cima do palco antes que o pano feche e a peça acabe sem aplausos. Ou seja, ou aproveitamos enquanto cá estamos e fazemos realmente aquilo que temos prazer em fazer ou então não vale a pena.


“A Orientação não é correr por ali adiante”

Orientovar – O “Correr por Prazer” dedica já um pedacinho do seu espaço à Orientação. Quer-nos falar sobre isso?

Vítor Dias – Ao longo destes últimos meses foram sendo publicados alguns artigos de divulgação da modalidade e criei uma secção onde se podem encontrar reunidos todos os artigos entretanto publicados. Daqui para a frente pretendo ampliar essa colaboração e trabalhar no sentido de ajudar a divulgar a modalidade. Tenho a certeza que a Orientação vai fascinar as camadas jovens, como aliás já vai acontecendo, mas precisa realmente de ser divulgada e espero dar o meu contributo nesse sentido.

Orientovar – Pensa que esse trabalho de divulgação num espaço como o “Correr por Prazer” pode contribuir para chamar mais praticantes da área do Atletismo a experimentar a Orientação?

Vítor Dias – Penso que sim, desde logo porque a Orientação envolve a corrida. Todavia, pelo pouco que já vi, penso que quem for da corrida para a Orientação tem que vê-la duma forma diferente. Não pode ver a Orientação com toda aquela vontade de ir o mais depressa possível, porque a Orientação não é correr por ali adiante. Mas quem for para a Orientação pelo prazer das coisas que lhe estão subjacentes, vai retirar realmente da Orientação aquilo que ela tem de melhor. Quem for para competir, com a ideia de grandes brilharetes, talvez não tenha sucesso.


“Na pior das hipóteses em Março”

Orientovar – E o Vítor Dias, quando é que vamos poder vê-lo a fazer Orientação?

Vítor Dias – Na pior das hipóteses em Março, no decurso do Portugal O’ Meeting 2011. Mas muito provavelmente ainda antes.



Siga as últimas novidades do site “Correr por Prazer” em http://www.correrporprazer.com/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

O MEU MAPA: MARGARIDA GONÇALVES NOVO E A CARTA MILITAR 592

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O mapa de que vos vou falar, a Carta Militar 592 (Bordeira) faz parte duma série de 4 mapas que o Leandro e eu usamos há talvez uns 12 anos nos nossos passeios e que inclui, além desta carta, a 593 (Bensafrim), a 601 (Vila do Bispo) e a 609 (Sagres). Destas quatro, escolhi a que acho mais bonita e espero que estas linhas vos dêem vontade de fazer Orientação duma forma simples: desdobrar o mapa, definir um percurso, pegar na bicicleta, nos “mantimentos”, no mapa e na bússola e partir à descoberta!

Nesta carta, normalmente começamos perto da Carrapateira, onde deixamos o carro, seguindo depois pelo Vale da Ribeira da Carrapateira durante alguns quilómetros quase em plano, para aquecer as pernas. Depois, é subir, à esquerda ou à direita, consoante programamos regressar pelos cabeços da Bordeira ou pelos cabeços que vão dar à Praia do Amado, terminando quase sempre com alguns quilómetros numa zona fácil para fazer o arrefecimento.

E quando se começa a querer subir e a deixar os vales é que a coisa se complica. A carta da Bordeira que usamos é de 1979, a de Bensafrim (que fica ao “lado” desta) é de 1978, a de Vila do Bispo (que fica por “baixo” desta) é de 1977 e a de Sagres (que fica por “baixo” da de Vila do Bispo) é de 1978. Isso quer dizer que para além da estrada principal, do relevo e das linhas de água, quase tudo o resto é história!

Por isso, como na vida, apesar de termos um rumo definido, temos de estar preparados para o alterar, se for necessário, bem como para explorar caminhos que não estão no mapa e ignorar outros que lá estão, mas não nos servem. É isso que faz todo o encanto deste tipo de orientação em BTT, em que sobressaem tipos de referências normalmente menos utilizados. Aqui não podemos reclamar do cartógrafo, nem do traçador de percursos, só de nós mesmos!

São paisagens que nos fazem faltar o ar, de tão bonitas que são, sempre com o cheiro do mar e das estevas por perto e são mapas cheios de magia, em que cabe a cada um escolher o percurso que melhor lhe convém.

Voltando à carta da Bordeira, aqui vos deixo a minha sugestão para um percurso light. Evitem a “época balnear” por razões óbvias e, devidamente munidos da vossa carta militar (podem comprar pela Internet sem qualquer dificuldade), deixem o carro perto do cruzamento da EN268 com a EN1134 a norte da Carrapateira.

Prontos? Então vamos começar e dou-vos duas opções...


Uma é seguir para sueste, pelo Vale da Ribeira da Carrapateira até à Herdade do Beiçudo e depois apanhar o caminho à direita que segue para sudoeste até ao entroncamento com o caminho que vem do vértice de Tercenas.

A outra é virar à direita até à Carrapateira pela EN268. Entrar na Carrapateira (nordeste) e subir para apanhar o caminho (sueste) para o vértice de Tercenas e depois até ao entroncamento com o caminho que vem da Herdade do Beiçudo.

Aqui para a frente é igual. Seguir para sueste até ao entroncamento com a EN1135. Virar à direita e seguir até chegar à EN268. Virar à esquerda (sul) e entrar no 1º entroncamento à direita (oeste) para apanhar uma gigantesca descida fabulosa, técnica q.b. e com uma vista daquelas como só há na Costa Vicentina! Seguir sempre para noroeste até ao entroncamento para a Charneca do Amado/Cerro da Vigia. Virar à esquerda e seguir até ao mar, primeiro para sudoeste (Praia do Amado) e depois para noroeste e norte em direcção ao vértice do Pontal. Seguir depois para nordeste e finalmente para sueste, sempre na mesma estrada (EN1134) até chegar ao carro.

Assim posto, parece duma simplicidade linear não é? Pois não é realmente muito complicado em termos físicos nem de orientação, mas também não são favas contadas... Se quiserem saber porque digo isto, olhem para a imagem desta área do Google Earth e vejam quantos caminhos estão lá que não estão nesta carta! Além disso, a zona plana do Pontal e que se julgaria “sem espinhas” pode ser um verdadeiro desafio mesmo para os mais fortes caso se apanhe uma nortada daquelas comuns nestas paragens!

Para os que acharem o “percurso recomendado” demasiado fácil, experimentem as outras opções para subir para a EN1135/EN268 antes da Herdade do Beiçudo e depois, na EN268, sigam para sueste/sul e explorem as outras descidas possíveis para a Charneca do Amado. Aviso já que nem todas têm saída! Se quando chegarem ao carro ainda não estiverem cansados, sigam pela EN268 para norte, apanhem o trilho a seguir ao Monte da Cunca e tentem descobrir a passagem de regresso à Ribeira da Carrapateira. Para dar uma ajudinha, posso adiantar que ainda se pode fazer por caminhos que estão no mapa!

Espero que a voltinha sugerida nesta carta da Bordeira vos desperte a vontade doutras aventuras nesta ou numa das outras três cartas que referi.

Os “trepadores” irão certamente gostar também da carta de Bensafrim, com as suas subidas bem massacrantes, como, por exemplo, Quinta da Samouqueira – Barranco do Rebentão – Benfica – Águas Ferrenhas –Vale do Grou – vértice do Jogo da Bola: dos 56 aos 222 metros em cerca de 5 km sempre a subir! Quem pensar que é melhor subir antes pelo Barranco do Inferno provavelmente arrepender-se-á...

Os “radicais” apreciarão seguramente a carta de Vila do Bispo, com as suas descidas muito técnicas, entre as quais o “trilho do Leandro”, também conhecido por “fio dental”, que não vem no mapa e desce do Cerro da Barriga para a praia da Cordama ou Cordoama, com precipício à esquerda e precipício à direita e que eu, obviamente, nunca fiz (prudentemente, vou à volta...).



Já os “estradistas” gostarão mais da carta de Sagres, que é a mais rolante, como por exemplo do Vale Santo à Laginha. São cerca de 3km sempre ligeiramente a descer e em bom piso e no Verão então, com a nortada pelas costas... é mesmo a voar!


E é claro, para os verdadeiramente destemidos da BTT e craques de orientação, recomendo pegarem nas quatro cartas e começarem, por exemplo, perto do vértice de Poldra na carta de Bensafrim e tentarem chegar a Sagres sem ir ao alcatrão... e preferencialmente no mesmo dia!

A todos os que resolverem aventurar-se, desejo um bom passeio e que os vossos dotes de leitura de curvas de nível, linhas de água e navegação com bússola não vos deixem ficar mal, como nos aconteceu (e acontece) a nós tantas vezes!

Margarida Novo
FPO 4179
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

VENHA CONHECER... JOÃO PEDRO VALENTE

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Chamo-me... JOÃO PEDRO VALENTE
Nasci no dia… 18 de Outubro de 1966, em Angola
Vivo em… Madrid
A minha profissão é… Professor
O meu clube… CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida
Pratico Orientação desde… 1992

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto!
Para praticá-la basta… ter vontade!
A dificuldade maior… as viagens!
A minha estreia foi… na Galiza!
A maior alegria… uma boa prova!
A tremenda desilusão… um mau resultado!
Um grande receio… uma lesão no meio da floresta!
O meu clube... é o ambiente de amigos!
Competir é... desfrutar!
A minha maior ambição… já passou!

… como na Vida!

Dizem que sou… não faço ideia!
O meu grande defeito… ter estes meus miúdos (risos)!
A minha maior virtude… constância!
Como vejo o mundo… com bons olhos!
O grande problema social… as desigualdades!
Um sonho… viver bem a vida!
Um pesadelo… uma desgraça!
Um livro… “Fundação”!
Um filme… “Ser ou não ser”!
Na ilha deserta não dispensava… um mapa da ilha!

Na próxima semana venha conhecer Isabel Bonifácio.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

NAS BANCAS...




Já se encontram publicadas as mais recentes edições da Orientação em Revista, O Praticante e COAC Magazine, publicações de e sobre Orientação. Confira aqui e agora.


A realização dos Campeonatos da Europa de Atletismo Barcelona 2010 fez com que a Orientação em Revista, destacável da Revista de Atletismo, saísse bastante mais tarde do que é costume. Todavia, o número de Agosto já está aí e merece toda a atenção. Integralmente dedicada ao Campeonato do Mundo de Orientação em BTT, o mais recente número da Orientação em Revista tem Davide Machado na Capa e Editorial de Daniel Marques, lançando um olhar detalhado sobre os mais importantes acontecimentos dessa inesquecível jornada de Montalegre. Pode encontrar o suplemento para download em http://www.fpo.pt/www/images/fpo/OrientacaoRevista/or_41.pdf. Para ler e guardar!

Também o número de Julho da revista de distribuição gratuita “O Praticante” saiu ligeiramente atrasado mas… já aí está. A Orientação ocupa o espaço de quatro páginas, duas das quais debruçando-se sobre a Orientação de Precisão, ao encontro da prova levada a efeito no Colégio de Calvão. XII Grande Prémio de Orientação do RA4 e 2º Pedinet de Águeda completam uma edição cujo download pode ser feito AQUI.

Encontra-se à disposição dos leitores o número 5 do COAC Magazine (Junho / Julho / Agosto). Como vem sendo hábito desde a primeira edição, este é mais um número particularmente esmerado em termos de apresentação e de enorme riqueza nos assuntos abordados. A par das várias participações do Clube nas provas de Orientação Pedestre e de Orientação em BTT que se realizaram mais recentemente, Nuno Marques é o atleta em destaque, falando de si e do seu gosto pela modalidade na vertente BTT. Há ainda um espaço muito especial dedicado aos mais novos (Ori-Juventude 2010 e 14º OriJovem) e o número encerra com uma referência à presença do COAC nos Mundiais de Ori-BTT em Montalegre. Tudo para conferir AQUI.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL EM 25 DE SETEMBRO DE 2010

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Com pedido de publicação, recebeu o Orientovar da parte do Ex.mo Presidente da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação, Augusto Almeida, um ofício referente ao assunto que intitula esta mensagem.


Caros sócios,

Para encerrar o ciclo de adequação à nova legislação enquadrante das Federações Desportivas, a FPO realizará no dia 25 de Setembro de 2010, na região de Leiria, uma Assembleia-geral Eleitoral, destinada a eleger os Corpos Sociais para o período que resta do mandato 2008/12.

Face às recentes alterações quer dos Estatutos quer do Regulamento Geral da FPO é importante que todos os sócios se familiarizem com os citados documentos (disponíveis na página da FPO na Internet) para que o processo eleitoral decorra com normalidade.

É importante que todos os sócios tenham presente que face aos Estatutos a apresentação de listas é separada e que apenas o Presidente e a Direcção, solidariamente, e a Mesa da Assembleia-geral são eleitas por lista completa (é importante ver os Artº 32º e Artº 33º dos Estatutos). Novidade é também o Regime de Incompatibilidades onde o exercício de funções dirigentes em Clube ou o exercício das actividades de treinador ou supervisor (árbitro) não são compatíveis com o exercício de funções de titular de órgão federativo (é importante ver o Artº 4º do Regulamento Geral da FPO).
Para este acto eleitoral serão usados os seguintes procedimentos:
a) As listas (à AG/FPO, Presidente e Direcção, Conselho Fiscal, Conselho Disciplinar, Conselho Jurisdicional, Conselho de Arbitragem) são apresentadas separadamente e devem conter o número de efectivos correspondente ao total dos respectivos cargos e três suplentes; todas terão de dar entrada nos serviços da FPO (cumprindo todos os requisitos estatutários e regulamentares) até às 18h00 do dia 20 de Setembro de 2010.
b) Todos os delegados à AG devem ser portadores de documento de identificação legal e cumprir os requisitos inerentes à função.
c) Para os órgãos a que eventualmente não se apresentem listas será convocada nova AG eleitoral, a 30 de Outubro em local e hora a indicar.

Todos os sócios interessados em obter mais esclarecimentos devem contactar os serviços da FPO ou os membros da Mesa da Assembleia-geral.

Cumprimentos,
Augusto Almeida


[Consulte aqui o ESTATUTO DA FPO e o REGULAMENTO GERAL DA FPO]
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DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. Após a breve pausa dumas retemperadoras férias, o Orientovar está de regresso e deseja a toda a família orientista o melhor dos recomeços. Não vale a pena disfarçar! Ao longo destas cinco semanas, procurei manter-me a par dos mais importantes desenvolvimentos no que à Orientação diz respeito e reservei para esta primeira mensagem da “rentrée” precisamente os dois grandes temas que alimentaram o Fórum FPO ao longo de praticamente todo o mês de Agosto.

2. Tudo começa com uma questão muito simples, lançada por Alexandre Guedes da Silva: “Onde queremos que a Orientação esteja em 2020 ?!?” [ver tópico AQUI]. A resposta vai surgindo aos poucos, colocando a nu uma realidade que nos é apresentada de forma cruamente penalizadora para a nossa modalidade.

Começando por caracterizar o universo português no que à prática desportiva diz respeito – dados do EuroBarómetro em 2009 dão-nos como os “recordistas europeus da inactividade” – surge então a primeira conclusão: “Continuaremos a ser insignificantes em 2020 !?” Isto porque “o nosso modelo de financiamento está a falhar” e, para cúmulo, “a Orientação, infelizmente, não sabe bem a que portas bater nem como o fazer bem” e ainda “tratamos mal quem nos quer ajudar…” Mas a “saga” está para continuar e merece bem o tempo que com ela se despende.

Interrogo-me sobre a oportunidade de algumas questões levantadas. Em vésperas de eleições dos Corpos Sociais da FPO para o que falta do Quadriénio 2008-2012, a abertura do tópico será tudo menos inocente. Mas será este motivo suficiente para tamanha indiferença face às matérias em causa, em grande medida cruciais para o futuro da modalidade?

Juízos de valor e questões de “estilo” à parte, Alexandre Guedes da Silva brinda-nos com um conjunto notável de análises e, sobretudo, formula um punhado de ideias que merecem ser, no mínimo, testadas. É que, de agora em diante, já ninguém poderá escudar-se no “desconhecimento” da “causa das coisas”!

3. O segundo grande tema dá pelo nome de Ori-Live [http://www.ori-live.com/] e esteve em foco não pelo melhor dos motivos, o que naturalmente se lamenta. Não estando aqui para “desenterrar” casos – parece-me claro que, de parte a parte, houve a coragem e a frontalidade necessárias para encerrar o assunto de forma digna – penso que vale a pena falar um bocadinho deste Ori-Live e do seu mentor.

Tomei contacto com o “produto” no penúltimo dia do Portugal O’Summer 2009 e não pude deixar de partilhar, então, com o António Amador, o meu entusiasmo e admiração face às suas enormes potencialidades. Mais recentemente, foi possível vê-lo de novo em acção no EYOC 2010, naquela fatídica manhã em que nada funcionava… só mesmo o Ori-Live. A minha admiração redobrou.

O Ori-Live é fruto dum trabalho aturado de longos anos de preparação com a assinatura de Franclim de Sá. Um trabalho de e para a Orientação, um trabalho que revela uma enorme paixão pela modalidade e que, além do mais, nos deve encher de orgulho por ter a chancela de alguém que apresenta no passaporte a nacionalidade portuguesa.

Franclim de Sá? Quantos dos agentes da modalidade conhecem [conheciam] este jovem?” Para o Ori-Live os votos duma carreira longa e plena de sucessos. Para Franclim de Sá, pela sua entrega e dedicação à modalidade, o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

A MINHA ESCOLA: COLÉGIO DE CAMPOS (VILA NOVA DE CERVEIRA)

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Numa altura em que as férias lectivas já estão plenamente instaladas, também o Orientovar se prepara para entrar de férias. Não gostaria, contudo, de o fazer, sem dar a conhecer a realidade do Grupo-Equipa de Orientação do Colégio de Campos, em Vila Nova de Cerveira, que aqui nos é trazido pelo seu grande dinamizador, o Professor André Soares. Boas leituras e… boas férias!


Fundado durante o ano lectivo de 1983/84, para começar a funcionar em 1984/85, o Colégio de Campos localiza-se na freguesia de Campos (Vila Nova de Cerveira), e insere-se num meio envolvente cuja actividade económica dominante é a indústria, seguida de uma agricultura de subsistência. O Colégio de Campos é uma escola de 2º, 3º Ciclo e Ensino Secundário, dotada de Autonomia Pedagógica, que tem mantido uma política educativa assente no primado da democratização do ensino e no sucesso educativo dos seus alunos. Funciona actualmente com Contrato de Associação, o que permite o ensino gratuito aos alunos. e conta com cerca de 397 alunos, 40 professores/ formadores, uma psicóloga, 16 funcionários e 19 turmas.

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A nível científico e pedagógico o colégio de Campos operacionaliza a sua política educativa na aplicação do seu projecto educativo, promovendo, assim, um ensino de qualidade que vai de encontro às dificuldades e interesses dos alunos, num ambiente onde se prezam valores e atitudes. Ao Colégio chegam jovens oriundos de todos os grupos sociais, evidenciando uma variedade de culturas e de comportamentos tão grande quantos os alunos em presença. É uma Escola que abre as portas aos que a procuram sem filtrar ou escolher os que nela entram. Acolhe crianças e jovens entusiasmados pelo estudo e outros que detestam estudar, recebe e responde a crianças portadoras de várias deficiências e é uma escola onde se pratica e aprende a solidariedade, onde todos aprendem a lidar e a viver com todos. Um espaço de cidadania – dos direitos de todos e para todos, praticando a convivialidade social.

A diversificação das ofertas escolares do ensino secundário surge como uma estratégia de combate aos défices de escolarização e de qualificação profissional da região em que se insere, elevando os níveis de habilitação escolar e de qualificação dos jovens, em particular dos que não pretendem de imediato prosseguir estudos. Assim, o Colégio de Campos oferece o curso de Ciências Socioeconómicas, curso Tecnológico de Informática (11º e 12º anos), curso de Educação Formação de Cuidados de Beleza e curso profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos.

Quem é o Professor André Soares?

André da Cunha Gonçalves Soares nasceu em Paredes, a 26 de Agosto de 1976. Possui a Licenciatura em Professores do Ensino Básico, Variante de Educação Física, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), a qual concluiu em 2000, com a média de 13 valores. No ano lectivo de 2002 / 2003, concluiu o 3º ano da Licenciatura de Educação Física e Animação Social, no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA), em Bragança. Matriculado no 5º ano do Curso de Educação Física e Desporto, no Instituto Superior da Maia (ISMAI).

Para além dos estágios realizados na Escola EB1 Ciclo Espírito Santo (Guarda), no ano lectivo de 1998 / 1999, e na Escola EB 2/3 de S. Miguel (Guarda), no ano lectivo de 1999 / 2000, realizou ainda um estágio na Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) em Braga, no âmbito da disciplina “Metodologia do Treino - Opção Deficientes”, no ano lectivo de 2005 / 2006. Acumula no seu vasto currículo a realização de Seminários, o cargo de Treinador dos Minis A e B de Basquetebol, na Sociedade Recreativa Segadanense (Valença), de 1994 a 1996, o de monitor de “Ocupação de Tempos Livres”, na NautiMouro (Monção), durante o Verão 2000 e Verão 2001, o de Professor de Natação de crianças e adultos portadores de deficiência mental e motora, através da instituição San Xerome Emiliani (Tui – Espanha) – preparação de atletas para o Campeonato Galego Natacion 2005, o de organizador e responsável pelo Projecto “Canoagem”, no Clube Marinheiro Minhoto (Monção), durante o Verão 2002 e o de Treinador no Sporting Clube de Braga – Secção de Desporto Adaptado com as classes BC2 e BC4 de uma equipa de Boccia, na época 2009-2010, entre muitos outros.

Lecciona no Colégio de Campos (Vila Nova de Cerveira) desde o ano lectivo 2002 / 2003, altura em que teve a seu cargo alunos na disciplina de Educação Física dos 7º, 8º e 9º anos. Nos anos lectivos seguintes foi Professor das disciplinas de Educação Física, Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica; Delegado de Grupo
e Director de Turma. Desde 2007, é o responsável pelos Grupos-Equipa de Orientação e Boccia no Colégio de Campos.



“Os alunos que integravam este grupo ‘amavam’ a modalidade”

Orientovar - Como surgiu a ideia de criar um Grupo-Equipa de Orientação no Colégio de Campos?

Professor André Soares - A iniciativa não foi minha. O Grupo-Equipa surgiu com o Professor César Cerqueira, antigo docente do Colégio de Campos. No ano lectivo em que o Grupo iria ser extinto, em consequência da saída do professor César do Colégio, resolvi submeter os alunos de Orientação a um questionário de satisfação relativo à prática da modalidade, de forma a efectuar um balanço da actividade. Concluí, então, que os alunos que integravam este grupo ‘amavam’ a modalidade. Assim, dei continuidade ao trabalho do colega. Neste momento o Grupo tem 4 anos de existência.

Orientovar - Qual a sua experiência na área da Orientação e como tem sido encarado o desafio até ao momento?

Professor André Soares - Nunca pratiquei este desporto na vertente competitiva. Apenas e por curiosidade fi-lo na vertente recreativa, ou seja, como actividade essencialmente lúdica, sem a preocupação de competir mas e somente a de me distrair e divertir. Para além disto, quando tomei a decisão de pegar no Grupo-Equipa de Orientação, achei que era necessário fomentar os meus conhecimentos na área. Para além da formação académica que possuía e da bibliografia arrecadada, achei que era necessário frequentar algumas acções de formação. Na altura recorri a dois fantásticos colegas com muita experiência e com cartas dadas na modalidade. Foram eles, o Professor Filipe Marques, da Escola Secundaria de Maximinos, e a Professora Paula Campos, da Escola Secundária Carlos Amarante, ambas em Braga. No meu primeiro ano, deram-me alguma informação e formação técnica e apoiaram-me na organização de um percurso simples na mata do Camarido, Caminha, que permitiu aos alunos consolidarem e aplicarem os conhecimentos por mim transmitidos. A experiência foi positiva para todos.


“A dificuldade maior é a de não ter o mapa da Escola”


Orientovar - Que virtudes encontra na modalidade que a podem tornar apetecível à prática pelos mais novos?

Professor André Soares - Enquanto modalidade, a Orientação proporciona, prioritariamente ao nível dos jovens, as bases de uma actividade física, num contexto social marcado pela educação e cumprimento de regras (cidadania e ética desportiva). Enquanto desporto de natureza, promove um contacto íntimo entre o praticante e o meio, a fim de fomentar a sensibilização ambiental. Ao contrário de outras modalidades, nesta, os alunos têm a possibilidade de demonstrar individualmente as suas capacidades, o que faz dela uma actividade mais aliciante. Para além disto, verifico que o facto de ser uma modalidade que se pratica ao ar livre, possibilita aos atletas romper com as obrigações do dia-a-dia gerando momentos agradáveis e descontraídos.

Orientovar - Quais as grandes dificuldades para o desenvolvimento das actividades de Orientação no Colégio?

Professor André Soares - A dificuldade maior é a de não ter o mapa da Escola. O nosso trabalho é desenvolvido com o auxílio de um croqui do Colégio, efectuado pelos professores de Educação Visual e Tecnológica, o qual não permite aos alunos retirar todo o “sumo” que um mapa oficial permite. Muitas vezes este primeiro contacto é conseguido nas provas regionais. Nas provas em que o mapa incide sobre espaços como parques / jardins e mesmo áreas urbanas, os nossos alunos sentem poucas dificuldades, isto pelo facto de se aproximar do espaço físico do Colégio. Já em percursos que envolvam matas ou floresta, aí a conversa é outra! Com a participação no último Campeonato Nacional de Desporto Escolar, foi possível averiguar que existe a possibilidade de estabelecer um protocolo ou algo semelhante com a Federação Portuguesa de Orientação para elaboração do mapa da Escola. Como a zona envolvente é floresta, este permitir-nos-á explorar e alargar os nossos conhecimentos. Este será o próximo desafio.


“Seria necessário mais gente a trabalhar com os responsáveis”

Orientovar - Quantos elementos integram regularmente o Grupo-Equipa de Orientação e de que forma coordena treinos e provas?

Professor André Soares - Ao todo, integram regularmente o Grupo-Equipa de Orientação 21 alunos. Devido à incompatibilidade de horários, alunos/responsável do Grupo-Equipa, é difícil a articulação de forma a garantir a presença de todos os elementos da equipa num só “treino” e alguns estão mesmo impossibilitados de praticar.

Orientovar - Que tipo de apoios têm tido por parte do Conselho Directivo da Escola, do Desporto Escolar e outros?

Professor André Soares - Na nossa Escola, apesar de haver por parte da Gerência do Colégio e da Direcção Pedagógica a preocupação de apetrechar os diferentes Grupos-Equipas com material adequado e específico, não existe a possibilidade de garantir as deslocações para o mapa mais próximo, o da mata do Camarido, Caminha. Esta acção acarretaria, sem dúvida, um custo muito elevado e incomportável. Quanto à relação que mantemos com a Equipa de Apoio à Escola (EAE) - Desporto Escolar é saudável. Embora, e no meu entender, seria necessário mais gente a trabalhar com os responsáveis para que a informação fosse entregue em tempo útil e houvesse maior esclarecimento das dúvidas.


“Ficaríamos todos a ganhar”


Orientovar - A tão desejada articulação Desporto Escolar / Desporto Federado, como é que se consegue, numa terra como Vila Nova de Cerveira onde não há um clube de Orientação, nem sequer nas suas proximidades?

Professor André Soares - Infelizmente - e ao contrário do que devia acontecer -, esta tão desejada articulação não acontece. Na verdade, faz todo o sentido que nas opções das Escolas entrem apenas modalidades que já existam nas proximidades, de forma a dar continuidade ao trabalho desenvolvido. Atendendo a que as escolas existem para formar alunos, os clubes deveriam existir para depois formá-los como atletas. A razão que leva muitas vezes a esta falta de articulação deve-se às escolhas efectuadas pelas Escolas e Professores e que, no meu entender, se prendem com dois motivos: O primeiro tem a ver com a área de especialização de cada Professor - no meu caso especializei-me e continuarei a trabalhar na aquisição de competências na área do Desporto Adaptado, e neste sentido desenvolvo na minha Escola as modalidades da Orientação e do Boccia. O segundo tem a ver com a falta de motivação dos alunos para a prática de uma actividade física. No sentido de orientar e motivar os alunos para uma prática desportiva activa, os Professores e as Escolas vêem-se “obrigados” a socorrer-se e a abordar outro tipo de modalidades que não as nucleares, como é o caso do Futsal ou do Futebol.

Orientovar - Como é que vê a evolução da modalidade ao nível do Desporto Escolar?

Professor André Soares - Não estou há muitos anos a trabalhar com esta modalidade, mas tenho verificado ao longo do tempo, ano após ano, que existem cada vez mais atletas a praticá-la. Neste sentido penso que é uma modalidade que se encontra em pleno crescimento. Por outro lado, penso que deveria existir maior articulação entre as Escolas e Federações. Eu sei que existem protocolos assinados com a Direcção Geral de Inovação Curricular - Desporto Escolar, mas na minha opinião não passam de papéis assinados. Aliás, quanto mais gente envolvida no processo, mais a informação se dispersa e se perde. O que as Federações devem fazer é ter um papel mais activo junto das Escolas que desenvolvem a modalidade. Inclusive, havia de haver no site das várias Federações - não só na de Orientação -, um link, tipo “linha de apoio ao cliente”, que pudesse fornecer informações e formas de actuar perante determinadas situações ou dúvidas emergentes. Para além disso, deveriam ser criadas condições de promoção de acções, palestras, cursos direccionados especificamente para os professores que desenvolvam a modalidade nas Escolas, pois nem todos são especializados na área. Ficaríamos todos a ganhar: os Professores fariam e desenvolveriam um trabalho metodologicamente correcto; os alunos adquiririam conhecimentos científicos adequados e correctos, aproximando-se, quem sabe um dia, dos atletas mais consagrados; e as Federações poderiam ter mais e melhores atletas que enaltecessem o seu bom-nome.


“Faz todo o sentido que sejam os clubes a organizar as provas”

Orientovar - Acha que os quadros competitivos são os adequados às realidades das escolas ou, se tivesse poder de decisão, preconizaria que fossem as próprias escolas a organizar as competições, como acontece com a generalidade das modalidades do Desporto Escolar?

Professor André Soares - Ao que pude averiguar na Fase Final, com os colegas de profissão, é que esta situação varia de Direcção Regional para Direcção Regional. No meu caso, que pertenço à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), são realizadas 4 provas Regionais cuja competência é da Coordenação Local de Desporto Escolar (CLDE) de Viana do Castelo, Braga, Porto e Tâmega, e que normalmente envolvem um clube local, onde porventura podem estar ou não professores que são responsáveis pelo Grupo-Equipa de Orientação das escolas inscritas no CLDE, e a sua especialidade é em Desportos da Natureza. Na minha opinião, e uma vez que a minha formação é básica e recente, faz todo o sentido que sejam os clubes a organizar as provas. Pelo menos assim não corremos riscos no traçado do percurso. Como estamos todos neste “barco” para adquirir competências e saberes, poderiam eventualmente ser os professores de cada escola a fazê-lo, embora acompanhados de um especialista que lhes permitisse dar indicações do que está ou não correcto. Ou então promoverem cursos de traçados de percursos, mas não a pagar. As Federações poderiam ver esta situação como um investimento na modalidade.

Orientovar - Porque é que a Orientação é ainda um "ilustre desconhecido" na generalidade das Escolas deste País?

Professor André Soares - Se calhar por falta de aposta da Federação em informar os Órgãos Directivos e os Professores que coordenam e leccionam nas diferentes Escolas do país. Não só deveriam intervir no sentido de dar a conhecer os benefícios da modalidade, como também criar um quadro de pessoal especializado para formar e orientar os professores que pretendam desenvolver a modalidade.


“Mais e melhores resultados para o próximo ano”

Orientovar - De que forma viveu a presença de três alunos seus nos Nacionais de Águeda?

Professor André Soares - Lamento a correcção, não são três alunos, mas sim dois. Melhor, seriam na verdade quatro os que deveriam estar presentes nesta fase final. Passo a explicar: inicialmente a informação dada pelo responsável da Equipa de Apoio à Escola (EAE) - Desporto Escolar é que estavam apurados 2 atletas. Este apuramento teria sido conseguido a título individual. No dia anterior à competição, foi-me comunicado pelo responsável do Desporto Escolar que, devido ao aumento da quota de alunos provocada pela desistência de outras equipas, também tinha apurado a equipa de Iniciados Masculinos. Realizei a inscrição dos dois atletas apurados individualmente mais a inscrição da equipa masculina de Iniciados. Ora, como o atleta apurado individualmente fazia parte da equipa de Iniciados, foi-me comunicado pelo responsável da EAE -Desporto Escolar, segundo informação transmitida pelo coordenador da DREN – Desporto Escolar, que não era possível manter esta situação. Ou o atleta escolhia competir individualmente ou em equipa. Qual o meu espanto quando vou levantar as credenciais, já em Águeda, local onde se realizou o segundo momento, da Fase Final Nacional de Desporto Escolar, e deparo-me com a seguinte pergunta “… onde estão os documentos de identificação dos alunos que constituem equipa?”. Expliquei-lhes a situação, à qual me responderam que afinal o atleta poderia participar em ambas competições. Esta situação dá que pensar, Certo? No entanto, foi com muita satisfação que estive presente nos Nacionais, orgulhoso dos meus alunos e feliz por levar o nome do Colégio de Campos a este nível. Esta participação foi também uma oportunidade para partilhar e adquirir conhecimentos nesta área.

Orientovar - Como é que perspectiva o futuro do Grupo-Equipa de Orientação no Colégio de Campos?

Professor André Soares - Eventualmente, será uma modalidade que terá todas as condições e meios para durar. Como tenho dois Grupos-Equipa - Orientação e Boccia -, não me é permitido constituir outro, senão a aposta era formar um terceiro. Quanto aos objectivos colectivos e pessoais, perspectivo mais e melhores resultados para o próximo ano lectivo. Temos é que, em conjunto, melhorar algumas situações que são essenciais para o alcance de bons resultados, entre eles a compatibilidade de horários entre as partes envolvidas, mapa da escola e formação pessoal.


“O sonho comanda a vida!”


Orientovar - Ter um aluno do Colégio de Campos nos Mundiais do próximo ano em Itália seria um sonho?

Professor André Soares - “O sonho comanda a vida!”. A verdade é que eu já idealizei alguns supostos sonhos e o facto de trabalhar no sentido de os atingir fez com que alguns já tivessem sido alcançados. Estava longe de imaginar que um dia pudesse estar a participar numa Fase Final Nacional de Desporto Escolar e já este ano aconteceu. Neste sentido, e comparativamente a outras situações da vida parecidas a esta, no dia que eu meter na cabeça que o sonho de que me fala é um objectivo pessoal, eu consigo! Por enquanto é muito cedo para sonhar com esta ideia.

Saiba mais sobre o Colégio de Campos, acedendo à página na Internet em
http://www.colegiodecampos.com/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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Sábado, 24 de Julho de 2010

O MEU MAPA: ISABEL E CARLOS MONTEIRO, QUIAIOS E LAGOA DAS BRAÇAS E O PORTUGAL O'MEETING 2010

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Quando surgiu o desafio do Joaquim Margarido para eleger ‘O Meu Mapa’ e contar um pouco a sua história, melhor dizendo, qual a razão ou o conjunto de razões que me levaram à escolha, dei comigo a pensar qual é o meu mapa e quais os critérios que me levaram a escolhê-lo.

Qual o mapa mais desafiante? Felizmente tenho encontrado vários, pelo que eliminei este critério e passei ao seguinte.

Qual o mapa onde fiz grandes ou muitas asneiras? Rapidamente eliminei este, pois são tantos os erros que também com este critério não seria fácil a eleição.

Mas afinal o que representa o mapa para além do terreno? E dei comigo a pensar que o mapa representa algo especial que precisamos para organizar uma prova, uma prova que nos satisfaça enquanto organizadores (somatório da satisfação dos participantes) e nos dê motivação para, depois da entrega de prémios e de uma noite bem dormida, nos pormos a pensar quando e onde será a próxima.

Decidi então que, em vez de eleger ‘O Meu Mapa’ enquanto participante, iria eleger ‘O Meu Mapa’ enquanto organizador de uma prova (leia-se - e bem! - co-organizador, integrado na minha grande equipa que é o COC).

Tenho o hábito, sempre que viajo para uma prova ou no seu regresso, seja em férias ou em viagem profissional, de ir olhando pela janela procurando zonas “perfeitas” para cartografar e logo ali vou idealizando a Arena, os Estacionamentos, a Acessibilidade rodoviária dos participantes e todos os outros pontos que, somados, resultam num grande Evento de Orientação.

Nos últimos tempos, e porque esse hábito se generalizou nas carrinhas do COC e é tema de conversa - até para tornar a viagem mais agradável -, vamos escolhendo e comentando “bela zona para uma Média…” ou “excelente zona para uma Longa”, quase em concurso e a ver quem descobre mais e melhores áreas para futuros mapas.

E para encontrar ‘O Meu Mapa’ - “Quiaios e Quiaios Lagoa das Braças” -, recuo a 2002 quando, um dia, o João Oliveira telefona e diz: “Encontrei uma excelente zona para cartografarmos. Visitem e validem”. E lá fomos, eu, a Isabel e o Rui Tenreiro. Confirmámos que a zona, hoje mapa do Ginásio, usado no último dia do POM 2010 Lagoa da Vela, era efectivamente interessante mas era demasiado pequena para o que pretendíamos. Estávamos ainda no início da utilização do Sport Ident que veio permitir que mapas de menor dimensão se adequem à realização de excelentes provas de Longa e Média.

Algo nos dizia que não devíamos desistir e que haveria por ali terreno de qualidade para cartografar e organizar eventos de excelência.

Depois de analisarmos imagens de satélite, decidimos voltar ao terreno, agora já munidos de carta militar. Desta feita comigo e com a Isabel foi o Rui Antunes.

Parámos o Jipe do Rui (por coincidência cinzento, da cor do COC…), junto ao velho e abandonado campo de futebol de Quiaios onde, em 2006, no Campeonato de Longa, fizemos o estacionamento. A pé e cheios de esperança fomos andando para norte e depois para nordeste e apenas encontrámos vegetação rasteira a dificultar a progressão. Cerca de um quilómetro depois passámos um aceiro e eis-nos numa zona completamente diferente, com interessantes detalhes de relevo, com uma ou duas curvas de nível, sem vegetação rasteira, pinheiros baixos a cortarem a visibilidade e um piso excelente, cheio de musgo a cobrir a areia.

Andámos para Este e a qualidade aumentava. Andámos para Oeste, mantinha-se a qualidade, diminuía a visibilidade, aumentava o relevo e já tínhamos colinas com duas e três curvas de nível. Passámos a estrada de alcatrão para Oeste e mantinha-se a qualidade num tipo de terreno completamente distinto do anterior.

Encontrámos, sem dúvida, uma área de grande qualidade. Estávamos entusiasmados e logo ali íamos pensando em candidaturas ao Campeonato Nacional de Longa e a um POM que queríamos um grande POM.

Como já estávamos muito cansados, voltámos ao Jipe para darmos uma volta maior e perceber o que iríamos cartografar. Fomos ainda interceptados por uma patrulha da DGRF que nos questionou sobre quem éramos e o que andávamos por ali a fazer. Feitas as explicações continuámos com a nossa pesquisa.

Depois da área definida, encomendámos o mapa base ao P-O-Derebrant e em 2005 o Rui iniciou a sua romaria diária para Quiaios, depois de ter acabado o mapa da Costa de Lavos e o mapa da Leirosa, este ultimo apenas estreado na primeira etapa do POM 2010.

O Rui ia-nos mantendo informados sobre o andamento dos trabalhos e a qualidade do terreno. Lembro-me que por vezes ele comentava: “Alguma zonas são de tal maneira técnicas que, depois de vir do campo e após o jantar, vou desenhar e, por vezes, não me consigo entender com o desenho manual e na manhã seguinte tenho de lá voltar para confirmar quase tudo.”

No final do Verão de 2005 - e após de cerca de três meses em Quiaios - o Rui entrega-nos 9 km2 de área cartografada e, desta feita, acompanhado pelo José Jordão, fui pela primeira vez para o terreno com o mapa na mão. Estava encantado com o terreno. Á medida que iamos navegando e deambulando pelo mapa, eu e o Jordão íamos idealizando pontos de controlo e comentando que estávamos perante um dos nossos melhores terrenos e que, para ombrear com esta qualidade do terreno, o Rui Antunes se havia esmerado e tinha feito o seu melhor trabalho de sempre. Na brincadeira e em tom de elogio questionávamos: “Quem foi o russo que tu contrataste para vir aqui a cartografar esta área?”

Iniciámos a preparação do Campeonato Nacional e quando o Rui esboçou os percursos sugeriu que apenas utilizássemos uma parte, guardando a zona Este para um dia especial.

Assim, elegemos Quiaios para, em 1 de Maio de 2006, ser estreado no Campeonato Nacional de Distancia Longa. Dada a importância da prova - e porque tínhamos tudo preparado em Março -, aproveitámos a presença da selecção francesa nos nossos Campos de Treinos e lá fomos uma manhã colocar o sistema SI e ver o Thierry Gueorgiou perder por dois segundos para um seu companheiro a quem oferecemos uma garrafa de vinho do Porto. Logo ali, e enquanto íamos bebendo um cálice de Porto, os atletas franceses fizeram grandes elogios ao terreno e ao mapa.


A zona Este, à qual chamamos Lagoa das Braças, ficou guardada e reservada para ser estreada num POM, promessa que honrámos e cumprimos com muito orgulho.

Assim ‘O Meu Mapa’, 9 km2 separados apenas pelos seus nomes, foi o eleito por ter proporcionado uma excelente jornada de Orientação para cerca de 1.900 atletas em representação de 30 Países, ajudando a dignificar Portugal e a Orientação Portuguesa nos dias 14 e 15 Fevereiro de 2010, dois dos dias mais felizes que vivi nas minhas lides organizativas, o POM 2010.

Um obrigado sincero a todos quantos tornaram possível que o sonho do POM 2010 se tornasse uma realidade de que muito nos orgulhamos.

Carlos e Isabel Monteiro
FPO 1931 e 1952
COC – Clube de Orientação do Centro

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