quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Acaba de ser lançado o “COAC Magazine”, boletim da responsabilidade do COAC – Coruche Outdoor Adventure Clube. Com um visual apelativo, profusamente ilustrado e uma composição gráfica irrepreensível, este primeiro número (Outubro/Novembro 2009) aborda as participações do COAC no VI Troféu GafanhOri, XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre (Toledo), III Ori-Coruche, I Ori-BTT de Idanha-a-Nova e Douro de Orientação (Alijó). Para Hugo Borda d’Água, responsável máximo pela popular colectividade de Coruche, “esta é mais uma aposta na nossa tentativa de dinamizar o clube e divulgar a Orientação e não só.” Podendo ser visto on-line AQUI, o "COAC Magazine" tem igualmente prevista uma tiragem em papel, uma experiência que, segundo aquele dirigente e atleta, “poderá ser muito importante para levar o clube e a modalidade perto dos que habitam por Coruche mas não andam muito atentos aos nossos métodos de divulgação”.

2. “Trocando suor por aplausos... perseguindo o melhor resultado... sonhando com o pódio... teimando sempre em bater um novo recorde. Quem são, afinal, aqueles que correm atrás da glória?” É este o lema do programa “Vidas em Prova”, na antena da TSF, com Valter Madureira a passar em revista o retrato dos atletas de alta competição em Portugal. O que isto tem de mais espantoso é a enorme atenção que o programa tem dedicado à nossa modalidade, com um conjunto de entrevistas que inclui, até ao momento, nomes tão sonantes como os de
Daniel Marques, Maria Amador, Tiago Aires, Tiago Romão, Raquel Costa e Diogo Miguel. Para ouvir os programas já emitidos em formato podcast, basta clicar sobre os nomes dos entrevistados. Para ouvir em directo o programa, sintonize a TSF às 07h40 e às 18h40, de segunda a sexta-feira.
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3. A Federação Portuguesa de Orientação promove no próximo sábado o habitual Jantar de Encerramento da Época 2008/2009. Este é um excelente pretexto para juntar a família da Orientação e homenagear todos aqueles que mais se distinguiram ao longo da temporada. A lista de homenageados é vasta, incluindo 208 (!) nomes a título individual e ainda três a título colectivo, aos quais o Orientovar envia naturais felicitações. Permitam-me, contudo, estender os votos àqueles que, à margem de listas, com a sua força, empenho e participação, contribuem para o crescimento e engrandecimento da modalidade. Também eles são merecedores da mais sincera e sentida homenagem. Para todos os orientistas portugueses vai, com profunda emoção, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 22 de Novembro de 2009

IV TROFÉU ORI-ALENTEJO: CARTOGRAFIA NÓRDICA, SIM OU NÃO?


Da segunda etapa do IV Troféu OriAlentejo e das vitórias de David Sayanda e Patrícia Casalinho, já aqui falámos ontem. Hoje debruçamo-nos sobre os mapas e sobre o tipo de cartografia nórdica apresentado, auscultando a este propósito as opiniões dos principais protagonistas: Os atletas!


“Uma prova com bastante êxito, cujo principal motivo se prende com o tipo de cartografia apresentado. As típicas rochas foram substituídas por detalhes de relevo como cotas e apenas foram apresentados os detalhes rochosos que mais se destacavam, o que facilitou muito mais a navegação. Em Portugal, estamos habituados a ter todos os detalhes no mapa, o que por vezes torna algumas partes ilegíveis, e é por este motivo que esta prova se tornou um desafio à nossa capacidade de adaptação. Esta prova foi apenas uma pequena amostra do que poderemos esperar no Meeting Internacional de Arraiolos e deixo aqui o repto para virem desfrutar da Orientação em terrenos arraiolenses.”

Lena Coradinho (GafanhOri)



“Parabéns ao GafanhOri por ter proporcionado mais uma boa manhã de prova. Apesar de ser uma Local, estiveram mais pessoas que nalgumas provas do Regional, mas julgo que o tipo de mapa chamou as pessoas. Utilizado pela primeira vez em Portugal, este tipo de cartografia foi muito bom. Nestes terrenos constitui uma ajuda grande porque apenas está representado no mapa o mais importante e relevante e não todas as pedras e pedrinhas que estão no terreno. Se utilizássemos esta cartografia noutro tipo de terreno, como o Pinhal de Leiria ou a zona de Estarreja, por exemplo, acho que não ficava a mesma coisa. O único aspecto negativo da prova, para mim, foi a cor magenta impressa no mapa que assinala o percurso estar muito clara e não se ver muito bem.”

Nuno Rebelo (Ori-Estarreja)



“Pareceu-me que este mapa era menos carregado do que seria de esperar na cartografia tipicamente portuguesa, especialmente no que diz respeito a pedras e elementos rochosos. Num terreno que, em certos sítios, apresentava grande quantidade de pedras, pareceu-me ser mais fácil a navegação pelo facto de nem todas estarem representadas... apenas as ‘obrigatórias’ e as mais significativas do ponto de vista do praticante.”

Ricardo Chumbinho (GafanhOri)



“A prova em si, com uma excelente organização, era muito rápida com os melhores atletas a baixarem todos dos 5min/km. Sobre o mapa, confesso que tenho alguma dificuldade com este tipo de cartografia. Num estágio recente na Finlândia demorei cerca de 4 dias de treino a habituar-me a estes mapas. No meu modo de navegar, uso o máximo de pormenores junto à zona do ponto e hesito muito quando tudo não bate certo a 100% (algo a melhorar). Aqui consta apenas o essencial (inúmeras rochas não representadas no mapa, sobretudo no monte a sudeste) daí que tenhamos de ter muita confiança na nossa direcção e sentido de distância percorrida. Nos nossos mapas, nós é que seleccionamos o que interessa para navegar. Neste tipo de mapas esse trabalho já está feito; apenas temos de conseguir perceber os limites entre o que está e não está representado e usar os elementos que temos no mapa. Juntamente com o Alexandre Alvarez (com quem empatei na prova) e com o Paulo Franco fizemos, após a prova, o percurso de Distância Média a um ritmo mais leve. Durante este tempo deu para entender melhor o ponto de vista do cartógrafo. Foi uma grande manhã na companhia dos Gafanhotos. Talvez em Janeiro a navegação se torne mais fácil.”

Miguel Silva (CPOC)



“Esta não foi a primeira vez que estive em contacto com este tipo de cartografia.
Pelos conhecimentos que já me foram transmitidos e pelo que já experimentei, sei que este tipo de cartografia é ‘relativo’, ou seja, é um tipo de cartografia onde apenas se representa o mais evidente, o que é muito útil em mapas com excesso de informação, mas que em terrenos como o de hoje torna a navegação muito simples, pois o mapa não contém excesso de informação, tornando a leitura muito leve e rápida. É claro que para uma introdução como esta, penso que este mapa foi adequado. A sério vai ser no Meeting de Arraiolos :).”

David Sayanda (GafanhOri)



“Mais uma vez, é com agrado que me desloco ao concelho de Arraiolos para praticar Orientação. Como já vem sendo hábito, o Gafanhori apresenta sempre uma boa organização e percursos muito interessantes. O deste fim-de-semana tinha a particularidade de o mapa ter sido feito bem ao estilo dos países nórdicos (há que lembrar que estes países são pioneiros na Orientação) o que tornava as minhas expectativas mais elevadas para o que poderia encontrar. Essas expectativas foram superadas, uma vez que os mapas, por terem apenas os elementos mais vistosos e uma maior diversidade de cor (não usar constantemente pedras e falésias, apenas quando necessário), se tornam muito mais simples e de mais fácil e rápida leitura do que os mapas feitos por cartógrafos portugueses, onde se carrega demasiado nos elementos rochosos e os atletas com tanta informação não conseguem ter uma leitura que o favoreça. Outro aspecto que observei no mapa prende-se com as áreas amarelas. Estas apenas são marcadas quando são grandes e bem visíveis, permitindo assim que o mapa não tenha muitas mudanças de cor, que muitas das vezes são desnecessárias. É importante que todos os cartógrafos portugueses observem o trabalho realizado e que tentem implementar este tipo de cartografia nos nossos mapas. Afinal a Orientação portuguesa quer evoluir e não regredir…”

João Mega Figueiredo (CN Alvito)


“A 4ª etapa do OriAlentejo desenrolou-se num terreno de relevos suaves, zonas abertas (na maioria) e algumas áreas de sobreiro. É um terreno tipicamente rápido, onde a direcção de navegação é muito importante, com excepção da zona sul, onde o relevo é mais acentuado e alguma vegetação dificulta a progressão. Por todo o terreno, os detalhes rochosos são uma constante! Os detalhes rochosos e a curiosidade em como estes estariam cartografados pelas técnicas nórdicas, como anunciado no site da prova, foram sem dúvida as razões que me levaram a Bardeiras. A cartografía é de facto mais simples do que estamos habituados em Portugal. Nesta foram desenhados apenas os elementos mais relevantes e ignorados os pormenores. O trabalho da simplificação do mapa que temos de fazer em corrida fica assim facilitado. Apesar de já ter tido algum contacto anterior com este tipo de cartografia, tive algumas dificuldades no início da prova para me adaptar. As normas da IOF falam que os mapas devem ser feitos para escala 1:15 000 e os mapas 1:10 000 deverão ser uma mera ampliação dos 1:15 000. Penso que este mapa em 1:15 000 seria legível, mesmo tendo em conta o elevado número de detalhes no terreno. Um terreno destes em 1:15 000, com cartografia ‘detalhada’, seria impensável. Penso que é importante termos contacto com outro tipo de cartografias, também em mapas nacionais. O Gafanhori está mais uma vez de parabéns pela iniciativa. Não posso dizer que prefiro este tipo de cartografia em detrimento da ‘detalhada’, mas gostei! Talvez depois de praticar mais este tipo de desenho, me torne mais adepto. Venha o Meeting de Arraiolos! Obrigado ao Gafanhori por mais uma excelente organização da prova.”

Paulo Franco (COC)


“A primeira coisa que me saltou à vista, quando o recebi, é que se tratava de um mapa limpo onde, aparentemente, se podia navegar com clareza. A economia do preto permitiu evidenciar o relevo e foi a esse aspecto que me agarrei acima de tudo. Infelizmente, a equidistância era de 2,5m, e por isso as curvas de nível viam-se melhor no mapa do que no terreno. Como, no entanto, fiz a maior parte do percurso em ritmo de treino, não tive no geral grandes dificuldades de leitura. A excepção foi na zona sul, a área mais acidentada e com maior concentração de falésias, pedras e, sobretudo, afloramentos rochosos. Outra consequência positiva da depuração dos negros é que as cotas correspondentes a rochas (cinzento circulado a castanho) se destacavam bem no mapa e, como eram facilmente identificáveis no terreno, foram um óptimo apoio à navegação. O mesmo aconteceu com as árvores isoladas, que nalguns casos representavam também referências fáceis e seguras. Num terreno tão pedregoso, imagino que uma cartografia pesada teria tornado a leitura bastante mais penosa e acabaria certamente por ‘esconder’ alguns desses elementos fundamentais. Os tempos de Sayanda, Alvarez e Miguel Silva constituem, porém, o melhor argumento a favor deste tipo de cartografia.”

Manuel Dias (Individual)


[Mapa extraído do excelente texto no blogue de Miguel Silva em
http://miguelorienteering.blogspot.com/2009/11/nordic-maps-vs-portuguese-maps.html. Mais fotos da prova, da autoria de Paulo Fernandes, em http://picasaweb.google.com/paulojjf/IVTrofeuOriAlentejo2EtapaBardeiras]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 21 de Novembro de 2009

IV TROFÉU ORIALENTEJO: DAVID SAYANDA E PATRÍCIA CASALINHO VENCEM EM BARDEIRAS


Sete da manhã, saída de São Pedro da Gafanhoeira. As carrinhas seguem carregadas com o material que irá “enfeitar” a arena das Bardeiras, junto a uma pequena represa, onde foi desenhado por Janne Weckman, Anti Harju e Mario Rodriguez um novo mapa de Orientação, há um mês atrás.

Disputou-se esta manhã a segunda etapa do IV Troféu OriAlentejo, conjunto de oito eventos iniciado no passado dia 17 de Outubro, em Vila Nova da Erra (Coruche) e que só terminará em 17 de Julho de 2010, com a prova Nocturna de Vila Nova de Santo André. Na prova de hoje, da responsabilidade do Clube GafanhOri, marcaram presença 196 atletas, entre os quais alguns dos grandes valores nacionais de Elite, fazendo com que a competição estivesse ao rubro.

No escalão Difícil Feminino, Patrícia Casalinho (COC) passou no ponto de espectadores com uma vantagem de 2.02 sobre a 2ª classificada, vantagem essa que conservou até final, vencendo assim a prova. Em 2º lugar ficou Ana Coradinho (GafanhOri) logo seguida da sua irmã, Lena Coradinho, do mesmo clube. Ainda neste escalão, mas no sector masculino com 46 atletas em prova, David Sayanda (GafanhOri) foi o grande vencedor, gastando 42.03 para um percurso de 8.8 km de extensão. Atrás de si, com mais 37 segundos, dois atletas do CPOC ex-aequo: Alexandre Alvarez e Miguel Silva. Os ritmos de prova foram muito elevados e estiveram de acordo com a previsão da organização quanto aos tempos dos vencedores.



Mais uma grande organização

No escalão Médio, Pedro Nogueira (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC) foram os vencedores, ambos seguidos de muito perto por João Cascalho e Ana Anjos (atletas Iniciados do Clube GafanhOri) respectivamente. Já no escalão Fácil, as vitórias foram para atletas do Desporto Escolar, Oleksandr Zaikin (ES Palmela) e a “gafanhota” Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara – Arraiolos). Finalmente, Carlos Carlota (COAC) levou de vendida o escalão de Iniciação.

Em termos organizativos esta voltou a ser uma prova sem falhas, com uma Arena agradável que pôde comportar no mesmo espaço o estacionamento, a chegada, as partidas e as diversas tendas de apoio. Desse local, os participantes que não estavam em prova puderam acompanhar a competição através do relato do ‘speaker’ ou directamente no ponto de espectadores. Outro aspecto organizativo relevante teve a ver com o mapa novo, com uma área total de 4,2 km, desenhado de acordo com os princípios da cartografia nórdica. Foi particularmente importante para o Clube Gafanhori poder apresentar antecipadamente o tipo de cartografia que será utilizado no Meeting Internacional de Arraiolos e também no Campo de Treinos de Ano Novo, a realizar de 2 a 8 de Janeiro na Gafanhoeira.


Resultados completos em
http://www.gafanhori.pt/2orialentejo/TotaisBardeiras21nov2009.html.

[Uma nota de agradecimento para Raquel Costa, pelo apontamento escrito para o Orientovar, e para David Tirapicos, autor das fotos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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THE ORIENTEERING ACHIEVEMENT OF 2009


Está aí “O Grande Feito da Orientação em 2009”, uma iniciativa da responsabilidade do World of O e Ultimate Orienteering, dois dos maiores portais mundiais exclusivamente dedicados ao nosso desporto. Agora que caminhamos a passos largos para o final de 2009, está na hora de votar na maior proeza do ano.

Depois do enorme sucesso alcançado no ano transacto, assistimos ao lançamento da segunda edição do "The Orienteering Achievement of the Year", uma iniciativa conjunta do World of O e Ultimate Orienteering. Em causa está a eleição do maior feito ao nível da Orientação no ano que agora está a chegar ao fim, em ambos os sectores, masculino e feminino. A votação incidirá apenas sobre candidatos a título individual e cada um dos participantes nesta escolha poderá, se assim o entender, sugerir o seu próprio candidato, justificando as razões que o levaram a apresentar aquele nome. Estão prometidos prémios para as melhores sugestões.

A partir da próxima quarta-feira e ao longo de cinco dias, os nomeados começarão a ser apresentados diariamente nos portais World of O e Ultimate Orienteering. A votação propriamente dita decorrerá entre os dias 30 de Novembro e 4 de Dezembro, estando a publicação do resultado final prevista para 8 de Dezembro.

Como não poderia deixar de ser, o Orientovar associa-se a esta grande iniciativa, lançando um forte desafio à participação de todos. Para tal, basta clicar em
http://poll.worldofo.com/poll2009.html. Vote!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

VENHA CONHECER... ALICE SILVA


Chamo-me… Maria ALICE da SILVA Pereira
Nasci no dia… 09 de Setembro de 1965, em Aveiro
Vivo em… Sesimbra
A minha profissão é… Professora
O meu clube… Grupo Desportivo União da Azóia
Pratico Orientação desde… 1994

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto na natureza!
Para praticá-la basta… estar bem fisicamente e ter os materiais necessários!
A dificuldade maior… terreno com bastante pedra!
A minha estreia foi… nas Gafanhas!
A maior alegria… ter ido ao Campeonato do Mundo em 1995, na Alemanha, e ter sido Campeã Ibérica em Ori-BTT há dois anos!
A tremenda desilusão… não ter podido fazer a Estafeta, também no Campeonato do Mundo!
Um grande receio… lesionar-me!
O meu clube é… prática, promoção e apoios para fazer Orientação!
Competir é… bom!
A minha maior ambição… estar bem de saúde para poder continuar a praticar!

… como na Vida!

Dizem que sou… alegre!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… saber reconhecer quando erro!
Como vejo o mundo… mal!
O grande problema social… grande diferenciação de classes!
Um sonho… que os meus filhos estejam bem!
Um pesadelo… a morte!
Um livro… qualquer um de Dan Brown!
Um filme… “Poltergeist”!
Na ilha deserta não dispensava… comida e água!

Na próxima semana venha conhecer Graça Carrapatoso.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA


Decorre em Bardeiras, já no próximo sábado, a 2ª Etapa do IV Troféu OriAlentejo. Mais uma organização do Clube GafanhOri, hoje espreitada pelo buraco da fechadura com a preciosa colaboração de Tiago Aires.

Aproxima-se mais um fim-de-semana com muita Orientação e num mapa novo, em Bardeiras – Vimieiro, junto à Gafanhoeira. Trata-se da 2ª etapa do IV Troféu OriAlentejo, evento da responsabilidade do Clube GafanhOri e destinado aos escalões de Iniciação, Fácil, Médio e Difícil. Os terrenos e percursos estão preparados cuidadosamente para cada escalão e desenhados num mapa novo, elaborado em Setembro deste ano e de acordo com os princípios da cartografia nórdica.

Para nos falar dum evento onde o “desafio dum tipo de cartografia diferente da nacional será certamente um dos pontos altos”, o Orientovar foi uma vez mais ao encontro de Tiago Aires. Traçador de Percursos desta prova e um dos responsáveis máximos do Clube GafanhOri, aqui ficam as suas explicações e um convite à participação. “As inscrições”, diz, “ainda estão abertas”.

Orientovar - Porquê a chamada de Janne Weckman e Antti Harju, dois cartógrafos finlandeses, e ainda do cartógrafo espanhol Mário Rodriguez, para colaborarem neste projecto?

Tiago Aires - Janne Weckman, além de atleta, é um cartógrafo com muita experiência, com mais de 100 km2 feitos na Finlândia, sendo inclusive o cartógrafo e traçador de percursos do Jukola 2011. Antti Herju é uma das grandes referências mundiais da Orientação, tendo vencido com o Kalevan Rasti mais vezes o Jukola e Tiomila, mas que infelizmente há cerca de 6 meses teve um problema cardíaco e colocou um ‘pacemaker’, o que não lhe permitirá correr mais, pelo que se está a dedicar à cartografia. Mário Rodriguez trabalha há muitos anos com o Janne, já fez mapas na Finlândia e tem as características que procurávamos.

Orientovar - Quais as principais características desta cartografia dita “nórdica”?

Tiago Aires - Logo à primeira vista é a leitura do mapa mais leve e utilizando ao máximo os detalhes do relevo. Só a colocação da informação de maior dimensão e que é essencial para navegar. Não há necessidade de trabalhar os amarelos e vegetação em demasia pois apenas vai saturar o mapa com informação que ninguém consegue utilizar em prova. Esta será a cartografia utilizada nos mapas do Meeting Internacional de Arraiolos nos dias 9 e 10 Janeiro de 2010. O mapa da Distância Longa foi produzido por estes cartógrafos e o da Distância Média foi produzido por mim e pela Raquel Costa, mas mantém substancialmente a mesma forma de cartografar.

Orientovar - Uma das críticas apontadas com maior frequência aos nossos mapas é a de que pecam por excesso de detalhe. Acha que, neste particular aspecto, os orientistas portugueses estão mal habituados? Ou, posto doutra forma, qual a relevância deste contacto com outro tipo de cartografia para a própria evolução da Orientação portuguesa?

Tiago Aires - Penso que esta vinda de cartógrafos nórdicos pode ser muito importante para um reajustar dos critérios utilizados em Portugal. Nós aprendemos com os russos, que, tal como a escola checa de cartógrafos, têm a tendência em trabalhar demasiado a vegetação e marcar por exemplo ao nível rochoso tudo o que cabe no mapa, não dando a percepção ao atleta de quais os elementos que se destacam facilmente. Claro que este tipo de cartografia, na grande maioria dos terrenos portugueses, é necessário; caso contrário, os mapas não teriam detalhe e deixariam de se ler. Mas com a melhoria na escolha de terrenos, esse critério tem de ser alterado sob pena de os mapas serem todos à escala de 1:7 500 e, mesmo assim, difíceis de interpretar.

Orientovar - O mapa é um bom pretexto para convidar as pessoas a irem até às Bardeiras no próximo domingo. Mas como o interesse da prova não se resumirá, seguramente, ao mapa, pedia-lhe que nos falasse dos restantes pormenores e de como um dia com o Clube GafanhOri será sempre dado como bem empregue.

Tiago Aires - Como vem sendo hábito, temos uma Arena junto a uma barragem, num local muito bonito, onde existirá um ponto de espectadores. Julgo que os percursos estão bastante interessantes e que serão uma excelente oportunidade para preparar o “Word Ranking Event” do Meeting Internacional de Arraiolos. As inscrições ainda estão abertas. Aproveito ainda para lembrar que já está disponível em detalhe o programa do II New Year Training Camp [ver
AQUI], o qual decorrerá de 2 a 8 de Janeiro, com treinos bi-diários de Orientação variados.

[foto de Bardeiras, gentilmente cedida por Tiago Aires]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. No encerramento da temporada 2009 de Orientação em BTT, a publicação oficial dos resultados na página da IOF mostra Daniel Marques no 20º lugar com 216 pontos. Uma posição prestigiante a todos os títulos e que premeia a grande época do atleta português. No top-100 é possível encontrar ainda Joel Morgado na 84ª posição, com 42 pontos, e José Marques no 99º lugar, com 36 pontos. No sector feminino, Susana Pontes é a nossa melhor representante, ocupando o 39º lugar do ‘ranking’ mundial, com 88 pontos; mas 100 primeiras posições encontramos ainda cinco outras atletas. Assim, Maria Amador está em 60º lugar (53 pontos), Rita Guterres no 61º lugar (52 pontos), Joana Frazão na 82ª posição (36 pontos), Tânia Covas Costa no 89º lugar (34 pontos) e Sandra Rodrigues na 91ª posição (32 pontos). Lideram o ‘ranking’ o dinamarquês Lasse Brun Pedersen e a austríaca Michaela Gigon.

2. Marianne Andersen acaba de ser distinguida com o prémio “Orientista do Ano”, da Federação Norueguesa de Orientação. Atribuído por unanimidade durante a Gala Anual daquela Federação, o galardão reconhece o mérito duma atleta que alcançou uma medalha de ouro e duas de prata nos Mundiais WOC Miskolc 2009, foi segunda classificada na Taça do Mundo e fez o “tri” nos Campeonatos da Noruega, nesta que foi a sua melhor época de sempre. Os restantes galardões foram distribuídos da seguinte forma: Jan Kocbach (Treinador do Ano), pelo seu trabalho inovador em Varegg Fleridrett, Bergen; Marte Renaas, do Wing OK (Ski-Orientista do Ano); Martin Jullum, do Halden SK (Trail-O Atleta do Ano); e, Betty Ann Nilsen Bjerkreim, do Lillehammer OK (Revelação do Ano). Composta por Holger Hott, Audun Weltzien e Anders Nordberg, a Estafeta Norueguesa presente no WOC foi distinguida com o “Prémio Fairplay” pela sua postura em prova, prescindindo da luta pelas medalhas para ajudar a socorrer o sueco Martin Johansson, ferido com gravidade.

3. Ao longo da passada semana, o Estoril Portugal XPD Race 2009 dominou as atenções. Foram 900 quilómetros de aventura e emoção, ao encontro do Portugal profundo, num exercício onde beleza e dureza se misturaram, confundiram e caminharam (… e pedalaram, e remaram…) sempre de mãos dadas. Agora que a adrenalina já se dissipou e assistimos ao regresso à calma, o Orientovar gostaria de saudar todas as equipas que, com maior ou menor dificuldade, lograram chegar ao Baleal, com particular destaque para as três sobreviventes portuguesas do Extreme Challenger / IGeoE, GLOBAZ.PT – BOXIT e Team Greenland / ATV. Sobretudo, deixar uma palavra de apreço pelo trabalho organizativo em torno deste grande evento, levado a bom porto por um vasto conjunto de elementos capazes e competentes, que com o seu esforço e empenho em muito contribuíram para a sua espectacularidade, prestigiando Portugal e as Corridas de Aventura. Para toda a equipa e, em especial, para o seu timoneiro, Alexandre Guedes da Silva, aqui fica o testemunho da mais viva admiração e o merecido Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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